segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Último Filme do Ano - "Mandela"

Na última semana de 2013, lá se cumpriu o ritual de, no meio da loucura dos saldos, ir ao cinema uma última vez no ano. Há já bastante tempo que queria ver uma série de filmes que estavam nas salas: The Hunger Games: Catching Fire (que acabei por ver ontem...), Frozen, The Hobbit (o segundo capítulo) e o Mandela.  Como a carteira não dá para todos, como não gosto de versões 3D e, como estava mesmo curiosa acerca deste "Mandela", escolhemos rapidamente. 

Apesar de não ser uma figura com um grande impacto na história do nosso país em particular, é impossível ficar indiferente à história de vida deste homem. Um homem normal, que queria algo que hoje é tido como garantido na nossa sociedade: liberdade.

A minha ideia de quem tinha sido Nelson Mandela foi criada em torno de uma imagem querida; uma espécie de avozinho, que nunca conhecemos pessoalmente, mas que tem um ar extremamente simpático. Era uma daquelas impressões instantâneas, que muitas vezes não correspondem à realidade. O que eu conhecia deste homem era o sacrifício que teve de fazer: passar metade da sua vida aprisionado, perdendo todos os momentos que poderia ter tido com aqueles que amava. Saber só isto, bastava para me trazer lágrimas aos olhos. 

Por isso, é fácil saber qual foi a minha reacção ao filme: lágrimas e mais lágrimas. Não porque era um filme péssimo, mas porque realmente tudo aquilo que eu imaginava, no ecrã parecia mil vezes pior: a perda da mãe e a perda do filho primogénito, sem oportunidade de uma última palavra, ou um último adeus; a perda de todos os momentos da infância das filhas e, no final, a perda do amor da mulher. 

Extremamente triste, mas ao mesmo tempo, extremamente inspirador. Porque nem todos poderiam abdicar de tudo por uma ideia, um direito. 
Como ele, muitos outros perderam algo nesta luta, mas ele será para sempre o símbolo de uma missão bem sucedida. 

(Um filme que recomendo para aqueles que tiveram a disparatada ideia de dizer que "o Eusébio era o Mandela português".)


3 comentários:

homem sem blogue disse...

Está na lista para ver.

homem sem blogue
homemsemblogue.blogspot.pt

Alu disse...

Não te esqueças ter lenços, por perto ;)

tonsdeazul disse...

Também vi este no final do ano. Muito bom e inspirador. No Natal ofereceram-me o livro que deu origem ao filme. :) Quero lê-lo o quanto antes.
E não posso crer que possam ter dito que o Eusébio era o Mandela português!! ... Que comparação... Enfim...