sábado, 22 de Novembro de 2014

Deviam saber quando acabar!

Neste momento estou a seguir umas quatro ou cinco séries televisivas e há algumas em que os realizadores/produtores/argumentistas deviam saber quando terminar, de vez!

Estou a falar de séries como The Walking Dead, Once Upon a Time e Revenge, por exemplo. Parece-me que todas elas já deram o que tinham a dar e esta última temporada tem servido para encher chouriços. Mas isto é algo que tem-se tornado habitual na televisão; há que espermer o máximo dali, mesmo que acabe por estragar a série para os telespectadores. Foi o que aconteceu com o True Blood, ou com, o mais polémico, How I Meet Your Mother; as últimas temporadas foram o arrastar de uma ideia que começou por ser muito boa, mas que já estava gasta.

Deviam saber quando acabar, não?

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Quando o Universo decide ter algo a dizer

Este ano começou a "caça" aos orientadores para a dissertação de mestrado, a "caça" aos locais de estágio e a "caça" a todo o stress associado a isso. Houve um momento que achei que ia enlouquecer. Não conseguia dormir, porque não parava de pensar nisso e em como ia ser e que tema de tese ia escolher - e se não conseguisse nada e fosse a única pessoa sem orientador, sem estágio e sem tese e acabasse a servir hamburguéres para sempre no MacDonals...sim, as coisas que pensámos de noite são um bocado deslocadas da realidade. 

Passado algum tempo, depois de enviar mais de cinquenta emails à procura de sítios que me aceitassem, desde Universidades, até Hospitais e Clínicas Privadas para a Irlanda e Escócia, desisti. As pessoas lá são extremamente fechadas, no que refere a aceitarem estranhos nos seus locais de trabalho e em partilhar os seus conhecimentos. Por um lado, consigo perceber. Somos estranhos, sem formação concluída e eles tem mais que fazer.

Estava a começar a sentir-me mesmo triste e desanimada, porque muitos dos meus colegas já tinham estágios em Barcelona, Madrid, Universidade de Cornell, Glasgow...

Até que hoje o Universo manda-me um sinal! Um resposta escocesa positiva! Algo de que não estava à espera e que fez o meu coração bater mais depressa. Ainda não sei se vou aceitar, mas decidi recomeçar a mandar emails e a não desistir do Estágio Erasmus. 

É engraçado, como quando preciso de animar o Universo faz-me sempre pequenos favores. Quer seja uma moeda no chão (passo a vida a encontrá-las!), uma surpresa boa, quando estou triste, uma estrela cadente para pedir um desejo, ou um simples email de um estranho!




quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Quando eu gostava de chuva...

Quando eu gostava de chuva era mesmo preguiçosa e pesava mais 5kg do que o que peso agora. Não estou a dizer que só pessoas mais gordas gostam de chuva, mas, no meu caso, eu gostava de chuva porque era um bom pretexto para ficar em casa a jogar videojogos, ler livros, comer, dormir e jogar mais videojogos. Quando penso na minha adolescência penso em como a podia ter aproveitado melhor. 

Enquanto eu desperdiçava o meu tempo a jogar GTA, Final Fantasy, The Sims, ou a ler os livros da Jane Austen e da Charlotte Bronte, achando toda a gente demasiado banal, para valer o trabalho de me dar a conhecer, o meu namorado dirigia a Rádio da Escola, aproveitava para conhecer montes de pessoas novas (e meninas :P) e fundava um Cineclube, que ainda hoje existe.

Penso que o meu "eu do passado" e o ele do passado se iam odiar...mas hoje essas coisas que eu não vivi, e que via como algo de mau, são coisas que o tornam mais especial para mim e mais apegado à realidade. Eu cresci num mundo a fingir (ainda acho que ás vezes vivo lá...), porque não fiz uma série de coisas que podia ter feito. Por medo, quiçá falta de confiança, optei por crescer isolada com um pequeno grupo de amigos, os meus livros e os meus video jogos.

Quando eu gostava de chuva, não sabia como aproveitar um dia de Sol. Ainda bem que agora são os dias de chuva que não me deixam feliz. Já não suporto não saber o que fazer, quando está a chover. Ter de optar por centros comerciais, ou por ficar por casa o tempo todo, porque está a chover deixa-me deprimida. Quero ir correr sem me molhar, quero ir passear ao parque, comer gelados, torrar ao sol a ler um bom livro, quero ir para a piscina, ao jardim zoológico e ao jardim da celeste (giroflé giroflá...). 

Volta Sol...depois destes anos todos a dizer que não gostava de ti, mudei de ideias! Estás perdoado!

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

As 5 coisas que me irritam na minha Universidade

Há cinco anos que frequento a UTAD. Apesar de algumas coisas virem a melhorar, há outras que continuam a mesma porcaria de sempre (ou piores). Este é apenas o Top 5 das coisas que me irritam na minha Universidade:

1- O frio nas salas de aulas e a chuva nos corredores - parece que de ano para ano, quem regula o aquecimento acha por bem poupar cada vez mais. O mesmo no que diz respeito às obras de manutenção. A minha questão é: Poupar para quem? Quem é que anda a meter ao esquerdo as minhas propinas? Se houve dinheiro para um edificio cheio de gabinetes de professores, laboratorios novos e um bar novo, também devia haver para restaurar o que precisa de ser restaurado!

2- Os horários - Se há coisa que me irrita é esta coisa dos horários. Gostava de ter aulas como nos States: aulinhas às 7h, fim do dia às 15h! Resto do dia para estudar, ter um part-time, ou vida própria. Em vez disso, tenho um horário que é feito de modo a encaixar com a disponibilidade dos professores, muitos deles com um outro emprego e onde a prioridade é esse emprego e não as aulas! Assim, todos os dias os alunos tem de sair ás 17/18/19/20 horas...quando entraram ás 9h. Nós não temos filhos, mas também temos de fazer a comida, limpar a casa, dormir, ter vida própria...

3- O funcionamento da Biblioteca - A Biblioteca Municipal de Vila Real fecha às 23h. A Biblioteca da UTAD fecha às 20h. Dito isto, não é preciso mais nada.

4- Os tachos e os professores parasitas - Há gente que não nasceu para dar aulas, mas que é um bom emprego, isso é! Nota-se a léguas, quando nos deparamos com um professor assim. Talento para ensinar=0, logo o nosso interesse pelas aulas = 0. Eles sabem que não tem jeito e nós também, logo porquê que eles continuam aqui? Porque a UTAD não é excepção - trabalha com tachos, para além das panelas e certãs, e consegue fazer uns bons cozinhados. Dá jeito ser professor, principalmente quando este é o segundo emprego, ou quando estamos a um bocadinho de nos reformarmos, mas queremos continuar a sacar o dinheirinho ao fim do mês, de forma facil e eficaz. Se calhar até somos catedráticos...para quê dar lugar a outro com mais jeito e vontade?

5- A competição entre cursos e a falta de dinâmica - Podiamos conseguir tanta coisa, se a competição ridicula entre cursos tivesse um fim. Vejam o exemplo de outras Universidades portuguesas, que criam projectos com elementos de vários cursos, que tentam rentabilizar ao máximo os recursos de que dispõe. Chega de tentar fechar cada departamente sobre si mesmo. As universidades são supostamente locais onde se podem criar muitas coisas, com diálogo e troca de ideias, não só com as pessoas da nossa área, mas também com outras. Por exemplo - será que a reconstrução da vacaria da UTAD foi um projecto isolado de Zootecnia? Se sim, pergunto porquê? Não temos o curso de Eng. Civil, de Mecânica, de Eletrotecnia? Podia ter sido conseguido algo espetacular, se os diferentes cursos trabalhassem em conjunto; uma coisa criativa, toda XPTO...só que não. 



Conclusão: Se calhar a UTAD deveria considerar alterar as suas prioridades. As Universidades dependem dos alunos! Somos nós que pagamos as propinas, somos nós que ajudamos a divulgar o nome, quer com pequenas acções (como esta), quer como os bons, ou maus profissionais que seremos.

Quero, cada vez mais, poder falar com orgulho da minha Universidade e não apenas com um sorriso nos lábios das recordações e dos amigos que fiz. Temos muitas coisas boas, mas podiamos ser muito melhores!

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

As pessoas

Tive uma infância feliz. Cheia de brincadeiras com outras crianças, mas principalmente cheia de risos, anedotas, cantorias e gritaria contente de muitos adultos, que nunca esqueceram o seu lado mais brincalhão e infantil.

Ficam as recordações desses tempos, quando a crise não existia e as pessoas eram felizes. Quando se batizavam as casas, com pompa e circunstância, fingindo ser padres ordenados, ou quando se ensinava uma criança uma nova palavra, ou um novo idioma, como a língua dos Pê's.

Quando esses adultos partem, é um bocadinho desse tempo de inocência que se vai também. Mas também sabemos que são essas pequenas coisas que os fazem ganhar a tão desejada imortalidade. Somos feitos de livros, de viagens, de experiências, mas somos acima de tudo, feitos de pessoas.

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Os vírus e as bactérias...

Das poucas vezes que ligo a televisão e está a dar o telejornal, fico irritada. Não pelo estado do país, que esse não é novo, mas com a mediatização descontrolada de determinados assuntos. Ontem aconteceu-me estar na sala, quando os meus pais estavam a ver esse maldito programa "espalha terror" (não entendo como é que há quem goste de viver assustado) e começou a dar uma espécie de Casa dos Segredos, mas em que a protagonista era uma tal de Legionella em vez da Teresa Guilherme...

A primeira coisa que pensei foi "bem, o ébola deve ter ido de férias...". É que já não há pachorra! Porquê que em vez de lançarem o pânico os serviços de "informação" não informam simplesmente as pessoas? Para quê dar tanto destaque a um surto bacteriano, que o mais certo é já estar devidamente controlado (afinal, basta aumentar os teores de Cloro na água e aumentar a sua temperatura para os 40-60ºC). "Ai, mas morreu gente." Claro que morreu gente! Morre gente todos os dias de Pnemonia! Normalmente pessoas que já tem o seu estado de saúde comprometido, que são idosas, ou fumam como chaminés! Quando foi a última vez que os media nos informaram sem nos quererem assustar ou escandalizar?

A mesma coisa para o Ébola - Taxas de mortalidade acima dos 70%! Pois, mas deixaram de fora a parte de isso ser em países subdesenvolvidos, em que o controlo das condições higio-sanitárias e o acesso a cuidados de saúde são uma caca! E que tal informarem as pessoas de coisas basicas como: não, não se fica portador do Ébola, como acontece com a SIDA; sim, é uma doença autolimitante, o que significa que o que mata são os sintomas; INFORMAÇÃO ÚTIL E SEM ALARMISMO.



Se eu fosse a senhora espanhola que sobreviveu à doença e chegou a casa, para descobrir que o seu cão, saudável, tinha sido eutanasiado, para além de processar quem o fez, processava também os malditos media! Por culpa deles as pessoas ficaram em pânico e por estarem desinformadas (se ao menos o telejornal nos tornasse inteligentes...) tomaram a estúpida decisão de matar um animal inocente, um membro de uma família. Tinham medo que estivesse infectado. Já ouviram falar em quarentena? Não. A televisão não os ensinou a pensar em alternativas; não os ensinou a pensar. 

Fiquem seguros. Façam como eu, não vejam televisão ou leiam muitos jornais. Basta fazê-lo uma vez por mês, já que os assuntos são sempre os mesmos.