quarta-feira, 1 de julho de 2015

Passatempo Verão Literário

É com grande prazer que o Baú dos Livros tem para sortear um exemplar de "A segunda vinda de Cristo à Terra", o premiado romance do escritor português João Cerqueira.

Editado pela Estação Imaginária, este romance, cheio de bom humor e de sátira, venceu recentemente a medalha de prata nos Latino Book Awards na categoria de "Melhor Ficção de Língua Portuguesa". Este é já o quinto prémio recebido por João Cerqueira!

Para se habilitarem a vencer este passatempo, tem apenas de ser seguidores no blog, fazerem "gosto" na página do Facebook do Baú dos Livros, partilharem o passatempo e preencherem o formulário Rafflecopter.

Termina dia 8 de Agosto! Boa Sorte!

a Rafflecopter giveaway

terça-feira, 30 de junho de 2015

"Rebecca" de Daphne Du Maurier

Este foi dos melhores livros que li nos últimos meses. Não é que tenha lido muito. O último ano lectivo foi uma complicação, com muito trabalho, muito cansaço e pouco tempo para leituras lúdicas. Ainda assim, volto a repetir que gostei muito deste "Rebecca" e não percebo como pude deixá-lo na mesinha de cabeceira, por ler, durante tanto tempo.

Publicado em 1938 e da autoria da escritora inglesa Daphne Du Maurires, "Rebecca" cedo se estabeleceu como um sucesso literário e a obra que marcou a carreira da escritora,  que ainda hoje é lido e comentado por muita gente.

"A noite passada sonhei que voltava a Manderley." é a frase com que iniciamos esta nova viagem. É a segunda Senhora De Winter, que nos contará como é que Manderley veio a ocupar um lugar tão importante na sua história, desde que esta era uma simples dama de companhia, até se tornar na sucessora da inesquecível primeira Senhora De Winter, Rebecca.

É em torno do fantasma de Rebecca, vítima de um trágico naufrágio, que todos os pensamentos da segunda esposa do Senhor De Winter, Maxim, começam a viajar. A insegurança desta jovem e simples rapariga é tão evidente (por vezes é até irritante), que chega mesmo a tornar-se aflitiva a forma como a sua vida passa a girar em torno do que as outras pessoas esperam dela. Aparentemente a segunda esposa nunca será suficientemente apta ao estatuto de Senhora de Winter, soberana da luxuriante propriedade inglesa, Manderley. Ela nunca será Rebecca.

Adorei da forma como a autora nos conduz pelo enredo, fazendo-nos sentir na pele o desconforto que a narradora sente. Todos os livros são capazes, até certo ponto, de nos fazer sentir assim, mas por alguma razão senti-o com maior intensidade em "Rebecca". Talvez por isso o desfecho tenha sido uma surpresa. Por estar tão "dentro" da personagem, não me apercebi do que poderia estar para acontecer.

Outra das coisas que gostei foi da descrição que Du Maurier fez do primeiro amor,

Por felicidade não se repete a febre do primeiro amor. Porque é realmente uma febre, e um fardo, também, apesar de tudo o que os poetas possam dizer. Ninguém é suficientemente forte, aos vinte e um anos...Dias cheios de pequenas covardias e ínfimos receios sem fundamento, em que é tão fácil a gente sentir-se magoada, pois a primeira palavra má fere como arame farpado. Quando, porém, como hoje, nos sentimos envolvidos pelo manto da meia-idade já próxima, as minúsculas picadas diárias apenas nos tocam de leve e facilmente são esquecidas; mas naquela época....uma palavra descuidada permaneceria como um estigma ignominioso!

Gosto desta passagem. Acho que a vida é mesmo assim e que ao ficarmos mais velhos e ao sofrermos decepções, vamos ficando mais fortes e mais capazes de racionalizar o que está a acontecer. Pode ser bom, mas por outro lado trás uma certa pena, essa noção de que nos vamos transformando numa espécie de ser humano com armadura.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Quero ir embora de Portugal

Quando vejo notícias de ditas "tradições" onde se queimam gatos vivos, só me apetece fazer as malas e ir me embora deste país tão "evoluído". Que adianta criar leis, onde se define que esta barbárie é considerada crime e os envolvidos devem ser penalizados, quando depois não há aplicação das mesmas?

Como é que não houve alguém no meio daquilo que pegasse numa mangueira e apagasse o fogo, ou que fizesse algo mais que olhar?! Como é que se fica assim tão bruto e insensível?

O que vale é que todas aquelas "pessoas", a observar a cena e a tirar "prazer" daquele momento degradante, foram logo depois rezar um Pai Nosso e uma Avé Maria. Tão boas e correctas estas pessoas!

Fica aqui o link de uma petição que não seria necessária, se vivêssemos num país evoluído e civilizado: 



 
 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Série "Hannibal" CANCELADA

Bem, segundo a informação que já começou a circular pelas internets, a série da NBC, "Hannibal" foi cancelada. A série televisiva, que nos trouxe um grande número de requintadas receitas canibais de aspecto delicioso e suculento (e não só), terá um final precoce no final dos 10 episódios que constituem a a terceira e última temporada.

Pensa-se que o fim da série tenha tido como causa um problema de direitos de autor, uma vez que na quarta temporada pretendiam introduzir a personagem principal do filme "Silêncio dos Inocentes", Clarice Starling (abaixo os direitos de autor!).

Bon Apetit!


quarta-feira, 17 de junho de 2015

E agora?

Hoje acabei o 5º ano do Mestrado Integrado em Medicina Veterinária. Já está. Agora está tudo em aberto, ou quase tudo. Tenho três estágios agendados; um em pequenos animais (cão e gato); um em bovinos de leite; um "misto" na Escócia.

Aqui há uns meses atrás andava a panicar, porque não sabia o que queria fazer da minha vida. A maior parte dos nossos professores dizia-nos que tínhamos de nos especializar, de escolher uma área, um tema de tese, um futuro! Aquilo assustou-me. Não gosto de escolher. E se alguma coisa correr fora do plano/escolha? Como é que faço? O que faço? E se eu não gostar? 



Se calhar eles não tem razão. Não vou escolher. E não escolhi. Quero aprender o máximo de prática que conseguir. Esse é o único objectivo que, nesta fase da minha vida, quero atingir. A vida é tão comprida. Se eu não sei o que vou estar a fazer nos próximos meses, como é que posso escolher e saber o que vou estar a fazer exactamente daqui a 15, ou 20 anos? 

Hoje estava a ler um texto de um senhor que gosto bastante, o James Altucher. Ele escreveu assim:


É exactamente isto que se passa hoje na minha Universidade, quem sabe se nas restantes. Acredito que exista gente que realmente sabe o que quer fazer e qual a sua paixão, mas a coisa torna-se complicada quando somos curiosos. Eu sou curiosa. Gosto de experimentar fazer coisas diferentes, livros diferentes, de áreas da veterinária completamente distintas. 

A vida seria mais fácil se não fossemos curiosos, mas também acho que seria muito mais limitada.