quarta-feira, 20 de abril de 2011

Crise

Nestes últimos meses não há um dia no qual não se fale em crise económica.
Esta crise sente-se principalmente na altura de gastar em actividades lúdicas, como sair à noite, jantar fora, ir ao cinema e comprar livros.
A questão que queria colocar (ao estilo do BTT – Booking Through Thursday) è: Sentem o peso da crise económica nos vossos gastos em livros? Como fazem para continuar a ler novos livros?

11 comentários:

Sara disse...

Eu sinto...As compras de livros agora passaram a ser esporádicas, pois o dinheiro tem de ser canalizado para necessidades mais permentes como a faculdade. Passei a escolher livros em função do preço e claro comprar na Fnac nem pensar (a menos que precise de algum livro técnico ou assim).

Para poupar compro livros nos supermercados, a diferença não é muita, mas é alguma. Passei a comprar livros em segundo mão. Já encontrei títulos a um euro em bom estado...é uma questão de se procurar, por exemplo, na feira do livro há bancas deste género. Também aproveito para comprar livros novos, mas comparo os preços na feira e lá fora para ver se compensa.

Tento estar atenta às promoções, por exemplo, os hipers costumam fazer "os dias do livro" com bons descontos...Sempre que posso peço livros emprestados e também empresto.

e assim vai dando para ler qualquer coisita...

cumps :)

Espiral disse...

Eu leio muitos livros emprestados, compro os livros das colecções dos jornais, participo em passatempos (de Junho para cá já ganhei uns 10-15 livros) e vai dando perfeitamente =)

Ana Luisa Alves disse...

Espiral - Como ganhas tantos livros?! Havia uma altura em que participava em passatempos, mas nunca gnhava nada :(

Sara - De facto os Hiper e usados são uma solução, mas e porque não a Biblioteca Municipal?

Hugo disse...

Enquanto a Europa passa por uma crise, aqui o Brasil está em crescimento, porém sofre com uma terrível desigualdade social, além de um custo de vida absurdo.

Os impostos por aqui são altos e em número exagerado, o que resulta em preços altos.

A compra de livros por aqui é muito pequena em relação ao tamanho da população, infelizmente.

Abraço

Ana Luisa Alves disse...

Crise, crise e mais crise. Ainda bem que existem os livros para fazerem as pessoas fugir dela...
Obg pelo comentário Hugo :)
Cumps Alu

Ana C. Nunes disse...

As pessoas falam em crise, mas de uma maneira ou de outra, eu e a minha família sempre vivemos em crise, por isso não sinto tanto esta 'nova crise' como outras pessoas.
No entanto tive de cortar muito nas compras de livros, porque quero mais da minha vida e para isso preciso poupar.
O que faço é comprar mais livros em inglês e menos em português (só mesmos os de autores portugueses e os das colecções com revistas/jornais), e mesmo nestas compras tenho sido bastante mais comedida.
No entanto, com a prospecção das coisas a piorarem nos próximos tempos, é bem provável que as compras tenham mesmo de parar durante uns meses, a bem de outras coisas mais prementes. É triste, mas também tenho tantos livros nas estantes para ler, que por um lado até será bom.

E no seguimento do que disse, acredito piamente que nos próximos tempos as compras de livros vão descer, e muito.

Luís Azevedo disse...

Apesar de estarmos em crise, a leitura de livros só ficará em causa se não for prioridade, porque para quem gosta mesmo de ler arranja sempre maneira.
Dificilmente não se encontra um clássico numa biblioteca pública e um best-seller arranja-se emprestado dum amigo. Podemos não encontrar de borla todos os livros que queremos mas algum dos milhares que facilmente encontramos disponíveis, muitos satisfarão a vontade do mais ávido leitor.
Depois, mesmo em tempos de crise o mercado dos e-books está a crescer exponencialmente, e encontramos livros a metade do preço, e praticamente todos os clássicos em inglês de borla. Claro que há quem não troque a sensação de virar uma página, dobrar-lhe o canto para a marcar; de ter um calhamaço nas mãos... Mas mesmo essas pessoas têm que concordar que ler Saramago escrito a caneta na porta de uma casa-de-banho é uma melhor experiência literária do que ler Margarida Rebelo Pinto numa edição de capa dura escrita por monges, com aparas de ouro.
Com isto quero dizer que mesmo em tempos de crise, quem quer ler vai ler. Quem não quer, não vai. A única diferença é que com menos dinheiro temos que ser mais criativos; tanto para ler como para tudo o resto.

Sara disse...

É verdade...antes ia à Fnac e era muito fácil: pegar e trazer. Agora sou uma espécie de Sherlock em busca das melhores espechinchas. De facto, nem sempre há os livros que quero, mas tento manter os espirito aberto e ler outras coisas.

Ana: a biblioteca da minha zona é uma tristeza...:(

Ana Luisa Alves disse...

Luís - concordo ;)

Sara - Tens de te revoltar! XD Por acaso eu tenho muita sorte, porque na minha cidade há uma biblioteca muito boa :)

Sara disse...

Pois é...um dia destes vou lá ver como é que aquilo está :)

Landa disse...

Olá. tenho vindo acompanhar este blog mas é a primeira vez que comento.
Uma pergunta bastante pertinente nos dias de hoje. Sempre gostei muito de comprar livros e actualmente, não, só por causa da crise, mas porque vou ter algumas despesas extras este ano, tenho optado por esperar pelas promoções, por comprar livros em segunda mão e inclusivé inscrevi-me num site de troca de livros, o winkingbook.
Tenho ainda bastantes livros para ler em casa mas já estou inscrita na biblioteca da minha área de residência que tem alguma variedade.
Antigamente era muito mais impulsiva a comprar livros mas agora adquiro apenas aqueles que li e gostei muito ou aqueles que quero muito ler e que tenha feedbacks positivos por parte de outros leitores.