segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Werther" - Goethe

Esta obra é considerada por muitos como uma obra-prima da literatura mundial. Escrita na primeira pessoa e com poucas personagens, a história, em parte autobiográfica, narra a paixão impossível que Werther sente por uma jovem rapariga comprometida, “Lotte”. Werther, personagem muito dramática e emotiva escreve ao seu amigo Wilhelm, sendo esta obra contada através destas cartas. Muito trágica, muito emotiva e muito previsível, assim foi a história de Werther. No entanto, apesar da história me ter desagradado, não pude deixar de sublinhar algumas passagens de que gostei. A que partilharei aqui pode ser aplicada ainda hoje, principalmente nos tempos que correm, quando nimguem parece satisfeita com aquilo que tem:



“ Como a nossa imaginação é impulsionada pela sua natureza para elevar-se e como é alimentada pelas imagens fantásticas da poesia cria-se uma escala de seres em que nós ocupamos o degrau mais baixo e tudo, menos nós próprios, parece esplêndido, sendo qualquer um dos outros mais perfeito (…) Quantas vezes sentimos que nos faltam muitas coisas, parecendo que aquilo que o outro possui é precisamente o que nos faz falta e, então, atribuímos-lhe também o que nós temos e até mesmo um certo bem-estar ideal. Esse ser feliz torna-se perfeito, sendo, afinal, a nossa própria criação.” (3/7)

2 comentários:

tonsdeazul disse...

Achei este livro extremamente belo, mesmo toda a história indicar-nos que iria culminar em tragédia!

Ana Luisa Alves disse...

Boa noite! Obrigado pelo comentário.
Eu não gosto quando adivinho o final de um livro e muito menos quando as personagens são tão emotivas/artificiais, como Werther. Mas é apenas a minha opinião.