terça-feira, 29 de Julho de 2014

Maneiras!

Nos últimos dias tenho andado em aventuras pelo OLX. Não esse tipo de aventuras! Refiro-me a venda de artigos, como livros escolares usados e outras bugigangas que tinha aqui por casa. Uma coisa que tenho notado é a falta de maneiras que muitas das pessoas interessadas têm! Não sou nenhuma Paula Bobone, mas começar um email com "Boa manhã/tarde/noite" não custa assim tanto. Idem para o "Obrigado/Cumprimentos", ou outra forma de despedida que prefiram.

Estão na Internet, mas não estão num Mundo diferente, quando se trata de ser educado!

Muito Obrigada.
Atenciosamente,

Alu Alves

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Sempre a girar

Ás vezes dou por mim a entrar numa espiral sem fim de pessimismo. Já não me acontecia a sério há muito tempo, mas ultimamente, fruto da rotina, ou de algumas preocupações (ou quem sabe destes dois factores), dou por mim a fazer dramas mais graves do que o habitual. O pior é que quem acaba por levar com as respostas tortas são os que comigo lidam mais frequentemente (desculpem amigos, família e R). 

Este fim de semana foi tempo de uma busca interminável por uma roupa e sapatos para levar a um casamento; foi o drama do ano! Detesto ser forçada a comprar coisas. Gosto de as comprar, quando sinto que são a minha cara, ou que realmente preciso disso e, roupa de casamento, não é de todo, aquilo com que mais facilmente me identifico. Depois começou a crise existencial do "Mas porquê que tenho que levar uma roupa pipi?! Para quê que existem estas convenções malucas? Quem é que inventou isto das roupas dos casamentos?". Por sua vez, estas questões levaram a: e se a vida fosse como no filme "Into the Wild" (excepto a parte final)? Deixávamos tudo, cagávamos no dinheiro e íamos viver num autocarro no meio do Alasca selvagem? O que é que me impede de fazer isso? As expectativas que os meus pais tem em mim e medo do desconhecido, ou de eliminar opções, que eventualmente me façam arrepender. Para que é que eu tenho de ir trabalhar? Para ganhar dinheiro. Para que é que eu quero ganhar dinheiro? Para comprar uma casa e um carro. Para que é que eu preciso disso? Para ser feliz. Então e se isso não me fizer feliz? Então usas o dinheiro para outras coisas, como viajar. E para que é que eu quero viajar? Para conheceres outras culturas. E para quê? Para saíres da rotina. Mas para quê?? Eu sei lá!

E poderia continuar indeterminadamente. Ás vezes é preciso aceitar simplesmente que há dias assim, que nem sempre encontramos motivação. A solução é continuar a tentar e encontrar uma forma "para ser feliz" e parar a espiral de pensamentos menos bons.

sábado, 26 de Julho de 2014

"Romeu e Julieta" - William Shakespeare



Tanta coisa por causa da história de amor de Romeu e Julieta, escrita por William Shakespeare, e posso descrevê-la como uma desilusão.
Para começar, o livro que li, traduzido para português, (não sei se também é assim na versão original) começa com o “Coro” a relatar que nas próximas duas horas se irá falar de uma história de amor amaldiçoada, pelo facto dos jovens apaixonados pertencerem a duas famílias rivais, cujo ódio entre ambas só será aplacado, após a morte trágica dos dois amantes. MUITO OBRIGADA PELO SPOILER ALERT! NOT!
Não é que eu não soubesse que eles morriam no final, mas, sendo este um texto dramático, seria ao menos de esperar algum suspense, para quem vai ver a peça e é um energúmeno, que nunca ouviu falar de Romeu e Julieta na vida (ou para as pessoas daquele tempo)!
Todas as cenas desta peça têm lugar na cidade de Verona (cidade que só avistei da janela de um comboio, mas que me espicaçou a curiosidade!), em Itália. Fala do amor juvenil entre Romeu, um rapaz que teve o seu coração recentemente despedaçado e que anda macambúzio por aí, e de Julieta uma moçoila de 13 anos, que vive à espera de ser casada. Um dia Romeu vai a uma festa em casa da família rival da sua e vê a bela Julieta, apaixonando-se perdidamente…ou seja, um caso típico de “rebound girl”. Como ela também lhe dá trela, mas devido à complicada situação das duas famílias, eles decidem casar em segredo. O Romeu, como jovem impetuoso que é, vê-se envolvido numa situação complicada e mata o primo da Julieta, sendo enviado para o exílio. Drama Drama Drama…arranjam um esquema manhoso para se juntarem no exilio, mas a coisa corre mal e morrem os dois. 
Deixei-me erradamente intimidar pelo nome deste escritor. Isso explica o porquê de só agora ter começado a ler as suas tragédias. Também sempre tive algum receio de ler para além de prosa, visto que não sou grande fã de poesia, achei que também não seria de textos dramáticos. A verdade é que achei a leitura bastante acessível e não muito diferente da prosa. Claro que existem diferenças, mas nada de transcendente, que afecte a minha capacidade de imaginação. 
Sei que não se deve comparar obras escritas em épocas tão díspares, mas não posso deixar de sentir que passei do 80, que é ler William Faulkner, para o 8 que é ler Shakespeare. A complexidade do último é mínima e acredito que o homem terá sido bastante popular na sua época devido à simplicidade com que abordou este amor juvenil, entregando-o ao seu público, provavelmente sedento por coisas simples e pirosas. Ou se calhar sou só eu, que já não consigo encontrar nada de querido em dois putos que fazem umas loucuras por amor, que só por acaso consistem em cometer suicídio. Não consigo deixar de pensar, que muito se teriam rido deles mesmos, se a coisa se passasse nos nossos dias! 

Oh amor lamechas! Já não me despedaças o coração!

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

"Leitores Como Nós" #6 - Mariana Almeida

"Leitores como Nós" é a nova publicação semanal (ou não) do Baú dos Livros. O objectivo é dar a conhecer diferentes visões do mundo da literatura, dadas na primeira pessoa, pelas pessoas que vamos seleccionando. Só temos um critério de admissão: gostar de ler!


Esta semana a convidada do Baú é a Mariana Almeida!

Mariana Almeida, 24 anos, a um passinho de terminar o Mestrado em Engenharia Zootécnica. É fã incondicional de livros e, por vezes, questiona-se se não “perderá” demasiado tempo a ver filme e séries. Pensou que nunca sairia da Invicta mas a vida trocou-lhe as voltas e apresentou-lhe a Bila, dividindo o seu coração entre a Trás-os-Montes e o Litoral. A par dos livros também não dispensa uma boa dose de música.  


BL: Quando é que ler se tornou uma constante na tua vida?

MA: Terá sido pela altura em que entrei no ensino básico. Nessa altura preferia ficar fechada na biblioteca durante os intervalos ao invés de ir para lá para fora. Principalmente nos primeiros anos, penso que entre os 10 e os 12/13 terá sido a altura de maior intensidade de leitura que tive até hoje. A partir daí tornou-se um hábito haver sempre uma pilha de livros na minha mesinha de cabeceira! Já havia livros por todo o lado em minha casa, fruto do gosto pela leitura que a minha mãe tem, e eu comecei a contribuir para este “caos”.



BL: Durante a infância, qual foi o teu livro favorito? Porquê?

MA: Não creio que tenha tido um livro favorito mas certamente fui muito marcada pelos livros da saga “Harry Potter”. Os porquês são imensos, comuns a milhares de fãs, acho eu, é uma história de heróis improváveis e de amizade, entre outras qualidades. Mais ou menos pelas mesmas razões, gosto muito de “O Segredo do Rio” do Miguel Sousa Tavares. Considerando que a infância acabaria aos 18, também destaco “O Diário de um Killer Sentimental” de Luís Sepúlveda, cuja personagem principal é um assassino em série, o que na altura me fascinou, pela humanidade com que tal personagem é retratada pelo autor. Por fim, todos os livros de Sophia de Mello Breyner, especialmente “A Árvore” e “A Viagem”, conto inserido no livro “Contos Exemplares”. Este último conto assombra-me até hoje, aconselho.



BL: O que é preciso para classificares um livro como “bom”?

MA: Não gosto de classificar um livro como bom ou mau. Gosto mais de dizer que não é o meu estilo, ou que não me encheu as medidas, por exemplo. Acredito que para todo o livro existe um leitor! O que para nós parece intragável, para o outro pode parecer óptimo. Há uns anos creio que, de facto, fazia essa distinção entre o livro bom e mau mas não saberia dizer quais eram os meus critérios, sinceramente.



BL: Qual o teu escritor favorito?

MA: Mais uma pergunta difícil! Gosto muito de Luís Sepúlveda e Isabel Allende. Também aprecio muito Sophia de Mello Breyner.



BL: E o que não suportas? Quais as razões?

MA: Não tenho propriamente nenhum ódio de estimação. Encasquetei com Nicholas Sparks sem nunca ter lido sequer uma linha dele porque me parecem sempre as mesmas histórias! Porque é que tenho esta panca? Não faço ideia.



BL: Qual é o livro que recomendarias a toda a gente? O que tem de especial?

MA: Talvez “Mulherzinhas” (“Little Women”) de Louisa May Alcott, pela história e pelo simbolismo que tem para mim. A minha mãe recebeu-o dos pais quando atingiu a maioridade e fez questão de mo dar quando eu atingi a mesma, criando assim uma espécie de elo entre gerações! A história continua muito actual em algumas lições mas o que me fascinou acima de tudo foi a perspectiva das mulheres de outra geração, as “funções” que desempenhavam e as lutas pelas quais passavam. É um livro que fala de raparigas e mulheres, mas sobretudo de família. “Vai Aonde Te Leva o Coração” de Susanna Tamaro, é um livro cheio de lições e óptimo para quem, como eu, adorar ler e reler determinadas citações.



BL: Que livro pensas que merecia uma adaptação cinematográfica?

MA: “O Mistério do Jogo das Paciências” de Jostein Gaarder acho que daria uma grande aventura, imagino-o assim ao estilo de “A Vida de Pi”.



BL: Alguma sugestão de outro blog literário/cultural para os leitores do Baú dos Livros?

MA: Estando agora um pouco parado por falta de tempo para me dedicar à escrita, aproveito para sugerir o meu próprio blog, uma mistura de literário com geocaching, o “Uma Volta ao Mundo com os Livros” (www.voltaaomundocomlivros.worpress.com). Sugiro também o blog que deu origem à ideia “A Year of reading the World” (http://ayearofreadingtheworld.com/). Também gosto de seguir o Ler y Criticar (http://lerycriticar.blogspot.pt/).



BL: Se tivesses que tatuar permanentemente uma frase de um livro na testa, qual escolherias?

MA: Na testa parece-me um pouco extremo! “E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.". Claro que ia ter que ter uma testa do tamanho de uma cartolina A4, mas isso são pormenores.



Este foi o testemunho da Mariana! Se também quiseres participar, envia uma mensagem para o Baú dos Livros (via Facebook ou Blogger)!








quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Notícias da actualidade

Agora que tenho mais tempo, tenho dado mais atenção ao que se está a passar por esse mundo fora, nomeadamente ao drama do avião MH17 abatido por alguém (?) e à Guerra em Gaza. Não consigo deixar de pensar que quanto mais me tento informar, mais confusa e desconfiada me sinto!

Parece-me que as notícias são trazidas até nós de uma forma pouco precisa e com erros! Não suporto erros ortográficos no que refere a jornalistas formados e supostamente empregados! Não é admissível! Sei que no meio destas tragédias todas esses preciosismos deveriam passar-me ao lado, mas desculpem, não passam! 

Gostava de ver notícias mais exactas e com menos comentários de opiniões tendenciosas. Gostava de sentir que me informei e não que me desinformei ou que fiquei com mais dúvidas. Basta ver aqueles comentários para perceber que ninguém sabe nada; Quem está no local deve saber alguma coisa, quem redige os artigos sabe um bocadinho e quem se quer informar não sabe nada. 

Desisto de tentar saber o que se está a passar no Mundo! I'm out!

Ter Mamas Grandes

Hoje poderia falar sobre as vantagens e desvantagens de ter mamas grandes, mas na realidade só queria ver quantos mais views teria por este título espectacular (sex sells!)

Por falar em sexo, e voltando ao tema da minha indecisão na escolha da área/tema/subtema da minha futura tese de mestrado, estava a conversar com o meu amigo especial e ele sugere "Porque não escolhes simplesmente um tema e depois dentro desse tema escolhes se queres grandes ou pequenos?"

Não é uma má ideia. Afinal eu gosto de tudo, o problema é mesmo escolher algo que queira aprofundar. Não é que isso vá definir todo o meu futuro profissional (I hope!). Depois de pensar um bocado sobre o assunto elaborei a seguinte lista, baseando-me nas disciplinas que mais tinha gostado de estudar:
- Reprodução;
- Gastroenterologia;
- Terapias Alternativas;
- Doenças Infecciosas;
- Doenças Neoplásicas (que é como quem diz, cancro).

Claro que dentro de cada uma destas áreas existem milhentos temas!  

Comecemos então por falar de Reprodução! Esta não foi uma disciplina fácil! Longe disso! No entanto, foi das mais interessantes que tive. Como era uma disciplina atrasada, fiz ao mesmo tempo que Medicina da Reprodução. Acho que isso ajudou a tornar o tema particularmente atractivo, porque enquanto na primeira eu aprendia o básico, na segunda percebia o que podia correr mal, porquê e como evitar/resolver o problema. Adorei a parte dos pequenos animais, em que falamos sobre como se fazia o planeamento, acompanhamento da gestação e resolução de problemas associados ao parto. Percebo também que ainda existe um longo caminho no que refere à sensibilização dos donos para a necessidade de castrar os animais, quando não se pretende que sejam reprodutores. Penso que existiriam temas bastante interessantes para explorar nesta área. Quem sabe até pudesse, de alguma forma, combinar algum dos temas acima referidos com este da reprodução. Em grandes animais o tema não me chama tanto a atenção. Definitivamente é uma área que me fascina, mas que me deixa de pé atrás, devido ás minhas ideias um pouco anti-vida carnívora! - escolheria pequenos!



Gastroenterologia foi uma área que, teoricamente, achei super interessante. Não só a parte de medicina interna, mas também a parte cirúrgica. Se quisesse seguir cirurgia, esta seria a área! (não gosto de ortopedia!). Infelizmente talvez seja uma área que é só bonita e interessante nos livros, pelo menos no que refere a pequenos animais (vómitos, diarreias, vómitos, fezes...). Em grandes animais parece bem mais interessante na vida real. Portanto, se fosse este o tema seria em grandes! Apesar da minha aversão à industria das carnes, ao menos, como diz o meu mais que tudo, sempre estarias a melhorar o bem estar desses animais.

Terapias Alternativas...não sei até que ponto isto seria um bom tema de tese de mestrado...Se calhar é melhor manter a coisa simples! 

Doenças Infecciosas...são um mundo! Para muita gente é um sacrilégio eu dizer que achei das disciplinas mais interessantes do curso, mas foi o que achei. Neste tema acho que a indecisão se iria manter entre grande e pequenos. Talvez tendesse mais para a parte dos grandes animais, visto ser de extrema importância em termos de saúde pública. Mas, ainda assim, estaria 50/50 em termos de interesse.

Doenças Neoplásicas...mais tempo de vida = >P de cancro. É uma verdade. É uma área que ainda tem muito que avançar nos nossos animais de companhia, mas que é extremamente deprimente, porque, actualmente, só se consegue prolongar a vida dos animais de meses a 2/3 anos. Não é que eles vivam muito tempo, mas não sei. É triste! Teoricamente, muito interessante. Na vida real, extremamente triste, mas também bastante comum na pratica de clínica de pequenos animais. 

E pronto...por hoje é tudo o que tenho a dizer sobre o actual dilema da minha vida. Quanto mais depressa me decidir, mais depressa me despacho do curso. Portanto, há que escolher um tema interessante e que não me aborreça de morte! Grandes ou pequenos, acho que o tempo e as oportunidades vão acabar por decidir por mim :)