quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Notícias da actualidade

Agora que tenho mais tempo, tenho dado mais atenção ao que se está a passar por esse mundo fora, nomeadamente ao drama do avião MH17 abatido por alguém (?) e à Guerra em Gaza. Não consigo deixar de pensar que quanto mais me tento informar, mais confusa e desconfiada me sinto!

Parece-me que as notícias são trazidas até nós de uma forma pouco precisa e com erros! Não suporto erros ortográficos no que refere a jornalistas formados e supostamente empregados! Não é admissível! Sei que no meio destas tragédias todas esses preciosismos deveriam passar-me ao lado, mas desculpem, não passam! 

Gostava de ver notícias mais exactas e com menos comentários de opiniões tendenciosas. Gostava de sentir que me informei e não que me desinformei ou que fiquei com mais dúvidas. Basta ver aqueles comentários para perceber que ninguém sabe nada; Quem está no local deve saber alguma coisa, quem redige os artigos sabe um bocadinho e quem se quer informar não sabe nada. 

Desisto de tentar saber o que se está a passar no Mundo! I'm out!

Ter Mamas Grandes

Hoje poderia falar sobre as vantagens e desvantagens de ter mamas grandes, mas na realidade só queria ver quantos mais views teria por este título espectacular (sex sells!)

Por falar em sexo, e voltando ao tema da minha indecisão na escolha da área/tema/subtema da minha futura tese de mestrado, estava a conversar com o meu amigo especial e ele sugere "Porque não escolhes simplesmente um tema e depois dentro desse tema escolhes se queres grandes ou pequenos?"

Não é uma má ideia. Afinal eu gosto de tudo, o problema é mesmo escolher algo que queira aprofundar. Não é que isso vá definir todo o meu futuro profissional (I hope!). Depois de pensar um bocado sobre o assunto elaborei a seguinte lista, baseando-me nas disciplinas que mais tinha gostado de estudar:
- Reprodução;
- Gastroenterologia;
- Terapias Alternativas;
- Doenças Infecciosas;
- Doenças Neoplásicas (que é como quem diz, cancro).

Claro que dentro de cada uma destas áreas existem milhentos temas!  

Comecemos então por falar de Reprodução! Esta não foi uma disciplina fácil! Longe disso! No entanto, foi das mais interessantes que tive. Como era uma disciplina atrasada, fiz ao mesmo tempo que Medicina da Reprodução. Acho que isso ajudou a tornar o tema particularmente atractivo, porque enquanto na primeira eu aprendia o básico, na segunda percebia o que podia correr mal, porquê e como evitar/resolver o problema. Adorei a parte dos pequenos animais, em que falamos sobre como se fazia o planeamento, acompanhamento da gestação e resolução de problemas associados ao parto. Percebo também que ainda existe um longo caminho no que refere à sensibilização dos donos para a necessidade de castrar os animais, quando não se pretende que sejam reprodutores. Penso que existiriam temas bastante interessantes para explorar nesta área. Quem sabe até pudesse, de alguma forma, combinar algum dos temas acima referidos com este da reprodução. Em grandes animais o tema não me chama tanto a atenção. Definitivamente é uma área que me fascina, mas que me deixa de pé atrás, devido ás minhas ideias um pouco anti-vida carnívora! - escolheria pequenos!



Gastroenterologia foi uma área que, teoricamente, achei super interessante. Não só a parte de medicina interna, mas também a parte cirúrgica. Se quisesse seguir cirurgia, esta seria a área! (não gosto de ortopedia!). Infelizmente talvez seja uma área que é só bonita e interessante nos livros, pelo menos no que refere a pequenos animais (vómitos, diarreias, vómitos, fezes...). Em grandes animais parece bem mais interessante na vida real. Portanto, se fosse este o tema seria em grandes! Apesar da minha aversão à industria das carnes, ao menos, como diz o meu mais que tudo, sempre estarias a melhorar o bem estar desses animais.

Terapias Alternativas...não sei até que ponto isto seria um bom tema de tese de mestrado...Se calhar é melhor manter a coisa simples! 

Doenças Infecciosas...são um mundo! Para muita gente é um sacrilégio eu dizer que achei das disciplinas mais interessantes do curso, mas foi o que achei. Neste tema acho que a indecisão se iria manter entre grande e pequenos. Talvez tendesse mais para a parte dos grandes animais, visto ser de extrema importância em termos de saúde pública. Mas, ainda assim, estaria 50/50 em termos de interesse.

Doenças Neoplásicas...mais tempo de vida = >P de cancro. É uma verdade. É uma área que ainda tem muito que avançar nos nossos animais de companhia, mas que é extremamente deprimente, porque, actualmente, só se consegue prolongar a vida dos animais de meses a 2/3 anos. Não é que eles vivam muito tempo, mas não sei. É triste! Teoricamente, muito interessante. Na vida real, extremamente triste, mas também bastante comum na pratica de clínica de pequenos animais. 

E pronto...por hoje é tudo o que tenho a dizer sobre o actual dilema da minha vida. Quanto mais depressa me decidir, mais depressa me despacho do curso. Portanto, há que escolher um tema interessante e que não me aborreça de morte! Grandes ou pequenos, acho que o tempo e as oportunidades vão acabar por decidir por mim :)

domingo, 20 de Julho de 2014

"Mainstream" = Não gosto!

Quantos de vocês já leram a série literária Twilight da Stephenie Meyer? Quantos de vocês a leram antes de se transformar num sucesso cinematográfico?

Muita gente leu a série antes de esta se tornar "mainstream" na altura adorou. Lembro-me que li o primeiro volume com 17 anos, no ano em que fui para Artes Plásticas (OMG! Isso é tão pouco artístico!). Era a primeira coisa com vampiros que lia (ainda não tinha experimentado Anne Rice) e fiquei obcecada em saber o que acontecia.



Quando anunciaram que o filme estava para estrear, lá obriguei o meu namorado e o meu melhor amigo a irem comigo ver. Lembro-me que foi uma desilusão! Achei o filme um tédio e, excepto o Robert Pattinson, não havia ali nada de bom. 

Pelos vistos a maior parte do mundo teve uma opinião contrária, ou então os rapazes em tronco nu bastaram para levar as pessoas ao cinema ou para as fazerem ler o livro. A verdade é que nos anos seguintes, já não podia com a história do Twilight e da Stephenie Meyer. Não é que tivesse achado a série um "50 Sombras de Grey" (esse nem consegui acabar, mas mesmo porque achei fraco). Não era uma série memorável, como a do Harry Potter, ou a do Senhor dos Anéis, mas também não era a porcaria reles que agora toda a gente parece achar que é!



A questão não pode deixar de surgir na minha mente - as pessoas são tão más e previsíveis, que acham que por um livro agradar a muita gente tem de ser obrigatoriamente mau? Será que fazem isso numa tentativa de se afirmarem superiores aos restantes mortais? Porquê que têm vergonha/medo de gostarem de algo que se tornou mainstream?

Conheço gente que só cai no ridículo quando vem com bocas, ou piadas sobre os livros que eu ou o meu irmão (que é quem lê mais mainstream cá em casa) estamos a ler (quem diz livros, diz também séries televisivas). Falam como se as suas escolhas fossem mais acertadas, ou melhores, pelo simples facto de serem menos escolhidas. Como se isso as tornasse em seres humanos de categoria superior. 


Isto tudo porque me irritam as opiniões que vejo por aí sobre  "Os Jogos da Fome", ou sobre o "Divergente". Algumas são fundamentadas e consigo perceber os motivos de não gostarem das séries, mas a maior parte parece saída de cabecinhas pequenas e limitadas, que dizem que detestam só porque sim, muitas vezes em nunca as terem lido!

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Tema da Tese - Parte I


Um dos meus grandes defeitos é pensar demais nas consequências das minhas acções.

Gosto de segurança e tenho medo de mudanças demasiado drásticas. Dito isto, não sei que tema de tese escolher. Está a tornar-se um pouco frustrante não saber o que quero, ou melhor dizendo, não escolher por medo de fazer a opção “errada”.

Enquanto muitos dos meus colegas de Veterinária já andam “à caça do orientador”, eu ando à caça de me orientar! Gosto de tanta coisa! Como é que eu posso escolher só um tema específico? Chego ao cúmulo de nem conseguir decidir entre animais de companhia, ou animais de produção.  

Quais são os meus dilemas e dramas?


a)      Grandes os pequenos?

b)      Que área dentro desses?

c)   Quem escolher para me orientar?


Comecemos pela questão a)!


Quando vim para veterinária estava convencida que ia ser médica de cães e gatos. Tenho gatos em casa e compreendo-os como ninguém. Tenho também a minha cadela Rosa, que não compreendo assim tão bem, visto que ela faz coisas extremamente nojentas, como comer cócó de outros animais…just kiding! Passei pelos três primeiros anos sem grandes questões acerca disso. Mas depois começamos a “meter as mãos na massa” e comecei a questionar as minhas opções.


Prós e Contras de Pequenos Animais:



Prós:


 - Melhor previsão do comportamento dos animais;

-
 Menor peso dos mesmos (!);

- Ter vindo para Vet por causa deles e com o desejo de mudar alguma coisa no mundo deles;


- Formação mais direccionada para essa área;


- Mais emprego na região litoral do país (e lá fora…penso eu);


- Mercado em ascensão;


- Fazer a diferença, graças à possibilidade de ajudar animais individualmente, oferecendo-lhes uma melhor qualidade de vida e muitas vezes salvando-os;

- Gosto bastante de gastroenterologia e oncologia. Na realidade gosto de tudo! Excepto Cardiologia. 


Contras:


 - Demasiado tempo fechada entre quatro paredes;


- Donos insuportáveis;


- Vómitos, Merda, Mijo e às vezes tudo isso num só;


- Falta de paciência em determinadas situações (CRAZY VET ALERT);


- Peso emocional;


- Medo de Falhar.


Prós e Contras de Grandes Animais:




Prós: 


- Até agora, uma das minhas disciplinas práticas preferidas foi Medicina de Ruminantes. Senti alguma facilidade em deduzir os problemas do animal;


- Mais tempo ao ar livre;


- Tudo em maior escala;


- Muitas vezes o dono precisa do animal para alimentar a sua família e gosto de sentir que estou a ajudar ambos;


- Tentar melhorar o bem-estar dos animais de produção;


- Achar a prática empolgante e diferente!;


- Ser mais fácil passar de Grandes Animais para pequenos do que vice-versa;

- Gostei muito do estágio de Verão na AEPGA.


Contras


- Menos emprego no litoral;


- Menos formação na área e pouca experiência em termos comportamentais – cresci na cidade, rodeada de carros e não de animais de quinta. Não tenho uma Herdade, nem sei montar;


- Ter alguma dificuldade em aceitar certas coisas culturais/éticas enraizadas em muitos desses meios, como por exemplo a Tourada. Não ter a certeza até que ponto estarei a contribuir “para o sistema”;


- Medo de falhar.

Eu sei que a tese não passa de mais um trabalho. Mas eu tenho mesmo de escolher, porque tenho que fazer um estágio numa área dessas E ESTOU A PANICAR!  

Agora vou pensar mais um bocado sobre isso. Depois vou ler um livro e fingir que não tenho nada a escolher e que eventualmente a coisa há de me cair no colo.

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Passatempo "Cabaz de Verão"

O Baú dos Livros, juntou-se aos projectos "Feliz é Quem Diz", "Menina Vaidosa", "Atelier da Carlita" e "Palomitas - Handmade Stuff", para vos oferecer este Cabaz de Verão! Vamos festejar a chegada desta maravilhosa época do ano em grande estilo!

 

Inclui:

- Livro "A morte de Bunny Munro;
- Saco de Pano "Feliz é quem Lê Livros" (Feliz é Quem Diz);
- Pendente (Menina Vaidosa);
- Capa de Livro (Atelier da Carlita);
- Brincos "Gelado" (Palomitas)


O passatempo começa dia 17/07/2014 às 00h e termina às 24h do dia 17/08/2014.
Aceitam-se participações de moradores de Portugal Continental e Ilhas. 
 
Após a selecção do vencedor, este será contactado por cada uma das páginas referidas, que serão as responsáveis pelo envio dos prémios que constituem o "Cabaz de Verão".



a Rafflecopter giveaway

sexta-feira, 11 de Julho de 2014

"As Vinhas da Ira" - John Steinbeck



Segundo livro que leio de Steinbeck, “As Vinhas da Ira” é uma obra que merece a designação de “clássico da literatura”; não importa em que época seja lido, tem sempre uma mensagem intemporal. 

Nesta história, somos transportados para o tempo da primeira Grande Depressão de 1929 dos Estados Unidos. Durante os 12 anos que caracterizaram a queda económica deste país, muitas foram as famílias que sofreram as suas consequências. Os agricultores dos Estados mais rurais do Oeste foram os primeiros a sofrer, vendo-se forçados a abandonar as suas terras e a procurar trabalho em Estados longínquos, como a Califórnia, iludidos por falsas promessas. A família Joad foi uma delas. 

Com as dificuldades económicas, associadas à modernização dos métodos agrícolas, como a chegada de tractores, a produção manual deixou de ser rentável. As rendas deixaram de poder ser pagas e o trabalho manual e a aragem dos terrenos tornaram-se desnecessárias. Com as suas poupanças, e informados, através de apelativos panfletos, de que haveria um mundo de oportunidades na Califórnia, a família Joad compra um velho camião e parte esperançosa para Este. 

No primeiro livro que li de Steinbeck, “A Um Deus Desconhecico”, senti que estava perante uma obra de reflexão sobre o ser humano e as suas crenças; uma reflexão sobre o individuo e a terra. Em “As Vinhas da Ira”, a reflexão passa a crítica sobre a natureza humana. Uma chamada de atenção para o poder que reside nos seres humanos enquanto grupo, mais do que enquanto indivíduos isolados. 

Ao ler sobre todas as desventuras da família Joad, e das restantes famílias que passavam por algo semelhante (existiam cerca de 14 milhões de desempregados nos EUA), não pude deixar de pensar num episódio marcante da história da humanidade, que haveria de passar-se algum tempo depois da publicação deste livro – o Holocausto. 

Porquê que o ser humano não é capaz de se unir, quando mais precisa? De se revoltar, mesmo quando o seu número ultrapassa em grande escala o daqueles que os oprimem? Porquê que a história se repete sempre? O que é que existe em nós que nos impede de agirmos facilmente em conjunto para fazer o bem? Porquê que mais rapidamente há união para fazer o mal?

O final desta obra trouxe-me sentimentos contraditórios; apesar de genial, no simbolismo que integra, não deixa de me parecer surreal, por estar tão deslocado da restante narrativa. Apenas li duas obras de John Steinbeck, mas penso que posso dizer que os finais nunca surgem da forma que esperamos!