terça-feira, 17 de janeiro de 2017

"Os Pilares da Terra I" - Ken Follet

Os Pilares da Terra, do escritor britânico Ken Follet, narra a história da construção de uma catedral. Dito desta forma tão simplista, não parece interessante, mas basta ler o primeiro capítulo, para ficarmos imediatamente presos à narrativa.

Sempre tive um especial interesse por romances históricos, embora nunca tenha lido muito para além de um ou dois livros do escritor escocês Walter Scott, o pai do romance histórico, e alguns da Philippa Gregory (ahah...como se pudesse comparar os dois...sacrilégio!!). Como já tinha ouvido falar inúmeras vezes deste livro, e como a minha nova cidade a tal inspirava (Guimarães), resolvi experimentar.

O que torna este livro tão bom é a capacidade que o escritor tem de criar descrições simples e ao mesmo tempo tão detalhadas, quase como se de um enredo cinematográfico se tratasse. A forma como alternamos entre momentos calmos e cenas incríveis é muito subtil; quando se dá por ela estamos atrasados para o emprego, porque de repente apareceu uma cena super importante e que não podíamos deixar de ler. O coração bate mais rápido e temos mesmo de saber o que acontece!

Se lerem as minhas opiniões anteriores, notam que dou muita importância ao enredo e à caracterização das personagens. As dúvidas, os gostos e as ambições de cada personagem deste livro sem protagonista, estão tão bem aplicadas, que é simplesmente magnífico de ir descobrindo e amando (ou destestando) cada uma delas. 

Nota-se também o interesse de Follet por arquitectura. Apesar da minha formação em Artes ser bastante superficial, consegui acompanhar as descrições e explicações arquitectónicas que ele oferece, com maior detalhe do que em qualquer outro romance histórico que li.  

Não me surpreendeu de todo que este livro fosse transportado para o pequeno ecrã. Tudo nele gritava para que o transformassem em imagens e num futuro próximo irei debruçar-me sobre a série televisiva.  

2 comentários:

Diogo disse...

Deste autor li O Terceiro Gémeo e a trilogia O Século. Esta segue várias famílias desde a Primeira Guerra Mundial até à queda do muro de Berlim. É interessante e dá para ter uma ideia do ambiente vivido nos vários países durante grande parte do século XX.
Já O Terceiro Gémeo não gostei. Uma estória enfadonha e escrita de forma demasiado simplista.

Ana Luisa Alves disse...

Eu acho que ele tem jeito para criar enredos que podem ser facilmente transferidos para a pequena, ou mesmo, grande tela. É uma forma simples de escrever, mas quase cinematográfica, de tal forma é o detalhe com que as imaginamos enquanto lemos...estou curiosa para ler mais dele...mas sendo assim deixo esse livro menos bom para outra ocasião...ou para nunca XD