segunda-feira, 25 de julho de 2016

Muita Polémica!

A partir de hoje só vou falar de coisas polémicas. Esta coisa de ter um Blog sobre Livros não tem piada nenhuma! Quase ninguém lê e a maior parte do pessoal que o faz, só lê coisas que eu não leio e das quais não posso opinar. Não me entendam mal. Não quero dizer que sou especial, porque só leio clássicos. Muito longe disso! Leio bastantes livros para matar o tempo e não pensar aka "guilty pleasures". 

Mas a verdade é que não falta para aí gente a facturar com esta cena do blog. Eu ando nisto há 5 anos e nunca recebi nada dos anúncios que para aqui tenho! Imaginem o meu espanto, quando depois de publicar o post do Pokemon Go tive 1500 visualizações! WTF?! Até achei que era um bug qualquer do Blogger. Mas não. Simplesmente optei por falar de algo que cativa as massas.  E nem foi falar mal! Pelo contrário!

Vou começar a fazer posts polémicos - "Barrigas de aluguer VS Barrigas de Cerveja", "Como engatar gajos betos nos comícios do CDS", "As Porcas da Pradaria"...Pode ser que assim finalmente o Google Adds me pague o que deve...!

Timing. Também é importante! É escolher a coisa mais badalada e dizer o contrário da opinião mais popular. Aceitam-se sugestões! 



 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pokemon Go não é para todos!

O Pokemon Go não é para todos! É só para aqueles que tem um telemóvel, que dê, e para todos os que não sejam um bando de pessoas frustradas, que passam a vida a criticar tudo e todos, só para não estarem caladas e se perceber que de conteúdo tem zero!

Para os mais distraídos, que não se tem apercebido da recente enchente dos parques das cidades e até de algumas aldeias menos movimentadas, o Pokemon Go é a razão para tal! E o que é isso do Pokemon? 

Toda esta história começou há mais de 15 anos atrás, quando a série televisiva Pokemon surgiu e fez as delícias dos mais novos. Seguiram-se 19 temporadas de desenhos animados, que tinham como protagonista Ash e o seu pokemon, o Pikachu, uma espécie de animal de estimação e melhor amigo, que o ajudava na sua missão de ser o melhor treinador de sempre! Foram lançadas dezenas de jogos para o Gameboy da Nintendo, existiam tazos nas batatas fritas, que também tiveram muito sucesso na minha juventude (tiveram até de ser proibidos em alguns recreios), cartas, bonecos coleccionáveis, etc etc... 

Desse tempo ficaram muito boas recordações! Muitas tardes passadas com os primos e os amigos a conquistar o jogo no Gameboy, a trocar de itens, os recreios com as lutas de tazos... Nos anos que se seguiram ainda cheguei a jogar várias vezes na Nintendo DS. 
Mas entretanto, a moda dos Pokemon passou e foi substituída por outras séries televisivas e as crianças "Pokemongas" cresceram e adquiriram outros interesses.

Mais de 15 anos depois, surge agora o "Pokemon Go", que tudo junto dá "Pokemongo" (irónico, porque era o nome que os meninos bullying da minha infância me chamavam...)

Pikachu, o pokemon protagonista da série televisiva, é apenas uma das dezenas de espécies de "bichinhos" que existem naquele universo. A ideia deste novo jogo é coleccionar todos os que existem. Para isso é preciso andarmos pelas nossas cidades, visitar os principais monumentos da região, as praias, montanhas e mesmo ilhas. Eles podem estar em qualquer lado! À medida que vamos apanhando mais pokemons o nosso nível vai aumentado e podemos tentar conquistar e defender ginásios espalhados por vários locais do mundo. É um jogo extremamente viciante, mas que não deixa de ser bom, porque incentiva as pessoas a saírem de casa e a encontrarem se com outras pessoas nas ruas e a conhecerem novos pontos do globo!



Como é que algo tão diferente dos ditos "jogos tradicionais", com todas estas vantagens pode causar tanta polémica e critica?

Na minha opinião, as críticas vem sobretudo de gente que não compreende o jogo, que nunca jogou Pokemon Go, e que acha que deve simplesmente criticar, para camuflar a sua ignorância e falta de curiosidade em geral. 

Infelizmente Portugal está cheio dessas pessoas. Gente negativa, que ainda vive no tempo da inquisição e que se alimenta de mexericos e do mal-dizer, só porque sim. Enfim...gente que não tem nada que fazer da vida, que se limita a consumir e a não dar nada em troca ao nosso mundo. 

Depois vem com a história do "devíamos era preocupar-nos com a crise politica, e o fim da UE e com os meninos em África". E de que serve preocupar-nos? E quem diz que também não estamos atentos e não fazemos escolhas responsáveis na nossa vida, só porque também gostamos de jogar Pokemon Go?! Que direito tem essas pessoas de decidir que hobbies é que eu tenho no meu tempo livre? Será que elas mesmas tem algum? Se calhar não tem e por isso é que nunca tem nada para falar, ou nada com que contribuir para a sociedade à excepção de comentários negativos e queixumes. 

Mesmo fazendo parte do grupo de pessoas que não pode comprar um telemóvel que dê para jogar Pokemon Go, gosto de ver as pessoas a divertirem-se a estarem unidas. Não me interessa se isso acontece quando Portugal ganha o Europeu, ou se acontece porque estamos todos a jogar Pokemon Go. 

O que interessa é que toda a gente fica alegre e esfrega esse estado de espírito na cara desses seres mesquinhos e frustrados.  

Go Pokemon! 





domingo, 17 de julho de 2016

Playlist #1.6 Junho 2016

Depois de ir para a Escócia, a Playlist mensal ficou um bocadinho em "stand by". Assim como tudo um bocadinho no Baú dos Livros...Às vezes dou por mim a pensar que este projecto já teve melhores dias. Não sei se o meu coração está mais centrado noutras coisas, ou se simplesmente aquilo que eu leio, oiço e comento, não passam de opiniões pouco controversas e, por essa razão, pouco discutidas...Mas depois lembro-me porquê que criei este espaço - para ser o meu espaço! Toda a gente é bem-vinda, mas não devo depender de visualizações, ou comentários para me manter motivada. Por isso, aqui segue a Playlist de Junho! 
 

 "Who We Were With", Paradise Fears - Quando ouvi esta música a primeira vez fiquei logo apaixonada pela letra. Eu sou assim. Quando há uma boa mensagem, a musica até pode ser banal, mas eu acabo por gostar dela. Pode-se dizer que as letras de músicas, são o mais perto da poesia que aprecio. Este "Who We Were With" fala de uma situação que afecta, ou já afectou muitos casais. Aquela sensação de estar com alguém por hábito, porque é confortável, porque mete medo partir para outra e fechar uma porta para sempre...É bom sentir-nos confortáveis numa relação, mas às vezes há alturas que apetece saltar fora...a diferença está em saber dar a volta e conquistar a outra pessoa uma e outra vez. Contrariar a inércia do conforto!


 "What Do You Mean (Justin Bieber)" COVER do Jamie Cullum - Tinha um amigo que adorava Jamie Cullum. Passava a vida a partilhar músicas dele e a tentar convencer-me de que ele era um "Boss Musical". Mas as pessoas não podem ser forçadas a gostar da mesma música. Por vezes tem de haver um determinado "clique" e um maturar de espírito apurado.  Para mim o momento chegou apenas com o álbum de originais intitulado de "Momentum". A partir daí, já tive oportunidade de o ver ao vivo no Marés Vivas, e foi uma pequena amostra de espectacularidade e energia única deste pequeno senhor! Esta cover de improviso é uma de muitas, que recomendo que vejam! 


"Jump", Death Team - Agora para algo um pouco diferente das sugestões anteriores - este tema! Claramente que, embora escrito em tom de gozo, é uma mensagem para algum amigo menos especial da vocalista. Faz lembrar o soundtrack de um jogo electrónico, mas é excelente para correr, coisa que apesar de não faltar vontade, não tenho andado a fazer tanto como gostaria! 



"Good Grief", Bastille - Depois de ficarem mundialmente conhecidos com o tema "Pompeii", os Bastille estão de regresso com esta nova música, que trás uma energia mais positiva e energética à sonoridade a que estávamos habituados. Pessoalmente, acho que o vocalista tem uma voz fraquinha, à semelhança da voz da Ellie Goulding, por exemplo, mas que acaba por funcionar bem com a musicalidade das canções electrónicas que eles escrevem. Ah! E continuam com vídeos perturbadores. 


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ups!

Como devem ter reparado, tenho andado muito ausente. Desde que voltei da Escócia, há três semanas, tem sido uma loucura de coisas para fazer! 

Continuo a ler, embora mais lentamente. Comecei a trabalhar alguns dias depois de regressar e o tempo que me resta passo-o a trabalhar na escrita da tese de mestrado. Detesto! Já me arrependi mil vezes de escolher este tema, mas agora é tarde para alterar e vou acabar este ultimo obstáculo o mais rápido que conseguir!

São estas as razões da minha ausência, mas prometo que é apenas temporário! Obrigada por estarem desse lado e seguirem os meus pequenos desvarios/opiniões, ou simplesmente as minhas pequenas histórias.

Até breve!

 

domingo, 5 de junho de 2016

Vet Life - Scotland #14 Fim-de-Semana em Edimburgo - PARTE II

Continuando o relato da nossa aventura em Edimburgo...

Chegou a hora de jantar - 20:00h! A minha amiga cismou que gostava de ir experimentar a famosa cadeia internacional de pizzas, a "Domino's Pizza". Como ambas não comemos carne (eu como só frango e bacon, porque bacon é bacon...), pareceu-me uma boa opção! 

Depois de andarmos o que pareceu uma eternidade, uma vez que estávamos esfomeadas, chegamos ao tal estabelecimento e percebemos que aquilo era só um sitio de takeaway! Não havia onde nos sentarmos. Ignoramos esse facto e pedimos duas pizzas para levar. Acabamos por comer as pizzas num banco ao lado de uma Igreja, com vista para um cruzamento e um supermercado Tesco. Bastante deprimente, mas ao mesmo tempo hilariante! As pizzas estavam uma delicia! Não sei se eram mesmo boas, ou se eram mesmo boas porque estávamos a morrer de fome, mas o que interessa é que comemos que nem gordas e tiramos algumas selfies divertidas naquele sitio horrível. 


Resolvidas a experimentar a noite de Edimburgo, seguimos para a "Cowgate" (nome apropriado para o que estávamos prestes a ver...) e procuramos um bar/pub/discoteca que uma das vets me tinha recomendado - The Three Sisters

Quando lá chegamos o relógio marcava 21:00h e estava TODA a gente podre de bêbeda, ou quase! Não havia consumo obrigatório e não gastamos uma única libra, porque não bebemos nada. Acho que o consumo mínimo não existe, porque as pessoas acabam por assumir que toda a gente vai beber até cair! Uma coisa completamente surreal, quando pensamos que em Portugal só se fica assim lá para as 3h da manhã! Eu e a minha amiga só nos riamos com a situação caricata e com a quantidade de gajos feios e mulheres mesmo obesas quase desnudas. Sim, porque apesar de existirem muitas mulheres bonitas na Escócia, os homens são (com uma ou outra excepção) feios como tudo! Claro que dependerá dos gostos de cada uma, mas não vi nenhum Gerard Butler por lá...


Fomos "soltar a franga" na pista de dança ao som de música Pop e Electrónica americana e inglesa, daquelas bem comerciais! Sinceramente adoro dançar ao som desse tipo de música, rara em Portugal onde predominam as africanas e brazucas, e diverti-me! Mas a festa não durou muito até termos de fugir, porque um gajo desdentado e com muito mau aspecto veio tentar abraçar-nos e não descolava da nossa beira! 


Saímos do bar por voltas das 22:30 e fomos explorar a zona. Ainda entramos noutro barzinho, mas estava muito parado e como o sono já começava a pesar voltamos para o apartamento que alugamos no AirBnB.  

Foi uma experiência divertida, e acho que se o horário para sair à noite em Portugal fosse este eu conseguiria sair mais vezes. No entanto, não deixa de ser um bocado limitante este horário de saída tão comprimido...Em Portugal seria completamente impossível, uma vez que antes de tudo há que comer uma boa jantarada pela noite dentro! Só depois é que se pensa em ir dançar! A hora das refeições é sagrada e não é só o álcool que nos dá prazer e diversão na vida! 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O que o "Erasmus" me ensinou

A minha experiência Erasmus não foi das mais comuns. Normalmente associamos esse programa universitário a ir viver a "vida loca" num país da Europa de leste, enquanto fazemos as disciplinas que aqui não conseguimos arrumar. No meu caso, optei por deixar o Erasmus para o ano de estágios curriculares (6º ano) e usar a bolsa para ir aprender numa clínica. São opções. 

 
Foram 3 meses de múltiplas emoções e muitas lições. Amanhã volto para Portugal e posso dizer que mesmo sem a "vida loca" (excepto aquela noite em Edimburgo...), volto diferente.  

Para começar, tenho mais 3kg do que o que tinha quando saí do meu país, já para não falar do meu bigode latino, visto que ao segundo mês as minhas tiras de cera para depilação facial já tinham acabado. Mas, o mais importante, consigo ver aquilo que de melhor o meu país tem - as pessoas e a comida!


Não me entendam mal! Adorei a Escócia. Sem dúvida que este é um sitio dos mais mágicos onde estive e vou morrer de saudade... Aqui descobri aquilo que já desconfiava acerca de mim mesma - não consigo viver longe da Natureza. A coisa que aqui me deu mais prazer, para além do chocolate a preço de água, foi sem dúvida acordar e poder decidir que ia escalar uma montanha, correr à beira rio, fazer caminhadas em que me cruzava com veados selvagens, ou simplesmente ir ler um livro num bosque qualquer. Mesmo num dia de chuva, este sitio impressiona. Até o meu namorado disse que este país tinha tudo a ver comigo porque, passo a citar, "é como estar num jardim zoológico o tempo todo..." 


Mas não é só a Natureza que dá um encanto especial a este país. É a força dessa Natureza aliada à História que marca cada local. Cada montanha conta uma história, cada círculo de pedras é mágico e cada Castelo trás a memória de um tempo antigo. Tudo é história e tudo é cultura. As árvores antigas são adoradas, e as histórias do antigamente perpetuadas. Este respeito e adoração pela História e pela Natureza são o que torna o povo escocês e a Escócia únicos. 

Estas são as coisas de que vou ter saudades. Nós portugueses temos um grande defeito - não valorizamos o que de melhor temos. É por isso que não somos grandes. O nosso complexo de inferioridade não deixa. Se calhar precisamos todos de viajar. Precisamos de sair da nossa área de conforto e ver outros lugares, para nos podermos valorizar. Essa foi uma das principais lições que aprendi nestes 3 meses. 

Quando cá cheguei tudo me parecia maravilhoso e espectacular. Os horários, a remuneração, o estilo de vida, as montanhas de doces, os livros baratos... Continuo a achar que é bom viver como os escoceses vivem, mas, com o tempo, não pude deixar de sentir que faltava qualquer coisa. Só depois de receber as minhas visitas "tugas" percebi que eram as pessoas e o nosso espírito alegre e espontâneo! A nossa capacidade de pensar "fora da caixa", para o bem e para o mal, é o que nos torna únicos e tão divertidos! 

 
Aqui as ruas são muito silenciosas, mesmo quando estão cheias. Tudo é pensado e calculado. As ocasiões são marcadas com postais, que dizem coisas que deviam ser ditas cara a cara...É difícil ultrapassar o manto de "boas aparências" das pessoas. Acredito que o tenha conseguido com algumas das pessoas com quem me cruzei, mas não tantas como gostaria. A certa altura sentimo-nos sós, por causa desse distanciamento e torna-se impossível não pensar com saudade no nosso país e na brejeirice de muitos dos portugueses. 


Podemos não ter tanto dinheiro, ou paisagens tão espectaculares (embora eu saiba que temos algumas), mas temo-nos uns aos outros e temos a nossa gastronomia maravilhosa, que estou ansiosa por começar a recordar, iniciando no Santo António e acabando no São Pedro, para depois fazer uma pausa saudável até ao Magusto! 


Em jeito de conclusão, para além desta renovada fé no meu país, acredito que estes 3 meses me ensinaram muita coisa acerca dos meus próprios limites e da minha independência. Não é que alguma vez tenha sido uma pessoa muito dependente. Sempre gostei do meu espaço e de fazer as minhas coisas sem ter pessoas à minha volta, mas 3 meses fora de da nossa zona de conforto torna-nos mais confiantes! Depois de irmos à aventura sozinhos, sabemos que somos capazes de mais do que aquilo que achávamos. É por isso que digo - não tenham medo de ir à aventura sozinhos, porque terão sempre a vossa própria companhia!