segunda-feira, 30 de março de 2015

Março Insta#

 Burguers caseirinhos!

 Primavera na UTAD.

 Ronaldo, o novo habitante do nº60.

 Visitas de estudo.
 
Gordices!

sábado, 14 de março de 2015

7 coisas (não, esta não é a música 7 things da Miley Cyrus)

Cá estou eu em Vila Real, a estudar cofcof para o cadeirão do semestre e como já vi todas as séries possíveis e imaginárias e já reli mil vezes o capítulo "Endotoxemia em Cavalos Adultos", vou responder a este desafio sugerido pelo blog Desabafos Agridoces:

7 Coisas para fazer antes de morrer:

- Ter pelo menos uma criança. Uma pessoa deve reproduzir-se de vez em quando. Faz bem à espécie e confesso que tenho muita curiosidade como será ter, aparentemente, um alien a desenvolver-se no nosso útero e de repente a aparecer cá fora e ser lindo e inteligente como a mãe.
- Aprender a cozinhar Sushi em condições. Já ocorreram duas tentativas, mas nas duas havia mais fome que paciência e a coisa não correu muito bem.
- Participar numa maratona. Não gosto muito de correr, mas gostava de experimentar o sofrimento. Um bocado como o ponto 1 desta lista.
- Começar o meu canal no Youtube. Um projecto que já anda aqui a fervilhar há algum tempo...
- Acabar a colecção dos filmes da Disney.
 - Gostava de viajar muito mais antes de ir desta para melhor. Gostava de fazer uma viagem de mochila às costas, sem destino certo pela Europa. Gostava de ir à Índia, ao Japão, ao Canadá, ao Alasca, a Moçambique e à África do Sul (pelo menos).
 - Ter um escritório na minha futura casa repleto de estantes cheias de livros de cima a baixo, sendo que uma delas seria uma porta falsa para um quarto de sadomasoquismo. Just kiding...podia ser simplesmente outro quarto com mais livros.  

7 Coisas que mais digo:

- Ca puuunhaaa!!
- Imitar gatos, quando vejo um gato (isto poderá vir a ser problemático na minha profissão futura...)
- EW! Que mãos nojentas!
- CHIU!
- WTF?!
- Fé, Confiança e Pó de Fada! (esta só digo para mim mesma)
- Puuuuut*QP!

7 Coisas que faço bem:

- Dar puns. Ainda agora dei um. É uma coisa que sempre fiz na vida...
- Memorizar nomes de pessoas e factos aleatórios sobre essas mesmas pessoas.
- Cantar a música Let it Go (as minhas amigas dizem que sim...o meu namorado diz para me calar que o estou a envergonhar na loja da Disney).
-  Panquecas.
- Fazer os outros rirem. Às vezes não corre muito bem.
- Comunicar com gatos.
- Comer.

7 Coisas que não faço bem:

- Fumar. Não sei fumar, mas também não acho que seja um talento muito benéfico.
- Dançar Samba...constato isso sempre que saio aqui em Vila Real.
- Pedir desculpa. Sou péssima e soa sempre a falso.
- Ser cordial com pessoas de quem não gosto.
- Ter calma. 
- Todas as coisas que envolvam perfeccionismo...comigo é tudo às três pancadas e depressa!
- Manter-me séria sempre que acidentalmente alguém usa uma expressão que pode ter sentido sexual. 

7 Coisas que me encantam:

- Ler
- Chocolate
- Coisas da Disney
- Gatos
- Que me façam cocegas/massagens
- Puré
- Viajar

7 Coisas de que não gosto (ou a secção das indirectas):

- Pessoas sem sentido de humor.
- Pessoas falsas, que usam os outros apenas para o que lhes convém.
- Que me interrompam, quando estou a começar a fazer alguma coisa, ou quando estou a falar. 
- Insónias.
- Partilhar comida.
- Andar de carro, quando não sou eu a conduzir (ou seja, não gosto de andar de carro).
- Andar de avião.

Blogs a que indico este quiz: Todos os que quiserem participar! ^^



"As Aventuras de Pinóquio" - Carlo Collodi

Aqui há um par de anos, fiz um post sobre os filmes da Disney que achei bastante perturbadores. Entre eles estava incluído o "Pinóquio", a história de um boneco de madeira que queria ser um menino de verdade. 

Ao decidir ler a versão original, tinha a esperança de que tivesse sido apenas uma má adaptação da Disney. Infelizmente o livro é ainda pior que o filme. 

Considerado um clássico da literatura infantil, "As Aventuras de Pinóquio" relata a história de uma marioneta de madeira, criada pelo carpinteiro Gepeto, que não gostava nem de estudar, nem de trabalhar, nem de fazer seja o que for que não o beneficiasse directamente. Ou seja, uma típica criança daquelas que recebem tudo e mais alguma coisa enquanto crescem, e não sabem ouvir um não sem fazer altas cenas.

Clássico ou não, resolvi deixar-me de tretas e dizer aquilo que realmente achei da história: é irritante e um bocado violenta. Irritante, porque, apesar de, com o passar do tempo, a marioneta começar a aprender a ser um bom menino, Pinóquio toma sempre a decisão errada! Passa a vida a prometer que é desta que vai ser diferente e cinco minutos depois já está a meter o pé na poça. A cena depois acaba com ele a choramingar e a lamentar-se da sua vida e a acabar por se safar mais uma vez, sem levar castigo de verdade. Isto repetido umas dez vezes, faz-nos odiar a personagem e a história, ao ponto de ansiarmos que acabe; Violenta porque, apesar de ser um livro para crianças, está repleto de mortes. Começa logo com Pinóquio a matar o Grilo Falante, seguido de ameaças de morte, enforcamentos, panelas de água a ferver, roubos, lutas e sei lá que mais. Tudo para suportar a ideia de que se não fores um bom menino/menina, é aquilo que te acontece!

Resumindo, o livro não é melhor que o filme e de certeza que esta não é uma história que vá ler aos meus eventuais filhos/sobrinhos antes de eles irem para a cama!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Quando vou sair gosto de dançar

Quando vou sair gosto de dançar. Mas não é dançar tipo abanar o tutu, como só se vê por aí. Gosto de passos de dança tipo "Running Man" e "Moon Walking". Qual é o problema de gostar de dançar, quando se sai em Vila Real: é que não dá.

Das poucas vezes que saio aqui, apanho sempre brasileirada. É o Jajão (eu sei que não é brasileiro, mas soa parecido), é o Kuduro e é uma carrada de porcarias, sempre com a mesma batida. Olho à minha volta e está tudo a abanar o tutu com copinho da mão. É triste, mas é nesse momento que me sinto, mais uma vez, socialmente desenquadrada. Eu gosto mesmo de dançar, mas de certeza que nasci na época musical errada! 

Resultado, não saio e desperdiço o meu talento de bailarina e cantora em casa, em frente ao espelho do quarto, ou a jogar "Just Dance" no Youtube (porque os jogos são demasiado caros).

Um dia surgiu-me uma ideia que vou colocar em prática em breve: vou levar auscultadores e música fixe no meu telemóvel e vou dançar e divertir-me na discoteca, mas com A MINHA música. Afinal estou quase a ir embora de Vila Real e há uma grande quantidade de coisas maradas que quero fazer antes de abandonar o barco.

terça-feira, 10 de março de 2015

Escritora da Trilogia Divergente anuncia novo trabalho

Veronica Roth, a autora da trilogia Divergente, revelou estar a trabalhar numa nova aventura, composta por dois volumes, a serem publicados em 2017 e 2018.

Ainda sem acesso a grandes revelações acerca do enredo, a escritora revelou apenas ao The Guardian a seguinte informação:

 "...um rapaz que faz uma aliança improvável com um inimigo. Ambos desesperada para escapar das suas vidas opressivas , eles vão ajudar-se mutuamente para atingirem o que mais desejam: para um, a redenção, enquanto que para o outro, a vingança."

Apenas com vinte e seis anos, Roth tornou-se célebre com as aventuras de Tris, uma jovem que teve de sacrificar tudo pela liberdade do seu povo, habitante num mundo distópico. A trilogia Divergente vendeu cerca de 32 milhões de cópias, e o primeiro volume já estreou nos cinemas o ano passado, estando a estreia de Insurgente, o segundo volume, para estrear em breve no grande ecrã.

segunda-feira, 9 de março de 2015

"Heidi" - Johanna Spyri

Finalmente encontrei uma forma fácil e eficaz de continuar a ter tempo para ler. Essa forma eficaz chama-se "Audiobook"! Pois é, depois de vinte e cinco anos de existência, quinze dos quais dedicados aos livros, cedi e experimentei. Não podia ter ficado mais satisfeita. Os audiobooks permitem-me "ler" enquanto faço o trajecto de vinte minutos Casa-Escola,  enquanto arrumo o quarto, ou quando faço o jantar/almoçoTem também a vantagem de me ajudarem a treinar o "listening", visto que não suporto as versões brasileiras que por aí andam e são raras as versões em português de Portugal.

Escolhi este livro de Johanna Spyri, tornado célebre, no nosso tempo, pela adaptação sob a forma de anime realizada por  Isao Takahata e Hayao Miyazaki, em 1974, por ser um livro destinado a crianças. Sabia por isso que a linguagem não seria muito complexa, sendo uma forma não muito intimidante de iniciar esta aventura pelo mundo dos audiolivros. 

"Heidi" foi escrito em 1890 e tornou-se num êxito da literatura suíça e da literatura infantil a nível mundial.  Originalmente foi publicado em duas partes e narra as aventuras de uma rapariguinha de cinco anos, Adelaide (Heidi), criada pela tia depois de ter ficado orfã e que é reencaminhada por esta para os Alpes suíços, onde irá ficar ao cuidado do Avô, um homem temido na região pelo seu passado obscuro. 

Cedo somos deslumbrados pelas descrições maravilhosas das paisagens, das casas e das personagens, feitas sob o olhar inocente e bondoso de Heidi. Esta inocência está presente ao longo de todo o livro o que certamente o tornou tão atractivo para mim, jovem adulta, nostálgica por natureza. 

Foi interessante ver como Heidi vai crescendo e aprendendo acerca do mundo, sem no entanto alguma vez ver maldade nas pessoas. Penso que acaba por ser uma utopia uma criança alguma vez crescer assim. Talvez no passado e naquele local fosse possível. Ainda assim, Heidi parece-me ter apenas o melhor de todas as crianças concentrada nela mesma - a criança perfeita, inocente e bondosa. Contudo, a escritora, apesar de não lhe dar defeitos, consegue não a tornar odiável pela sua perfeição. Muito pelo contrário.  Se ao menos todas as crianças fossem assim...

Não sou uma pessoa minimamente religiosa. Pode dizer-se que tenho fé (mas não sei bem em quê). Mas, a parte que mais me marcou neste livro foi a interpretação que Heidi faz acerca de Deus e da religião. A menina acaba por concluir, por ela mesma, que Deus escreve direito por linhas tortas. Ou seja, após passar por momentos desagradáveis, Heidi descobre que todos esses momentos foram necessários, porque um dia eles passam e chegamos a um local onde somos novamente felizes, muitas vezes por causa desses mesmos momentos menos bons. Se alguma criança seria capaz de concluir algo assim na vida real, não sei. Mas nós adultos muitas vezes parecemos esquecer-nos disso. Parecemos esquecer-nos de ter fé e de sonhar.