segunda-feira, 8 de maio de 2017

"Genius" - Série Televisiva

Já aqui falei sobre a série televisiva "The Crown", que dramatiza a história de bastidores do reinado da rainha Isabel II de Inglaterra. Pois, parece que este ano vou continuar com as séries biográficas. 


"Genius" retrata a vida de Albert Einstein. À semelhança de "The Crown", as cenas são também apresentadas de forma dramatizada, onde existe espaço para especulação. Claro que se nota que o orçamento para esta série televisiva da National Geographic não é sequer metade do que foi utilizado em "The Crown". A semelhança entre as duas series televisivas é apenas a de serem duas "biopics".

Mas afinal quem era Einstein, o génio? Em primeiro lugar era um ser humano. É esta parte humana do génio, que surge em primeiro plano. O espectador é confrontado com cenas de Einstein jovem e o cientista numa fase mais tardia da sua vida. Não tenho bem a certeza que esta forma de apresentar a história me agrade, mas acaba por ser interessante ver como, apesar de decorridas décadas, os seus valores da personagem se mantém. 


As escolhas dos actores também tem levantado alguma polémica. Seleccionaram um actor que se nota ser inexperiente, para o papel de jovem Einstein (Johnny Flynn) e um senhor actor para o Einstein mais velho (Geoffrey Rush). Se calhar esta escolha foi propositada. Acaba por funcionar, porque a ingenuidade de Fynn transparece de certa forma na personagem e a experiência do icónico Geoffrey Rush reflete-se num Einstein mais velho e mais confiante. 
 

Apesar de ainda só existirem dois episódios, fiquei surpreendida com a forma como a actriz Samantha Colley interpreta de forma tão intensa a personagem de Mileva Maric. Acho que para já foi o talento revelação da série. Posso estar enganada, uma vez que não sou expert no assunto, mas Genius vai abrir-lhe muitas portas. A actriz brilha no segundo episódio, onde o papel da mulher na sociedade cientifica é abordado. É incrível observar o quanto o papel das mulheres na sociedade mudou. Estamos tão habituadas a ter o nosso lugar como garantido. Há 40 anos atrás onde é que me levariam a sério se dissesse que queria ser veterinária? 



Espero não me desiludir com esta série e recomendo que experimentem! 




domingo, 7 de maio de 2017

O que se passa?

Ultimamente tenho andado sem inspiração, ou vontade de fazer seja o que for. Sempre fui um bocadinho depressiva e tenho de ter cuidado com isso. Mas, há algo que me começa a acontecer; começo a achar a Internet um sitio cansativo. 

Antes de começar a trabalhar passava horas seguidas no computador. Havia sempre algo mais para ler, para ver, para aprender. Hoje aborreço-me facilmente, passo dias seguidos sem ligar o PC (ajuda ter um telemóvel bom) e não consigo ter uma opinião sobre nenhum dos assuntos actuais, porque ouvir falar deles é exaustivo e a minha opinião é só mais uma no meio de mil. É quase como se sentisse vergonha de ter uma opinião, porque vai ser o eco de muitas outras. 

É um defeito grande. Sempre tive esta tendência para querer ser única e especial e a realidade é que só isso não chega. É preciso ter um destino em mente e ignorar o que os outros pensam de nós pelo caminho. Porque é difícil ser única e especial, quando estamos a tentar agradar a toda a gente.

Talvez este seja o ano em que aprendo finalmente a dizer não.