sábado, 21 de junho de 2014

The Grand Budapest Hotel (2014) - Wes Anderson

Não tenho por hábito ver filmes. A verdade é que um filme exige a visualização do início ao fim. Exige concentração e tempo. Com dez disciplinas por semestre, acabo por ter apenas o tempo suficiente para uma pausa e um episódio de uma qualquer série que esteja a acompanhar. Só isso.

Mas talvez ver filmes seja como ler; se gostamos mesmo, então arranjamos um tempinho por dia para o fazer. No entanto, é um hábito que ainda não criei.

Assim, no meu primeiro dia de férias, optei por me dedicar aos filmes - Escolhi o último do realizador Wes Anderson, "The Grand Budapest Hotel". Mesmo não fazendo de propósito, acabei por, nos últimos dois anos, ver alguns dos filmes deste realizador: desde "O Fantástico Senhor Raposo" (2009), passando pelo "The Darjeeling Limited" (2007), até ao "Moonrise Kingdom" (2012). 

O realizador, ou o argumentista, não é algo que me faça escolher ver um filme; acho que acontece com todos aqueles que não são "geeks" do cinema. Existe uma ou outra excepção, mas são raros os casos. Mas há algo especial nos filmes com um "toque" de Wes Anderson. Depois dos dois primeiros, é facilmente reconhecível a sua assinatura em cada momento da película; o humor subtil e peculiar de cada história; as cores vivas e alegres de cada cenário, que lhe conferem um toque de "cartoonismo", quase como se estivéssemos num mundo onde os factos reais se misturam com o humanamente impossível; as personagens caricaturadas e simultaneamente únicas. 

"The Grand Budapest Hotel" segue a mesma lógica que os restantes filmes de Wes. Temos uma história dentro de uma história, que está dentro de outra história, que por sua vez está dentro de uma quarta história - simples, não acham? - passo a explicar: o filme começa com uma rapariga que tem um livro intitulado "The Grand Budapest Hotel". Ela aproxima-se da estátua do autor da obra e somos transportados até a um homem de certa idade, que começa a narrativa da história. O escritor, recorda o momento em que conheceu Zero Moustafa, dono do Grand Hotel, na altura, já em decadência. A voz muda e torna-se mais jovem, estamos a observar o escritor, quando era mais novo, enquanto este jantava com Zero. Por sua vez Zero começa a contar a história de como se tornou chefe do Hotel, e o espectador é transportado para uma quarta e última história. 

Achei esta introdução genial e cómica. No entanto, no final, fiquei curiosa acerca da rapariga que tinha o livro (um aspecto secundário e de certeza que propositado). Sem dúvida um excelente filme para inaugurar as Férias de Verão!





 


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