sábado, 7 de setembro de 2019

6 Passos para ser uma Influencer no Instagram!

Ainda não contei aqui o episódio em que decidi ser uma influencer no Instagram. Após 9 meses, tem sido uma caminhada que me conduziu a este momento na minha vida.

Tudo começou, quando ainda vivia em Guimarães e a minha vida era um tédio. Estava tão entediada que a ideia surgiu como que vinda do céu. Senti-me iluminada: vou ser uma estrela no Instagram! Heis o plano que elaborei e que resultou:

1º Passo: QUE TIPO DE INFLUENCER SER  - Como no mundo das Barbies, existem milhentas opões: A modelo, a viajante, a profissional, a cozinheira, a artista, a leitora, a fotografa, a condutora de drone, etc etc. No meu caso ,decidi que ia ser do tipo fotografa e exploradora. Precisava de fotos lindas da natureza e das minhas imensas viagens. Se conseguissem atingir o sucesso dos 500 likes em 5 minutos. Os hotéis, iriam patrocinar as minhas viagens. Quem sabe até se a National Geographic não me contrataria...já esteve mais longe.

2º Passo: APAGAR TODAS AS FOTOS PESSOAIS E SELFIES - Isto é importante! Excepto se vocês forem uma gaja boa. Nesse caso, mostrem as mamas e as nádegas, mas com filtros! Não querem ser só parolas, tem que ser sexys, mas só qb. Vendam bem esse corpinho. Valorizem-no com edição de contraste e shadow.  

3º Passo: ELIMINAR TODOS OS FOLLOWS DE CARIDADE - Sim, se vocês querem ser influencers, não podem seguir mais pessoas do que aquelas que vos seguem. É matemática básica. Por isso, toca a eliminar as sogras, o tio em quinto grau e a senhora com quem se cruzam todos os dias no autocarro e que tira selfies com o seu café delta no WC. Não mintam a vocês mesmos. Vocês só os seguem porque tem pena. 

4º Passo: SEGUIR E DE SEGUIDA DEIXAR DE SEGUIR A LISTA DE AMIGOS DOS VOSSOS AMIGOS E/OU NAMORADOS - Cuidado...este passo pode levar a discussão e até fins de relacionamento. Calmamente expliquem-lhes que não é nada pessoal. Vocês não são namoradas, ou amigas psicóticas. Vocês nãos querem saber da vida das ex-namoradas, ou do patrão do vosso namorado, vocês tem um objectivo: ganharem seguidores! Vocês não querem saber do vossos amigos, ou namorados. Vocês querem: ser influencers!

5º Passo: SELECCIONAR O QUE PUBLICAR - Não interessa quantidade de posts. Interessa a qualidade. Acham que alguém quer ver uma foto do pôr do sol na Póvoa de Varzim?! Não! As pessoas querem o pôr do sol em Cabo Verde! Seleccionar é a chave!

6º Passo: ESCREVER UM POST NO BLOG PARA QUE AS PESSOAS SIGAM O VOSSO INSTAGRAM COM A PROMESSA DE QUE SEGUEM DE VOLTA, OU NÃO - Uma palavra amigos - auto-promoção! Aqui está o meu nome no Instagram - @intermitenciasdalu Sigam-me! 

(PS - há partes neste texto que são ironia e não devem ser levadas muito a sério. A ironia escrita é difícil de entender. Mil perdões.)

Bem-vinda a Porto Salvo - terra das drogas!

Bem-vinda a Porto Salvo, Luisa! Literalmente a terra das drogas. Isto porque é aqui que empresas farmacêuticas, como por exemplo a Pfizer e a Novartis, tem as suas sedes. É engraçado como vim parar à terra onde a minha pílula contraceptiva é produzida. Poderia isto ser mais feminista?! #revolution #feminism #whocares?

Esta primeira semana foi produtiva. Não tinha uma semana assim desde...há muito. Quando estamos num trabalho que nos desmotiva, tudo o resto acaba por ser afectado. Afinal de contas, é no espaço de trabalho que passamos a maior parte do nosso tempo. Isso faz-me concluir que eu (e possivelmente toda a gente no planeta) nasci para não fazer nada. Quando não faço nada duas coisas acontecem: não faço nada, ou faço mais do que tudo o que fiz num ano.  

Tenho passado grande parte do meu tempo a estudar para o exame de dermatologia veterinária do colégio europeu (ui! que fancy!), ou a fingir que estudo, nos intervalos de tempo em que faço coisas interessantes. Ou será ao contrário? Estive a tentar organizar o meu espaço e a tornar a casa, que é habitada maioritariamente por homens, num espaço ligeiramente mais organizado. Finalmente realizei o meu sonho de ter um mini jardim de ervas aromáticas e nunca a minha vida social foi tão activa. 

Ontem dei por mim num evento de jogos de tabuleiro. Eu, que supostamente não aprecio muito jogos desse tipo (excepto monopólio e trivial persuit), fui a um evento de jogos de tabuleiro e gostei!? 

No meio disto tudo onde andam os livros, perguntam vocês? Pois, não andam. Ou melhor...vão andando. Terminei algumas leituras de que gostei: "Big Little Lies" da Liane Moriarty e os "Cadernos de Lanzarote I e II" do Saramago foram as leituras de destaque nos últimos três meses, mas tenho andado mais dedicada a séries televisivas. Fiquei fascinada com a última temporada de The Handmaid's Tale, com Mindhunters e, mais recentemente, com a série "Camping" da HBO e a comédia "Gameface". Em breve faço um post sobre estas séries.  

Este blog está a tornar-se cada vez mais uma espécie de diário, mas no fundo essa era a ideia original dos blogs...I guess.




quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O inicio de uma nova aventura!

Hoje é o primeiro dia de uma nova aventura. Talvez uma aventura um pouco louca. Precipitada, alguns dirão... mas, ainda assim uma aventura. E há quanto tempo eu ansiava por uma!

Lembro-me de há uns tempos atrás dizer que detestaria viver em dois sítios de Portugal: na Trofa, ou em Lisboa; o barulho, a quantidade infernal de gente, os cheiros (que muitas vezes não cheiram "bem"...), a sensação de sufoco e falta de espaço; a vida numa capital. A minha nova vida.

Mais ao menos, porque na verdade mudei-me para Oeiras e não para Lisboa. Para mim, mulher do norte, é tudo o mesmo. Mas a verdade é que deixando de parte o preconceito nortenho não é. Aqui não existem tantos turistas, as pessoas vivem sossegadamente com as suas famílias, respiram o mar, passeiam na serra de Sintra, relaxam e não é tudo tão a correr. 

É engraçada a vida. Como idealizamos e planeamos todos os momentos que fazem parte dela, muitas vezes ao pormenor, e acabamos em sítios que não esperávamos de todo!

A parte mais difícil de migrar é sem dúvida deixar as pessoas que nos são próximas,. No meu caso a minha família e os meus animais de estimação seniores. Mas este ano aprendi que a distância existe na nossa cabeça e é sempre uma desculpa, ou relativa. Além disso hoje é raro o filho, ou a filha, que não migra ou emigra. 

Já vivi em muitos locais diferentes. Mais lugares do que muita gente neste mundo. Nasci e cresci numa bela aldeia de Barcelos; em Famalicão passei a adolescência; estive um ano no Porto; vivi cinco em Vila Real; morei 3 meses na Escócia; passei um ano e meio em Guimarães. Agora estou em Oeiras. Não foram lugares exóticos (à excepção da Escócia...que é sem dúvida um lugar exótico...os homens usam saia), mas todos eles me ensinaram lições importantes e me trouxeram amizades, algumas delas que ficaram para a vida. 

Não sei se será em Oeiras que encontrarei o meu lugar, mas para já, neste quarto cheio de sonhos, gosto de pensar que sim. 

terça-feira, 18 de junho de 2019

Entrevista da revista Sábado a Nádia Piazza - um breve comentário.

Hoje acordei e abracei o velho hábito de fazer scroll nas redes sociais. Dei por mim a ler uma entrevista da revista Sábado a Nádia Piazza, mãe de uma das crianças que faleceu nos grandes fogos de Pedrogão, em 2017. 

Não pude deixar de pensar que num momento de extrema dor, as pessoas agarram-se ao que podem. A senhora não ficou parada e juntamente com outras vítimas e familiares das mesmas, criou a Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande. 

Gostei particularmente da parte em que diz:

"A nossa associação não é uma associação que uma sociedade civilizada queira ter, é a prova da falência do Estado. No dia em que tivermos o controlo de fogos e as pessoas estiverem sensibilizadas, deixamos de ter missão. O nosso sucesso é que nos possamos extinguir."

Depois de ler a entrevista fiquei com a ideia de que esta mulher é forte e cheia de pro-actividade, mas que se engana a ela mesma (ou quer enganar-nos a nós), quando refere que é apartidária e que não gosta de partidos. Logo depois mostra claramente antipatia pelo PCP (porque não contactou a associação...talvez os únicos que não quiseram entrar no jogo da hipocrisia à custa de tragédias) e enaltece a simpatia de Assunção Cristas...uma mulher que poderia ter feito alguma coisa pelo ordenamento do território e desenvolvimento do interior, quando ocupou o cargo de ministra da agricultura e do mar...e nada de bom fez, pelo contrário, liberalizou a utilização dos eucaliptos. Não é irónico? 

Infelizmente o nosso país funciona à base de tachos e panelas e os maiores fazedores desses "ricos objectos" são, precisamente, os partidos e os seus respectivos membros. Nesses meios ninguém faz alguma coisa pela bondade do acto. Há sempre segundas intenções. 

Se realmente o importante é mudar alto estrutural, essa mudança tem de começar da base. O governo é e será sempre apenas o reflexo de um povo e da sua forma de pensar/agir. Quer se vote, ou não (porque o não votar também é uma forma de voto), os problemas vão prevalecer, enquanto as mentalidades prevalecerem. 

Acho que mais do que mudar os partidos e falar em comícios, seria importante mudar as pessoas, para que consequentemente os partidos mudassem. As pessoas estão literalmente cagando-se para o ordenamento do território e para o desenvolvimento do interior e é preciso educa-las, para que os partidos tenham necessidade de dar a atenção devida a esses temas.  








sexta-feira, 14 de junho de 2019

"Not That Kind of Girl", Lena Dunham

Para quem não sabe a Lena Dunham, é a autora e actriz da série televisiva Girls, da HBO. Tem actualmente 33 anos e esta espécie de autobiografia foi escrita em 2015, quando ela ainda nem 30 anos tinha. Não é qualquer pessoa que tem a lata de almejar escrever um livro de memórias, com esta idade. Isto diz muito sobre Lena. 

É interessante ler as opiniões acerca deste livro no Goodreads. A maior parte dos leitores odeia o livro, porque odeiam a miúda. É compreensível. A Lena parece ser aquele tipo de rapariga privilegiada, filha de artistas, que cedo consegue atingir o topo - ter a sua própria série de televisão aos 25 anos de idade na HBO. 

O sucesso precoce causa comichão a muito boa gente. Aliado a isso, não vou fingir que a miúda não é um pouco narcisista, aquela amiga que por vezes é chata e, como dizem os americanos, um pouco "Self-involved"... mas uma coisa ela tem razão - ela representa uma geração - a geração "Self-involved". Porque sejamos francos...quem não é um pouco egoísta e narcisista nos dias de hoje? Vivemos num mundo onde se promove o culto do eu a toda a hora: é instagram, é a meditação, é a terapia para o auto conhecimento, é o ginásio e os batidos paleo...a constante luta por um eu melhor. EU EU EU...

Este livro conta com uma série de episódios da vida de Lena. Desde a estranha relação com o seu corpo, até ao modo como a ansiedade sempre fez parte da sua mente, até aos episódios sexuais bizarros (mas realistas), ou as histórias relacionados com o mundo maioritariamente masculino de Hollywood.

É uma leitura muito fácil e, apesar de por vezes a rapariga ser irritante, conseguiu arrancar-me umas boas gargalhadas. Gostei sobretudo da falta de inibição e sinceridade com que Lena escreve. Percebe-se o quanto dela mesma está presenta na série televisiva e se gostaram de assistir à mesma, recomendo que leiam este livro. Vão gostar.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Por favor parem...

Por favor parem de chamar "Kika", "Kiko", "Mia", ou "Marley" aos vossos animais (a não ser que já se chamem assim...nesse caso continuem, porque seria só confuso mudar de nome a meio do campeonato da vida). 

Não é original.

Não é bonito.

Não é.

Não...

E já que estamos numa de nomes. O que se passa com as novas crianças deste mundo? É tudo "Constança", "Dinis", "Matilde", "Afonso"...se é para ser tudo nobre, desafio alguém a escolher "Urraca"! Para quem não sabe a Dona Urraca foi rainha de Castela e Leão e da Galiza. Assumiu o trono com a morte do pai, em 30 de junho de 1109, até 8 de março de 1126. Resumindo...muito feminista e por isso igualmente na moda. 

Vá lá pessoal! Fica a sugestão!