quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Balanço Anal. Ups! Anual!

Chegou aquela altura do ano em que começamos a pensar naquilo que conseguimos fazer em 365 dias e no que ficou por fazer. No meu caso, 2016 foi um ano de muita mudança e crescimento profissional!

Janeiro começou comigo desiludida com o estágio em Bovinos. Felizmente, seguiram-se 3 meses super especiais no Reino Unido, onde andei entusiasmada com as viagens pela Escócia e o contacto com uma cultura e um estilo de vida bem diferentes do nosso. Foram três meses em que aprendi imenso e nos quais que percebi o quão rico é o nosso Portugal. Gostei imenso da Escócia, principalmente da fauna e flora deslumbrantes, mas ao terceiro mês já estava no limite! Quando voltei lembro-me de ter sentido uma imensa satisfação na barulheira do supermercado e na desorganização típica dos povos do sul da Europa (e na comida!). 

O Verão foi passado a empacotar coisas e a preparar uma mudança eminente de residência, assim como a estagiar em part-time num hospital veterinário que me ensinou muitas preciosas lições. A entrega da tese e o primeiro emprego foram o mais recente ponto de viragem e sinto que ainda não tive tempo de me adaptar à ideia de que sou finalmente veterinária. 

Nesta fase preciso de me reencontrar e perceber que percurso quero fazer não só a nível profissional, mas também a nível pessoal. Para já ainda me sinto um bocado perdida. Até agora o objectivo era terminar o curso. Nunca pensei muito no tipo de veterinária que gostaria de ser. Gosto de medicina e cirurgia de animais de companhia (cães e gatos, essencialmente). Gosto de medicina no geral, mas sei que é importante começar a especializar-me, ou serei simplesmente mais uma médica veterinária (entre 7000 mil e tal...). O meu problema é escolher. Odeio ter de o fazer e acabo por deixar a vida acontecer-me. Vamos ver o que acontece até ao final de 2017...

Além de perceber que tipo de veterinária quero ser, outra das minhas metas para 2017 é fazer finalmente a peregrinação a S.Tiago de Compostela. Não sou religiosa, mas há muito que quero seguir as setas amarelas...Se adicionalmente conseguir uns fins de semana numa qualquer cidade/país diferente, também me darei por satisfeita.

Uma inscrição no ginásio também é algo que vou ter de fazer. O meu horário de trabalho é mau. Desengane-se quem pensa que ser veterinário é ganhar bem e trabalhar pouco, porque nós ganhamos mal e trabalhamos muito. Saio de casa às 8:30 e só volto às 20:30. Tenho duas horas para almoçar, que acabo por passar no café, uma vez que não me compensa ir a casa. Ou seja, duas horas que posso rentabilizar num ginásio perto de mim!


No início de 2016 tinha como meta (um bocadinho tótó) fazer 10 novos amigos. Acho que superei a expectativa e fiz um número superior de novos amigos/conhecidos, que vieram acrescentar algo de novo à pessoa que sou!

 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Eutanásia ou a "Boa morte"

O tema da eutanásia em humanos tem sido tópico de discussão constante, mas na veterinária é uma opção que existe há bastante tempo.

Este é um procedimento pelo qual os donos podem optar e que o medico veterinário deve realizar sempre que exista uma justificação válida (doença terminal e irreversível, que comprometa a qualidade de vida do patudo, ou agressividade que coloque em causa a segurança das pessoas, por exemplo). O animal é normalmente colocado com um catéter na veia e é sedado. Depois é utilizado um fármaco de administração intravenosa, que funciona como um anestésico em dose excessiva que leva à depressão do SNC e paragem dos batimentos cardíacos, com consequente morte do animal. O animal morre sem dor e como se estivesse a adormecer. Não estrebucha, não tem convulsões, não vocaliza, não sangra...adormece e já está.

Sou veterinária há pouco tempo (ainda nem há um mês), mas já tive de fazer três eutanásias. Em todas as situações a qualidade de vida dos animais (já idosos) estava seriamente comprometida, ou este encontrava-se doente terminal. Já não comiam, estavam com dor crónica e um deles já nem conseguia andar ou controlar as necessidades. Os donos optaram por terminar o sofrimento deles com a mínima dignidade (se é que isso existe no momento da morte).

No entanto, um dos casos deixou-me seriamente emocionada, ao ponto de escrever isto me fazer vir lágrimas aos olhos. Claro que no momento usei a minha melhor pokerface, tentando explicar o que se ia passar e o porquê de ser a melhor opção no caso daquele patudo. O gatinho estava com uma infecção generalizada e imunodeprimido. Estava prestes a entrar em paragem cardio-respiratória. Já não comia há vários dias e vocalizava com dores. Já era idoso e eu sabia que mesmo com mais dias de tratamento ele dificilmente iria salvar-se. Fui sincera na minha opinião e pus as opções sobre a mesa - continuar a tentar, mesmo com ele a sofrer, ou deixá-lo ir com tranquilidade. Os donos, um senhor já dos seus 50 anos e um rapaz de 16, estavam visivelmente emocionados e optaram pela segunda opção. O que mais me emocionou não foi a eutanásia em si. Eu sabia que era o melhor para o animal, mas a tristeza no olhar daquele rapaz é difícil de esquecer. O gato era o companheiro dele há 11 anos, ou seja, desde os 5 anos dele...custa-me mesmo a dor dos donos e não consigo ainda criar uma barreira que me impeça de sofrer um bocadinho com eles. 

Pergunto-me muitas vezes o que poderia ter feito mais, o que teria acontecido se tivéssemos tentado mais tempo de tratamento, o que poderia ter feito melhor...Sinto que sou muito crítica em relação a mim mesma e que de certa forma isso é bom, mas que também acaba por prejudicar o meu bem estar emocional, fazendo-me sentir culpa e simultâneamente impotência depois de cada desfecho menos bom.

As pessoas dizem que com o tempo me habituo, mas será que quero criar esse tipo de barreira? Até que ponto é que não perco parte daquilo que significa ser humana? 


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cuidados especiais na Época das Festas!

Para benefício dos vossos patudos e para evitarem interromper o importante convívio de famílias com elementos veterinários, aqui ficam algumas medidas de segurança a ter durante esta época:

 
- Pendurem os vossos enfeites de natal o mais alto possível, ou fixem-nos bem longe do alcance dos gatitos e cachorrinhos mais aventureiros e exploradores. Por vezes estes adornos podem ser acidentalmente ingeridos, ou podem ter constituintes que provoquem reacções de toxicidade nos nossos amigos de quatro patas.

- Evitem oferecer aos vossos animais comida da nossa! Isto é especialmente importante com alguns alimentos que para eles são tóxicos - chocolates e uvas, são apenas alguns exemplos. Para além dos alimentos tóxicos, a abundância de "guloseimas" oferecidas um pouco por toda a gente da festa pode desencadear algumas gastroenterites pós-natalícias, ou mesmo pancreatites. Nesses casos teremos vómitos e diarreias especialmente perigosas em animais pequenos, que podem descompensar rapidamente e necessitar de tratamento médico imediato! 


- Se o vosso cão tem pavor de foguetes certifiquem-se de que durante o tempo destes eles se encontram num local de onde não consigam fugir! É bastante comum o desaparecimento de animais que entram em pânico com todo o aparato do fogo de artificio, típico destas ocasiões. Para além de levarem à preocupação dos donos, estas fugas podem resultar em acidentes graves e perigosos não só para o patudo, mas também para todas as pessoas que utilizam a via pública. 

- Cuidado com plantas decorativas típicas do Natal, que também são tóxicas para os patudos! Exemplos - Azevinho, Poinsétia, Amaryllis, ou Folhas de Pinheiro.

- Estar atento ao vosso cãozinho na altura de desembrulhar os presentes, ou, idealmente, não o ter na sala nesse momento. Pode acontecer de ele se lembrar de comer o que não deve e acabamos com um cão embrulhado por dentro...


Votos de felizes festas e acima de tudo, de festas sem acidentes!
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"American Gods", Neil Gaiman

Ei, oh mana, finalmente uma opinião sobre livros...tava a ver que isto agora era só histórias de veterinária e dilemas existenciais...- comentam vocês. 

Sim, já era tempo de publicar algo relacionado com o principal tema do blog...Contudo, não é sempre de opiniões positivas que se fazem as estantes e a inspiração tardava em chegar. 

Não estou habituada a ser desiludida pelos meus escritores favoritos, mas desta vez o Neil não me deixou muito satisfeita com este seu American Gods

O protagonista desta trilogia é "Shadow", um homem na casa dos trinta que havia cometido um crime e que se encontrava no final da sua pena de prisão. Tudo o que ele queria era voltar para a sua mais que tudo e deliciar-se com um belo banho de imersão. Mas algo de inesperado acontece e Shadow é libertado alguns dias mais cedo. A partir daí tudo corre de forma estranha, quase sobrenatural e o caminho do protagonista cruza-se com o de deuses desacreditados, que caminham entre os comuns mortais e que tentam sobreviver à modernidade e aos seus novos deuses. 

Esta história, apesar de dotada da típica narrativa do fantástico e com a mestria habitual de Neil Gaiman, acabou por me desiludir. Aparentemente tinha uma série de elementos que eu aprecio: história, mitologia e um enredo com potencial. No entanto, houve alguma coisa que falhou. O mais estranho é que não consigo precisar exactamente o que foi. Talvez tenham sido as inúmeras interrupções das narrativas, onde o escritor narrava uma serie de acontecimentos passados com o povo que colonizou o Novo Mundo. Senti que de certa forma quebravam o ritmo da história principal e algumas eram simplesmente aborrecidas, "deal breakers". 

A própria falta de rumo de Shadow era aborrecida e o que ainda ia salvando a situação era o vilão "Wednesday". Eram as suas tiradas irónicas e o seu comportamento enigmático que davam algum ânimo ao livro.

Demorei imeeeenso tempo a conseguir terminar este livro. Tinha grandes expectativas. Adorei o "The Graveyard Book" e o "Coraline", mas de facto eram livros para crianças/jovens e nesta vertente mais "adulta" não amei Neil Gaiman. Em 2017 vai começar uma nova série televisiva baseada nesta trilogia e de título homónimo. Não sei como vão tornar a história apelativa, mas vou estar atenta!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"Do Arco da Velha" #2 Unhas de Gel

Um dia uma senhora veio a um local onde eu estagiava com uma "cadelinha" adulta de raça Dogue Argentina. Vestia uma camisola de mangas compridas cor de rosa. A cadela. Não a senhora. 

Achei engraçado, até à parte em que a senhora perguntou à veterinária se já tinha ouvido falar de unhas de gel para cães e se sabia onde é que as podia comprar e se a veterinária as podia colocar. Mais uma vez, na cadela e não na senhora.

Paciente e educadamente a veterinária fez algo que não se deve fazer: expressou a sua opinião sobre o assunto. "Não se deve personificar os animais. Eles não compreendem todos os nossos hábitos e comportamentos." 


Não sei se a senhora ficou ofendida. Tentou justificar-se dizendo que era por causa do barulho que as unhas da cadelinha faziam a caminhar...claro que pareceu simplesmente uma desculpa de alguém que é apanhado a fazer algo que não está completamente certo (para a veterinária).

Este episódio levanta questões importantes, como até que ponto não estaremos a maltratar os nossos animais de companhia, quando queremos fazer deles algo que não estão preparados para ser - pessoas?

Neste caso, a Dogue Argentina não iria compreender o que eram aquelas coisas coloridas e que causavam uma sensação estranha nas suas unhas. Melhor opção para ela poderia passar por roer e mesmo engolir as ditas cujas, ou desenvolver hábitos menos saudáveis, como a obsessão de lamber as patitas...e tudo porque a dona queria que ela ficasse bonita e fashion, como se fosse a sua criança. 

Neste mundo ocidental vivemos com duas realidades extremas - os donos que não fazem o basico e ainda tem os seus cães presos por correntes o dia todo, e os donos que exageram e maltratam igualmente os seus animais. Esta última é mais aceite pela sociedade, mas não deixa de ser igualmente condenável!





 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A Era da Informação já era!

A Era da Informação já era! Hoje vivemos na Era das Opiniões. Toda a gente tem uma. Se não tem, eu acho que devia arranjar...Viva!  Ashtag "só que não" (#sqn).

Alguns de vocês perguntam o que é que eu quero dizer com isto...estou a referir-me ao facto de a maior parte das pessoas, que há bem pouco tempo não tinham uma "voz", terem agora um espaço onde podem dar a sua opinião aka Facebook. É bom opinar, mas pode ser perigoso, quando uma opinião (superficial) é repetida várias vezes e vira informação.  

A verdade é que toda a gente tem uma opinião sobre tudo. Não ter uma opinião é a actual tragédia da vida ocidental. Isto faz com que a maior parte das pessoas baseie o seu ponto de vista em opiniões alheias, sem fazer a investigação necessária sobre o assunto e baseando-se em impressões superficiais. Tudo pelo opinar!

É tão difícil manter a mente aberta, quando sentimos esta necessidade de "achar" alguma coisa. Dou por mim a ter opiniões que podem ser facilmente moldadas e tudo porque na verdade não sei do que estou a falar. 

É por esta razão que no próximo ano quero passar a compreender muitos dos fundamentos em que se baseia aquilo em que acredito. Talvez dessa forma consiga ser mais decidida e menos influenciável.



 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Playlist #1.11 Novembro 2016

Isto é tãããããooo Novembro passado...yup, estou atrasada com esta lista, mais uma vez. 


 "I Believe in You", do Michael Bublé - Sempre que alguma coisa menos positiva acontece, posso contar com as músicas do Bublé para me animar. Estava a ter um dia mesmo mau, quando ouvi esta música pela primeira vez na rádio. Ajudou a levantar a moral e a seguir para dias melhores. Actualmente o cantor não deve estar a passar por uma fase muito positiva, uma vez que foi diagnosticado cancro ao filho mais velho de 3 aninhos...Espero que tudo lhe corra pelo melhor...


"Miss You", da Gabrielle Aplin - Já não é a primeira vez que partilho algo desta cantora inglesa. A musiquinha não tem nada de especial, mas fica no ouvido e vem mais uma vez de encontro ao "positive vibe". 


"How Far I'll Go", da Alessia Cara - Esta é a nova música da Disney e, na minha opinião a próxima "Let it Go". Faz parte da banda sonora do filme "Moana" (Vaiana, em Portugal). Escolheram muito bem a cantora. Gosto muito da Alessia e do facto de estar a ter sucesso apenas com a sua voz e letras, sem ter de se despir, ou ter videos muito elaborados. 

 

domingo, 11 de dezembro de 2016

A Dieta do Paleolítico

Sim, é isso mesmo, desisto da dieta do paleolítico. Funciona, mas é demasiado restrita e dá trabalho. Hoje enfardei um pacote de Doritos e sabem que mais? QUERO LÁ SABER E SOUBE-ME PELA VIDA!


Coisas que retirei desta jornada de 3 semanas - tudo o que é demais é um erro e tudo o que é de menos também. 

Vou manter os seguintes hábitos:

- não comer nada depois de jantar
- não comer pão, massa, ou arroz durante a semana
- leite de amêndoa em vez do leite de vaca
- comer pão de queijo

 Tudo o resto é giro, mas é caro e impossível com o meu horário. Funcionaria se eu não saísse de casa às 8:30 da manhã e não chegasse só as 21h completamente cansada e sem vontade de cozinhar ou ir às compras...
 

 
No more.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

I QUIT!

Há uma semana atrás decidi apagar a minha conta de Facebook. Se me perguntarem porquê a verdade é que era algo que queria fazer e que ia adiando; ou porque fazia parte de grupos de trabalho associados à universidade, ou porque tinha o grupo de amigas com o qual ia trocando imagens e novidades, ou porque era gestora da página xyz... havia sempre alguma desculpa, algum impedimento e dava por mim a passar horas preciosas a cuscar a vida dos outros, ou a fazer scroll pelo mural adiando a hora de fazer alguma coisa em concreto.

No espaço de um mês a minha vida também deu algumas reviravoltas, incluindo a conclusão do curso (aleluia!) e um primeiro emprego. Não sobra muito tempo. Dou por mim a sentir um vazio. (QUEM SOU EU?)


 Até agora o meu objectivo era acabar o curso e começar a trabalhar. Eu era a Luisa que que veio de Artes para Veterinária. Agora que finalmente sou veterinária, é como se estivesse perdida e não ter plano, ou objectivos, deixa-me maluca!

Por todas estas razões, ou por nenhuma delas, ou simplesmente porque posso, resolvi deixar de vez o Facebook! Olá vida! 

Ainda é prematuro fazer uma avaliação do antes e do depois, mas algo que notei de imediato foi a relevância que passei a dar ao meu PC. Se não fosse para escrever aqui, eu não o teria ligado durante uma semana. Já acabei de ler um livro que andava a empatar há imenso tempo, já comprei todas as prendas de Natal, tenho o meu BUJO em dia, falo com as minhas amigas na mesma...

Ainda é estranho vir ao PC e ter aquele instinto de carregar a página de Facebook, mas como todos os vícios, acaba por passar!






sábado, 12 de novembro de 2016

Planos

"É mesmo isto que eu quero para a minha vida?" 

Adoro o curso que tirei. Gosto da sensação de utilidade e de estar a ajudar outros seres vivos, mas não consigo sentir que chega. Dou por mim à procura de casa para alugar e carro para comprar e visualizo uma vida que não é aquela que ambicionei. Uma vida igual à dos meus pais e igual à dos pais deles...claro que com as típicas variações do tempo e espaço, mas ainda assim, uma vida com um plano linear e mais ao menos definido. E enquanto por um lado eu quero abraçar esse lado sossegado e confortável da vida ocidental, não consigo deixar de me questionar se não haverá mais? 

Esta crise existencial poderia ser justificada pelo stress pré-apresentação de tese, ou pelo aproximar de uma monstruação, mas a segunda já passou e a primeira nunca me assustou muito. 

Yup. Acho que é altura de começar a aceitar o facto da minha vida não ser minimamente glamorosa - escrevo eu, enquanto beberico o meu copinho de whisky escocês e fumo o meu charuto cubano.  

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

"Do Arco da Velha" #1 Vinagre na testa!

"Do Arco da Velha" é a nova rubrica veterinária aqui do Baú dos Livros. Todos os dias vou descobrindo estranhas manias dos donos de animais, baseadas em verdadeiros mitos populares, que várias vezes põem em causa o bem-estar e a sanidade dos próprios patudos! Para desmistificar e eliminar estas crenças achei interessante relatar aquelas mais interessantes.

Hoje vamos falar sobre o vinagre!

Ainda não conhecia esta crença, mas parece que há pessoas que acreditam que os cães que estejam extremamente parasitados com bichas e lombrigas (nomes científicos: ténias/céstodes e nemátodes) beneficiam da aplicação de vinagre na testa. Segundo a explicação do dono que me contou esta sua mesinha caseira, "assim as bichas descem do cérebro e saem no cócó".



Imaginem a minha melhor "poker face" enquanto ouvia tal disparate e pensava em como o senhor podia transformar o cão numa salada mista, se também juntasse azeite e uma pitada de sal. 


O pior é que estas pessoas não fazem por mal, mas por ignorância, o que é igualmente perigoso! A nossa função é tentar ir-lhe incutindo lentamente a verdade sobre essas mesinhas, porque se entrarmos a matar eles não vão perceber e será pior para o animal, porque passamos a ter um dono na defensiva que passará a ocultar outros "tratamentos" que tenham feito.  

Desta vez deixei passar. Fica para outra altura o alerta acerca do perigo do vinagre escorrer para os olhos...


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Porque estão espantados?

Não fiquei chocada quando o Reino Unido optou por deixar a União Europeia, assim como não me espantou o Donald Trump ter sido eleito. Já estava à espera. 

Acho piada ao choque. Não prestei muita atenção ao reality show que foi esta campanha eleitoral. Acho que o homem soube aproveitar-se da imbecilidade das pessoas que fazem parte dos EUA e mais de metade do que ele disse que ia fazer não vai para a frente.

No final vai ser só mais um que queria ser presidente. Espero não estar errada.

De qualquer das formas, com, ou sem, Trump há no ar qualquer coisa de muito estranho que está para explodir em breve. Just a felling...já o Nostradamus previa...




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Bolo de Chocolate Paleo

Este foi o meu primeiro bolo paleo. É excelente para comerem um bocadinho com o vosso cafézinho, ou mesmo como snack e é super rápido e fácil de confeccionar.

Só precisam de duas coisas:

200g de chocolate 70% cacau
4 ovos

Aproveitando o forno ainda morno do assado feito para o almoço no feriado, untei uma forma com manteiga e polvilhei com cacau em pó. Separei as claras das gemas e bati as primeiras em castelo. Enquanto isso, o chocolate foi derretendo em banho-maria e depois incorporei as gemas, batendo os dois ingredientes muito bem. 

A esta mistura homogénea, juntei metade das claras em castelo e bati. O resto das claras foram incorporadas cuidadosamente, envolvendo-as na massa com uma colher de pau (sem bater!).

Verti o resultado na forma e levei ao forno a 180ºC, durante cerca de 20 minutos, ou até passar no teste do palito. 

Resultado final:




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Não há pachorra para fundamentalistas!

Quando tinha menos de 22 anos dava-me ao trabalho de argumentar e defender o meu ponto de vista nos fóruns e secção de comentários em várias plataformas da internet; hoje em dia, aos 26 anos sei que se for "lutar com porcos, vou acabar na lama". 


Por esta razão opto por não me chatear e rir-me com as barbaridades que vou lendo. Além disso, normalmente há sempre alguém que diz aquilo que nós achamos (felizmente). Ainda assim, quando por alguma infelicidade respondo e me calhar do outro lado um fundamentalista, ainda me consegue irritar (principalmente quando o assunto envolve o bem-estar de animais). 

E o problema é que eles existem em todo o lado. Desde religião, política, ou dietas...em todo o lado há alguém que vai discordar e argumentar de forma completamente idiota, distorcendo, ou não querendo perceber aquilo que escreveste. Solução? Ignorar. Tu sabes que escreveste em bom português e vai haver quem leia aquilo, compreenda e concorde. 


Além disso é muito complicado encontrar quem saiba "discutir", porque mais do que tentar convencer, discutir é tentar fazer a outra pessoa ver pontos de vista diferentes. O problema é que há sempre a tendência de querermos convencer e isso raramente resulta!

Por isso... 




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A minha história com as dietas

Volta e meia começo outra dieta. Não são propriamente dietas para perder peso. Peso 56-57 kg e não me sinto "gorda", mas como muito e muita "porcaria" (batatas fritas, queijo mal-cheiroso, hambúrgueres, pizzas, sushi à descrição...). Acho que só não engordo porque o meu trabalho é muito mexido e eu mesma não sou sedentária. Volta e meia corro, ou faça BTT, ou video-aulas do Youtube. Falta-me é disciplina nas actividades. 


Há uns três anos atrás fazia exercício pelo menos 3 vezes por semana. Sentia-me muito bem! Não só fisicamente, mas também mentalmente. Uma lesão no joelho fez com que ficasse de cama um mês. Depois disso o ritmo diminuiu e os estágios em hospitais e clínicas ajudaram à festa.


Sou esquisita com a comida. Ou deverei dizer, não como de tudo! Estagiei três dias num matadouro de porcos e bovinos, porque queria ver como aquilo era de verdade. Vi tanta carne, sangue e tripas que depois a própria carne me metia nojo. Imaginem a minha cara, quando a minha mãe me espeta com um bife de vaca gigante no prato depois do meu primeiro dia...Por esta razão (e por causa de uma aposta...) deixei de comer carne durante 6 meses. 

Ao sexto mês só pensava em frango de churrasco. Então decidi que ia voltar a comer carne, mas só de aves. Hoje em dia só não como mesmo carne de bovino e coelho. Tolero pato, embora evite, e o porco, só mesmo bacon (bacon é bacon...), alheira e presunto. Se em algum momento social for mesmo necessário, como porco, mas normalmente estou sempre na companhia de pessoas que me põem à vontade para recusar e há sempre alternativas.

Este tipo de alimentação nunca me deu problemas de défices de nutrientes. Porque, como disse, sou alta bardajona a comer! A única coisa que acontece é que fico com o colesterol e os triglicerideos altos...


As minhas tentativas de dieta resumem-se a dizer a mim mesma que não vou comer xyz e passado uma semana, ou duas encontro essa coisa e como-a a triplicar. Já experimentei a famosa dieta da cetose (aka Ágata de Roquete), segundo a qual corta-se os hidratos de carbono TODOS (incluindo toda a fruta, leite e alguns legumes). Foi a pior dieta de sempre, porque simplesmente é louca! Funciona para pessoas que tem muito peso em excesso, mas ainda assim a longo prazo não acredito que seja viável, uma vez que não se mudam hábitos, condicionam-se!

Aquilo tem não sei quantas fases e em cada uma eles vão reintroduzindo meia dúzia de alimentos que não eram permitidos inicialmente. Existe um dia por semana em que se pode comer o que se quer...para uma pessoa com falta de força de vontade dizer "um dia por semana" é terrível. No meu caso acontecia que enfardava tudo o que apanhava.


Ou seja, desisti e os dois quilitos que tinha perdido voltaram depressa e acompanhados de um extra, porque depois parecia que andava em défice de alguma coisa e comia imenso para saciar-me.  

Então...Sábado passado fui a uma festa de anos e um familiar meu tinha começado há 9 meses uma dieta nova, chamada "Paleo", ou dieta do Paleolítico. Esteve a explicar-me o conceito e achei a ideia bastante viável. Resumidamente, comemos aquilo que não é processado; de forma muito simplista, que não vem em pacotes e o mais natural possível, evitando os cereais e as leguminosas. "Vou experimentar!" disse eu, ao que a minha mãe disse logo que não ia conseguir e eu não resisto a uma boa competição...além disso o inicio da dieta iria coincidir com o início de um novo capítulo da minha vida. 

Domingo fui ao supermercado e comprei frutos secos, fruta e legumes frescos, uma bebida muito estranha para substituir o leite (de aveia, que afinal não é paleo...mas não faz mal) e agora vou no meu terceiro dia. Não houve um único momento que tivesse tido fome e fiz um bolo de chocolate de apenas dois ingredientes que ficou uma delicia. Já fui almoçar fora e consegui manter a filosofia e até agora está a correr bem... 







domingo, 30 de outubro de 2016

Quantidade VS Qualidade

No mundo dos blogs sobre livros, sinto que há uma espécie de competição entre quem lê mais. Acho que quem anda por este pequeno nicho da Internet sente, directa ou indirectamente, a pressão de ler sempre MAIS e a grelha de número de livros lidos, que existe no Goodreads, veio criar todo um outro nível de competição.


Eu não acho que ler muitos livros seja mau. De todo! Afinal, ainda há pouco escrevi um post sobre a necessidade crescente dos pais incentivarem a leitura. No entanto, para além de duvidar seriamente da normalidade de alguém que lê 200 livros em menos de 9 meses, pergunto-me até que ponto é que ler "qualquer coisa" e em grande quantidade poderá ser melhor do que ler "poucos, mas bons"? 

Mas o que é considerado bom, ou de boa qualidade? Para clarificar isto, sem parecer demasiado elitista, ou snob, para mim existem dois tipos de leitura: aquela que fazemos de ânimo leve e que é um bom escape à realidade (aka, a maioria dos livros YA, ou Nora Roberts) e a leitura que nos faz pensar e reflectir na grandiosidade (ou falta de) da natureza humana. 


No meu caso, o meu objectivo é ler cerca de 30 livros por ano. Acho que para quem gosta de ler, mas tem também mil e uma coisas a fazer no dia-à-dia, é um objectivo bastante acessível. Ás vezes gosto de ler banalidades, outras (como actualmente) apetece-me algo mais introspectivo, ou diferente (como é o caso do que estou a ler agora "Memórias das minhas putas tristes"...LINDO!). Mas mesmo sabendo que (não gostavas...empenhei o teu anel...sorry) é um objectivo realista e exequível, não deixo de ouvir aquela vozinha na minha cabeça, tão irritante e insistente, que teima em diminuir o meu feito de 30 livros por ano, para zero!


Nem tudo na vida é uma competição miúda! 


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

5 Newsletters que recebo (e leio mesmo...)

Uma das minhas tarefas diárias consiste em limpar a caixa de correio promocional. O problema é que eu gosto de ler certas newsletters e então vou acumulando. No inicio desta semana tinha a simbólica quantia de 900 emails por ler...yup! PEANUTS! #SQN!


Então depois de eliminar aqueles que eram mesmo tralha fiquei com apenas 400...not bad...?


Como adoro listas (quem não?), resolvi criar este post com as 5 newsletters que leio mesmo:

Veterinária Actual - Como uma boa futura veterinária que sou, gosto de saber das novidades. A Veterinária Actual (ou, agora, Atual) é uma revista que tem a particularidade de não ser apenas cientifica. Aliás, até acho que nem é uma revistas cientifica, mas antes um espaço onde são divulgados e publicitados conceitos novos, formas de gerir negócios diferentes (na área de veterinária), produtos e medicamentos  que são novidade e onde os veteriários acabam por ter um local de troca de experiências. É este conceito de "leitura rápida" que me atrai e faz-me companhia no momento all bran do dia. 

Man Reppeler - Descobri este site há pouco tempo (menos de um mês), mas farto-me de rir com os artigos que me mandam para a caixa de correio. As escritoras tem muito jeito para abordar os dilemas na vida de uma jovem mulher moderna e acertam muitas vezes na mouche! Muito bom para rir.



Book Riot - Esta newsletter já esteve melhor...sinto que actualmente aderiram um bocado à cena tipica de blogger/escritor sobre livros de fazerem demasiada publicidade. No entanto, de vez em quando ainda vem algum artigo giro sobre livros na newsletter. 


Bloglovin - O Bloglovin é ideal para quem gosta de ler sobre tudo um pouco. Baste predefinirem os vossos interesses e começam logo a receber artigos direccionados para isso mesmo. Ás vezes vou descobrindo cenas muito interessantes...

Pinch of Yum - A Lindsay é a escritora deste blog e tem uma voz muito própria no mundo dos blogs de culinária. Gosto muito de ler, mesmo que nunca tenha arriscado tentar uma das suas (aparentemente) deliciosas receitas. Também nos brinda com diários de viagem, o que é outra das coisas que adoro ler. Recomendo!


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Facebook vamos brincar aos detectives!

As pessoas conseguem ser bastante previsíveis. 

É partindo desta premissa que eu começo a minha investigação da vida privada de alguém, via Facebook. Mostro-vos como todo o processo funciona, apesar de não ser segredo para as pessoas mais desenrascadas nas redes sociais:



Exemplo 1 - Preciso de descobrir com quem é que fulano x, ex-namorado da minha amiga y, anda agora.

Passo 1 - ver comentários mais recentes de fêmeas nas fotos de perfil, ou outras fotos recentes - checked!

Passo 2 - Se nenhuma rapariga tiver comentado, toca a investigar as "amigas" adicionadas recentemente. 

Passo 3 - Quais destas amigas é que não são também amigas da minha amiga y? 

Passo 4 - Elaborar lista de suspeitas e iniciar a caça a comentários do fulano x nesses perfis. 

Passo 5 - Tirar conclusões baseadas nos clichés ambulantes, que somos todos nós.

Passo 6 - Concluir quem é a nova namorada e aguardar pela confirmação dada pela actualização da foto de perfil. 

Isto é também válido para caçar namorados traidores e maridos infiéis. Se conseguirem hackear as contas, melhor ainda.  

Mais ridículo do que conseguir descobrir isto tudo, é o tempo que cada um de nós passa a fazê-lo...Ás vezes dou por mim nesta caça ao gambozino horas depois de ter dito que ia fazer uma tarefa concreta, como acabar a apresentação da tese de mestrado...Gostava de me afastar uns meses das redes sociais, mas sinceramente tenho medo de ser excluída...de algo que nem eu sei o que é.  


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Playlist #1.10 Outubro 2016

Without further ado...

"Somebody Else" dos The 1975 - Quando esta banda começou, há uns 3 anos atrás (acho eu...) deu para perceber que ia ser algo em grande. Três anos depois aqui está esta pérola. Já não é a primeira música deles de que gosto, mas esta tem mais qualquer coisa...desde a letra, até à melodia...love it! (Sou óptima a comentar seja o que for, porque sou sempre super expansiva...not).


*FAN GIRLS CRUSH* - Matty Healy

"September Song" do JP Cooper - Esta música vai rebentar por aí a qualquer momento. Pessoalmente prefiro a versão acústica. Não há nada como recordar o primeira amor...só mesmo recordar. Ah! Que doce inocência. Antes dos romances se tornarem naquela complicação de planear coisas de crescidos em conjunto...



"Scars To Your Beautiful" da Alessia Cara - Apesar da letra estar mais que batida, uma vez que fala sobre as pessoas aceitarem aquilo que as torna diferentes, ou as suas imperfeições, não deixa de ser uma canção bonita. 


"Dialectos da Ternura" cover do Alex VanTrue - A original é daquele pokemon chamado Maria Leal, mas acho que esta cover é tudo...


Mas a versão hard rock tem piada XD

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O deserto literário...

Não conheço muita gente que leia mais do que um livro ao mesmo tempo. Eu gosto de ir variando a leitura. No entanto, estou naquela triste fase em que estou a ler uns 5 livros e nenhum me está a despertar particular interesse, de maneira que me apetece começar um sexto volume. 

Um dos que estou a ler é o "American Gods" do Neil Gaiman. Este é um dos meus escritores favoritos dos últimos tempos, mas estou habituada a lê-lo em versão para crianças. Este "American Gods" é capaz de ser demasiado surrealista para mim e o enredo enrola demais! Estou há 300 páginas à espera que aconteça alguma coisa interessante...Acho que o que vai salvando a situação é a escrita fabulosa do autor. (Já agora, parece que vai haver uma série baseada nos livros...)




Como alternativa tenho o "Os Filhos de Wang Lung" da Pearl S.Buck, a continuação de uma história que me faz lembrar o "100 Anos de Solidão", embora menos "latino" e mágico e mais "oriental" e concreto. Gosto muito desta escritora, mas aquela tristeza/calma que caracteriza a escrita dela simplesmente não está a bater cá dentro...


Depois ainda tenho o "Trópico de Capricórnio" do Henry Miller. Esse acabei por desistir. E vocês sabem que eu muito raramente desisto. Aquilo é intragável! Nem tenho mais comentários a fazer. Se não acreditam, tentem ler. Quando acabarem estarão deprimidos, ou suicidas...ou mortos. 

Adicionalmente, há uma série de cenas nerds de veterinária que também estou a tentar ler, mas que não tem um plot muito interessante...

Conclusão...preciso de alguma coisa que me faça querer MESMO ler! Sugestões?

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Porque é que não lês?

Comecei a ler à séria aos 11/12 anos. Comecei pelas aventuras dos "Cinco". Foi uma idade tardia, mas foi quando uma crise de ansiedade se apoderou de mim e a única forma que arranjei para a controlar foram os livros. 

Apesar de tudo, desde que me lembro de me lembrar sempre tive uma biblioteca bem recheada. Apesar de não terem curso superior (uma crença retrograda...) , os meus pais sempre leram imenso. A minha mãe adora romances históricos e o meu pai sempre teve um fraco por policiais. 



Acho que a primeira vez que me apercebi que ter uma biblioteca choruda não era algo comum, foi quando o meu ex-namorado veio a minha casa a primeira vez e se espantou com a quantidade de livros que havia na nossa estante (...estantes...). Toda a minha família, ou quase toda, tem imensos livros. Os meus tios tem livros, os meus amigos mais próximos também, como é que isto não acontece com toda a gente?! Lembro-me de pensar assim...

Foi nesse momento que percebi que ler não era um hobby acessível a toda a gente. Mas porquê?  



Ainda hoje me pergunto isto. Mais do que a desculpa do preço, ou do tempo, a verdadeira razão passa pela forma como cada pai, ou cada mãe passa esse legado. Porque apesar de ter começado a ler tarde, sempre cresci rodeada de livros. Nunca vi o livro como algo estranho, ou de elite. Para mim o livro sempre existiu e sempre esteve à minha espera.

Ler é um acto que deve ser cultivado não só por quem lê, mas também pela própria sociedade. Aqui no nosso triste cantinho, ler nunca foi incentivado (resíduos de uma pós-ditadura?). Vamos visitar outros países europeus e a cultura do livro está em todo o lado e em vez de vermos pessoas debruçadas sobre telemóveis (também vemos, claro, mas...), vemos muitas gente debruçada sobre um livro. 




Alguma vez vamos ser assim? Porquê que o povo português tem tão pouco interesse pela leitura? Mães! Pais! Acordem e parem de oferecer tablets aos putos de 5 anos! Ofereçam antes um livro, ou dois, ou dez...