domingo, 7 de fevereiro de 2016

Eu e os meus melões!

Hoje, depois de três semanas de inactividade, voltei a correr. Comecei com calma, porque não quero ficar toda dorida já amanhã. 5km sem parar, para recomeçar. Fiquei feliz! Gosto de correr, desde que tenha uma boa banda sonora. Descobri que essa é a minha principal motivação.

O meu único problema, quando corro é mesmo ter mamas grandes. Sei que isto é um bocadinho indecente de se falar num Blog tão literário, mas há que desmitificar o assunto; mamas grandes não são boa coisa de se ter! 

Ter mamas grandes é giro para os outros, mas terrível para quem tem. Heis os principais desafios para quem tem grandes melões, como eu:

1) Não existem biquínis confortáveis e bonitos ao mesmo tempo - Isto é um facto, que também se aplica aos soutiens! Não podemos ter os dois. Ou temos artigos lindos de morrer, mas que passam a vida a deixar as nossas preciosas "saírem", ou temos artigos completamente aborrecidos, mas que mantém as queridas no sitio. É muito triste e frustrante ver as coisas lindas da Women Secret, que nunca vamos poder usar, porque simplesmente temos mamas demasiado grandes.



2) Não é possível andar sem roupa interior em público - Por várias razões....perguntem por aí. 



3) Correr exige o triplo de gastos em vestuário apropriado - Pessoalmente, ainda não arranjei um único soutien de desporto que fosse bom e não custasse os olhos da cara! É por isso que uso dois soutiens para correr. Escusado será dizer que é o dobro da roupa para lavar e ás vezes aleijo-me.



4) Não podemos usar riscas horizontais no torso, e nem todos os vestidos nos ficam bem - Se não tivermos cuidados, vamos acabar por parecer baleias, mesmo sendo magras. 


5) No Verão faz muito calor - lá no meio e em baixo...terrível!



6) As pessoas olham - muitas vezes olham para elas em vez de olharem para a tua cara, enquanto falam para ti.


7) Se usarmos decote acabamos por parecer mais pêgas, que sexys - existe uma fina linha que separa ser sexy e ter classe de ser vulgar e parecer foleira. Infelizmente para quem tem mamas grandes essa linha pode ser ainda mais fina...

8) Não é possível tonificar as mamas. É uma questão de tempo até elas nos chegarem ao umbigo e podermos usá-las como cachecol...A não ser que façam uma plástica para as tornar firmes!

E este é o drama de ter mamas grandes. Existem vantagens, como podermos transportar coisas, no meu caso, gatos, ou cães pequenos, sem termos de usar as mãos. No entanto, acho que as desvantagens ganham...Se ainda assim quiserem aumentar as vossas, força. Depois não digam que eu não avisei!





sábado, 6 de fevereiro de 2016

Playlist #1.1 Janeiro

O mês de Janeiro foi um misto de emoções. Foi um bocado triste com toda a chuva e mau tempo, mas no final começou a ficar mais alegre e positivo!

"Verge", do Owl City feat. Aloe Blacc - Sempre gostei das músicas do Owl City. Tem sempre aquele toque de electrónica, que faz lembrar jogos de computador. Consegue sempre criar sons tão alegres e com mensagens simples e positivas. A alegria é contagiante! Gosto muito da mensagem que está na base desta nova melodia. Associo-a com a altura do mês em que comecei a recuperar o gosto pela profissão, para a qual estou a estudar. Depois de três meses de consecutivas desilusões, começamos a perder a confiança e a paixão...Aprendi que é mesmo importante acreditar no que se faz e colocar amor e alegria em tudo o que tocamos, caso contrário vamos ser muito infelizes. 



"Lush Life", da Zara Larsson - Não sou particularmente fã desta música em específico. Escolhi-a porque foi graças a ela que cheguei ao nome da Zara. Fiquei curiosa por esta rapariga que, no início, achava que era a da Rihanna...É super estranho haver duas cantoras tão diferentes, com uma voz tão idêntica. Acho que no futuro esta cantora sueca vai dar que falar! Vejam também o vídeo super fofo da música "Never Forget You". Adivinhem em que livro é que se basearam para o criar...



"True Colours", Marina and the Diamonds - Como já disse em cima, este mês foi um misto de emoções. Foi muito "negro" no inicio, mas felizmente começou a melhorar e a tornar-se claro e alegre no final. Um bocado como esta música, uma interpretação da Marina de um clássico da música.  



"Under Pressure (Acapella)" , de Freddie Mercury feat David Bowie - Como não podia deixar de ser, deixo duas grandes vozes do século XX. Agora há concertos espectaculares nas estrelas! :')



 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Ano Novo, Velho Eu

Pronto, Janeiro já passou e cheguei à conclusão de que tenho falhado em quase todos os objectivos a que me propus. Posso dizer que estou dentro da média nacional, e talvez internacional. Resumo do mês:









sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Eu e o meu E-reader ("friend") - 5 Vantagens

Como diria Fernando Pessoa - "Primeiro estranha-se, depois entranha-se." Com o meu E-reader foi mais ao menos o mesmo. 

Já lá vão quatro anos desde que decidi comprar o Kindle, da Amazon. No início estava hesitante, porque ainda não lia em inglês e detestava ler o português do Brasil. Não venham com tretas que é português na mesma e tal. É, mas a forma como as frases estão construídas é diferente e, volta e meia, dou por mim a ler com o sotaque de novela brasileira. Não consigo habituar-me a isso. Desculpem.

Anyway, no último ano penso que 50% das minhas leituras foram feitas no Kindle. Mais do que um aparelho electrónico, acabou por se tornar o meu companheiro de viagens. É raro sair de casa sem ele. Continuo a levar um livro "físico", quando calha de estar a ler algum, mas tenho sempre o Kindle, para quando me aborreço do que estou a ler e preciso de uma alternativa. 

Aqui ficam algumas vantagens que encontro em ter o E-Reader no dia-à-dia:

1) É leve e pequeno, o que o torna bastante portátil e pouco incomodo. 


2) Tem espaço para milhentos livros. Não é espantoso termos uma biblioteca dentro da nossa bolsa? Quase como aquelas tendas-casa do Harry Potter...




3) O ecrã não é igual ao de um tablet, ou ao de um PC, o que significa que ficamos com os olhos a arder, ou com dores de cabeça se o usarmos muito tempo.


4) Há imensos livros à pala, que arranjam muito facilmente na Internet. Quase todos os livros que li, publicados recentemente, foram lidos graças a isso. Se assim não fosse, teria que me limitar ao que existe na Biblioteca Municipal (desculpem, mas não sou rica.) Também já se começam a encontrar mais livros em português de Portugal, mas realmente quem lê em Inglês tem vantagens. 



5) Dá para ler na mesma! - Uma das coisas que me metia confusão, quando os E-readers começaram a aparecer, foi a falta do cheiro e da interacção com as páginas dos livros. Eu teimava por não querer experimentar, por ser uma traição para com o objecto "livro"! Mas agora penso que isso não interessa. Eu gosto realmente de ler. Gosto de partir para lugares distantes, com duelos de espadas, feitiços e príncipes disfarçados (sim, estou a citar a Bela de A Bela e o Monstro, versão brasileira). Não me interessa se vou através de um livro bolorento e bem-cheiroso, ou se consigo lá chegar através do ecrã do E-reader. 



Poder ler o que nos apetece é algo que tomamos por garantia. Mas isso não acontece em todas as partes do globo e sinto-me grata por poder fazê-lo em qualquer formato!
 




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

"Charlie e a Fábrica de Chocolate" - Roald Dahl, Quentin Black ( Ilustrador)

Há séculos que andava para ler este "Charlie e a Fábrica de Chocolate" de Roald Dahl. Já tinha visto a versão cinematográfica do Tim Burton, mas já sabem que uma boa leitora, gosta sempre de ler o livro.

Agora que ando numa fase de ler coisas pequeninas e ligeiras (não acham que os livros andam a ficar cada vez maiores?!), achei que seria o livro perfeito. Mesmo sendo um livro para crianças, sou da opinião que uma boa história não escolhe idades.

Para quem nunca ouviu falar, este pequeno livro conta a história de Charlie, um rapazinho muito pobre e humilde, que todos os dias tem de partilhar a pouca comida que tem com os seus quatro avozinhos e os seus pais.  A família vive em tal desespero, que a única ocasião em que Charlie come alguma coisa que não couves cozidas, é no dia do seu aniversário. Depois de pouparem todo o ano, a família consegue oferecer-lhe uma maravilhosa e saborosa tablete de chocolate do internacionalmente famoso chocolateiro Willy Wonka. 

Mas, neste aniversário, o desembrulhar da tablete de chocolate de Charlie será marcada por uma nova expectativa. Willy Wonka, que tem a sua fábrica misteriosamente fechada há anos, vai oferecer cinco bilhetes dourados, que irão permitir uma visita guiada à fábrica. Mas não é tudo! Os sortudos que encontrarem esses bilhetes escondidos nas tabletes de chocolate, receberão um camião gigante cheio de doces e guloseimas, que chegará para a vida inteira!

Nunca tinha lido nada de Roald Dahl. Cheguei até a pensar que o senhor era americano. Erro de julgamento, uma vez que ele é inglês. Acho que foi o facto desta história ser tão cheia de vida, cor e fantasia, que me fez cair nesse erro. Isso e o próprio facto de ser o J.Deep a fazer o papel de Willy Wonka, na versão do realizador Tim Burton. Não quero com isto dizer que todas as histórias para crianças de escritores ingleses são escuras e pouco alegres. No entanto, as que já li têm sempre um certo toque de snobismo britânico, que nunca passa despercebido. Imaginem os famosos lanches descritos em "Os Cinco" e todo o tom em que essa colecção era escrita, e entenderão o que quero dizer (espero eu).

Num tom de brincadeira Roald Dahl, consegue passar algumas lições importantes sobre a arte de educar crianças. Não é que eu seja expert em educar crianças, mas já fui uma e sei que ele tem razão. Para muitos pais e filhos insuportáveis de hoje em dia, este livro é uma leitura perfeita para antes de ir dormir. O problema é que acho que já não devem existir muitos pais que leiam histórias para adormecer os filhos. Deve ser mais fácil ligar o tablet, ou deixar passar a hora de ir dormir. Ainda assim, se um dia eu tiver filhos, esta estará sem dúvida na minha lista obrigatória!

Tenho também que dar os parabéns a quem editou o livro. Tem uma capa maravilhosa e achei perfeito incluírem as ilustrações originais de Quentin Black. São muito simples, mas bastante expressivas. Também achei muito interessante a inclusão de curiosidades sobre o escritor e sobre o ilustrador, numa linguagem adaptada às crianças.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

"Cão Como Nós" - Manuel Alegre

Ultimamente ando numa de ler livros que me fazem chorar, mas este fez-me chorar como uma Madalena arrependida. 

Uma das minhas resoluções, para este 2016 passa por ler mais autores lusófonos. Sempre gostei do Manuel Alegre. Não estou muito por dentro das suas ideologias políticas, ou opiniões até porque o senhor tem andado fora das luzes da ribalta há já algum tempo, mas sempre me lembrou um Pai Natal fofo. 

"Cão Como Nós" pareceu-me uma escolha perfeita. Era um livro pequenino, óptimo para quando se está a experimentar um novo autor.  Demorei menos de uma hora a lê-lo e é espantosa a forma como algo tão curto e escrito de forma tão simples, conseguiu tocar-me no coração de uma forma impressionante. Sem grandes artifícios literários, ou descrições muito ricas, este pequeno livro é qualquer coisa de especial.

Escrito na primeira pessoa, não é mais do que uma série de peripécias e recordações, que Manuel Alegre escreve sobre o seu fiel companheiro, Kurika. Acho que quem tem, ou teve animais com quem criou uma ligação forte, consegue facilmente identificar-se e é por isso que ele livro é forte. 

Recomendo, principalmente para quem ama os seus amigos de quatro patas!