quinta-feira, 28 de abril de 2011

Estreia - António Alves pelo mundo dos Contos Infantis !

"As Letras do Destino"
por António Alves



Era uma vez cinco cãezinhos. O Tano, o Tento, o Tim, o Tôto e o Tuti.
Eles viviam todas na mesma rua, na cidade de Bibijó.
Tano vivia numa casa que tinha um grande jardim na frente. Era costume ele convidar os amigos para as brincadeiras lá no jardim. Quem não gostava muito destas brincadeiras era a D.Januária, a dona da casa.
Um dia estavam todos os amigos, como era costume, a brincar, quando apareceu lá na rua um cãozinho muito mal tratado. Estava todo sujo, muito magrinho e muito, mas muito cansado. O Tôto foi quem avistou o bichinho e avisou logo os outros. Todos se precipitaram para o recém-chegado. Tuti, o mais atrevido, logo lhe perguntou como se chamava. Tê era o nome dele. Tento, o mais curioso, perguntou-lhe o que tinha acontecido com ele. O cãozinho pediu aos cinco amigos se antes de ele contar as desgraças que lhe tinham acontecido, se lhe poderiam dar de beber e comer. Todos se ofereceram prontamente para o servirem das suas pias.


Depois de matar a sede e a fome, todos se juntaram no jardim da D.Januária para ouvirem a história de Tê. Começou o Tê:
- Eu vivia numa cidade muito longe daqui com a minha companheira, uma cadelinha muito bonita chamada Vogal. Vivíamos muito bem numa casa que tinha muito espaço e um sítio só para nós. Depois de algum tempo o nosso amor fez com que cinco pequenos cachorrinhos nascessem. Oh! Eram tão lindos os nossos filhinhos! A Vogal tinha muito leitinho e eles cresceram depressa e ficaram bem gordinhos e ainda mais bonitos!
Passou algum tempo e os nossos donos deram-nos a primeira triste notícia: os nossos lindos bébés tinham de ir para outros donos. Passamos dias a chorar. A Vogal ficou cada vez mais triste, até que deixou de comer. Sem comer a Vogal ficou muito magrinha, cada vez mais magrinha até que um dia morreu.
Eu não sabia o que fazer. Então lembrei-me que talvez descobrisse para onde tinham ido os nossos cachorrinhos. Sempre que tocava o telefone lá em casa eu ficava à escuta tentando descobrir alguma pista.
Um dia, estava eu à escuta e alguém ligou lá para casa, a perguntar se o Tê e a Vogal estavam bem. Então ouvi o meu dono responder: O Tê está bem, mas a Vogal morreu de desgosto por ter ficado sem os filhotes.
Nessa noite o meu dono contou à mulher que tinha telefonado o senhor que tinha levado os cãezinhos. Ela perguntou: Olha lá, para que cidade é que eles foram? O meu dono respondeu: Para Bibijó.
Foi assim que eu fiquei a saber para onde tinham ido os meus filhotes! Passado alguns dias deitei patas ao caminho. Andei, Andei, dias, meses, anos e por fim cheguei.
Mas qual seria a rua na qual procurar? – pensei eu.
Os nossos amigos escutavam a história com atenção, até que por fim o Tano começou a pensar. Passado alguns instantes gritou:
- ÓH MEUS AMIGOS! DESCOBRI!
- Descobriste o quê? – perguntaram todos sobressaltados.
- Então não estão a entender? – perguntou o Tano – Pensai nos nossos nomes. Começam todos pela letra Tê e a letra a seguir é uma das cinco Vogais!
Todos se abraçaram muito felizes, pois perceberam que eram todos irmãos e aquele pobre cão, que tinha atravessado quilómetros e enfrentado o mundo era o Pai deles.

FIM




8 comentários:

Guilherme Primo disse...

Oi! Publiquei teu comentário lá no blog, obrigado pela visita! E, se quiser, posso adicionar teu blog na minha barra lateral, e tu faz o mesmo por mim aqui! Se quiser, manda uma mensagem por comentário... abraço!

Ana C. Nunes disse...

A história está engraçada e lê-se bem, mas acho que lhe falta alguma coisa ... (só não sei bem o quê).

MERCEDES disse...

Bravo,buena historia para contarsela a los niños ,breve y sencilla.Beijos

Ana Luisa Alves disse...

Olá Mercedes! Há muito tempo que por cá não aparecia ;)
O conto foi escrito pelo meu pai e ele contou-me a história em pequena. Ainda bem que gostou :)
Cumps!
Alu

MERCEDES disse...

Ando ocupada en un cambio de empleo que no acaba de ocurrir y voy un poco estresada y entro en el blog que me encanta pero no estoy inspirada para escribir.
El cuento me gusto y es una suerte tener un padre que cuente historias tan maravillosas.
Si me dais permiso me gustaria contarselo a mi sobrina que tiene 3 años y seguro que le gusta.Beijos

Ana Luisa Alves disse...

Olá! Eu percebo, também tenho andado muito ocupada com a universidade -.-''
Nem tenho tempo para ler.
Claro que pode contar a história à sua sobrinha!
Beijinho!
Alu

paco disse...

obrigada

paco disse...

UPssss.Soy Mercedes es que estoy en otra cuenta de Gmail