quarta-feira, 2 de março de 2016

Vet Life - Scotland #1

Depois de um ano de preparativos e de expectativas, finalmente estou a realizar um dos meus sonhos, desde que embarquei na aventura da Veterinária - Estagiar no Reino Unido.

Todo o processo de obtenção de um lugar foi difícil. Mandei mais de cinquenta e-mails, para mais de cinquenta instituições de ensino de veterinária, hospitais e clínicas. Todos respondiam que, ou só me aceitariam por 15 dias, ou que só aceitavam estudantes dos UK.  

No dia do meu 25º aniversário recebi um presente especial - uma resposta positiva, sem hesitações, ou exigências especiais. Agora aqui estou, algures entre Edimburgo e Invernes, no meio da natureza e de uma cultura completamente diferente da minha, no meu terceiro dia como estagiária. 

O mais difícil foi deixar a família e embarcar nos voos. Aquele momento em que ficas sozinha pela primeira vez, no meio de um aeroporto, com montes de bagagem. Hesitas um momento e depois obrigaste a ser crescida e a acreditar que tens tudo em ti mesma para ir à aventura.

As duas viagens de avião foram terríveis. Por mais que queira não consigo evitar suar por todo o lado, durante todo o voo. Cada barulhinho aterroriza-me e não consigo adormecer! Mas lá cheguei a Edimburgo. 



Depois de uma espera de 3 horinhas, experimentei uma viagem de autocarro. Uma das coisas boas que Portugal tem, são os transportes públicos. Mais uma vez fui recordada disso. Este autocarro era podre como tudo e cheirava a mijo de velho. QUE BOM! 




Felizmente estava tão interessada em aproveitar para ver as vistas, enquanto havia luz, que ignorei os odores desagradáveis, até porque não tinha outra opção. Cheguei ao destino e conheci a minha família de acolhimento temporário (FAT).



Aproveitei o dia 29 para conhecer os arredores e caminhar um bocado. No dia seguinte entrei ao serviço e tem sido uma experiência muito interessante! No entretanto já tive direito a muita vida selvagem e a neve!



  

domingo, 21 de fevereiro de 2016

"Morte no Castelo" - Pearl S. Buck

Gosto muito dos livros escritos pela escritora Pearl S.Buck. Tudo o que inclua elementos da cultura oriental tem a minha atenção. Acho que é por isso mesmo que gosto tanto desta escritora. 

"Morte no Castelo" acaba por fugir ao que estava habituada, com Pearl S.Buck. A história decorre no tempo do declínio da nobreza inglesa, no primeiro terço do século passado. Gira em torno de um casal de nobres, Sir Richard e Lady Mary, que se vê obrigado a vender o seu castelo a um "novo rico" americano.  No entanto, este americano, não quer apenas comprar o castelo. Ele quer levá-lo, pedra a pedra, janela a janela, para o estado do Connecticut, nos Estados Unidos da América

No meio deste drama encontra-se Kate, neta do mordomo, que vê o seu papel de criada muitas vezes confundido com o papel de filha do idoso casal nobre. Kate, revoltada com a situação dos seus amos, tudo tenta para sabotar a venda do castelo a um americano com ideias tão disparatadas. No final, os seus sentimentos acabam por trair as suas intenções.

Este foi um livro que não me cativou por aí além. Acho que, comparado com as outras obras da escritora, "Morte no Castelo" acaba por ser um livro para quem procura algo mais leve. Deve ter dado algum gozo escrever algo assim "hollywoodesco", e acho que este é um caso de atípico de "o filme é melhor que o livro" (apesar de ainda não ter visto o filme). 

Outro problema com a leitura de "Morte no Castelo" é que a acção demora imenso tempo a principiar. Parece que andamos às voltas com assuntos que estão ali para "encher chouriços".

Apesar de todas estas duras palavras, é um bom livro para quem procure algo fácil de ler e carregado de clichés. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Ser séria.

Estou cansada de ser séria. Sinto falta das gargalhadas diárias, das conversas parvas, das discussões filosóficas. Tenho saudades dos verdadeiros escapes e estou farta de fazer pausas com livros, ou séries. São óptimos como escape da realidade, mas o que eu queria mesmo era que a realidade voltasse atrás no tempo.

Estes mil estágios de veterinária tem sido muito interessantes. Conheci imensa gente nova, graças a eles. Algumas pessoas espectaculares, outras nem por isso. Tenho aprendido imenso e a minha sede por saber sempre mais e melhor parece ter reaparecido, desde que comecei neste último local.

Ainda assim, dou por mim a desaparecer. Não consigo ser totalmente eu. É como se houvesse uma barreira que me impede de mostrar a minha parte cómica e genuína. Não percebo porquê que isto acontece. Começo a achar que afinal não sou tão segura de mim mesma como sempre achei que seria. Ou se calhar algumas pessoas intimidam-me...

Gostava de ter uma mini vila em que lá concentrasse apenas as pessoas com quem posso ser eu e que são elas mesmas comigo. Seria uma vila pequenina, mas acho que era a vila mais feliz de sempre. Não haveria expectativas, ou julgamentos de carácter. Podia-se falar de tudo e mais alguma coisa, sem ter medo de ferir susceptibilidades, ou de ofender alguém. Não havia espaço, para os falsos e amigos de conveniência. Esses não aguentariam as conversas francas e divertidas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Janeiro 2016 #VideosLOL

Resolvi criar o #VideosLOL, porque quem me conhece sabe que passo imenso tempo no Youtube. Como resultado, estou sempre a encontrar coisas extraordinariamente parvas, que me fazem muitas vezes chorar a rir, ou só sorrir. 

Aqui ficam as descobertas de Janeiro 2016:


Esta primeira sugestão foi descoberta por um amigo meu. Não me perguntei como. 
 

O Canal "College Humor" no Youtube tem uma série de vídeos inteligentes e engraçados. Depois tem alguns só parvos. Como este!  

Este vídeo é para as meninas que ficaram com vontade de aumentar os seios depois de lerem o meu post sobre maminhas grandes. Aviso já - this is some weeeeird shit!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Gatos, porque sim.

Quem me conhece sabe que adoro gatos. Para mal dos meus pecados tenho um namorado alérgico. Fico triste, porque não vou poder ter estes seres maravilhosos, quando crescer. Ainda vivo com a esperança de que esses espirros e comichões sejam meramente psicológicos, ou que passem com terapia de choque (muahahah!).

Ainda assim, fico feliz que ele nunca me tenha pedido para escolher entre ele e os gatos. A última pessoa que me fez escolher não ficou contente com a opção e a coisa não durou muito mais tempo...ups!



Porquê gatos e não cães? 

Para começar não gosto de comparar, porque gosto dos animais pelo individuo que são e não pela espécie, ou raça. Conheço gatos extremamente agressivos e mal-criados e outros que são muito dóceis. O mesmo para os cães. Adoro a minha cadela, mas a ligação que tenho com ela é muito diferente da que tenho com os meus gatos. A minha cadela, e os cães no geral, serão sempre uma eterna criança; a felicidade dela depende de mim. Depende da minha presença e das recompensas que lhe dou, comida, mimo, ou brincadeira, seja o que for.  



Com os gatos é diferente. Quando estou com eles não estou preocupada se precisam de ir à rua, se precisam de brincar, ou se querem comida. É uma ligação confortável e entre iguais. Não existe dominância, ou submissão. Não existe vontade de agradar. Eles são aquilo que querem ser e para quem querem ser. Aliás, quem tem gatos sabe que são eles que nos escolhem e não o contrário. Há sempre alguém em casa com quem eles passam mais tempo.

Acho que é o nosso desejo por amor imediato, que acaba por fazer com que a maior parte das pessoas não compreenda os gatos e acabe por preferir os cães. Talvez isso aconteça por estes serem mais directos e mais exuberantes nas suas demonstrações de lealdade e carinho. É por isso que quando alguém me diz "Não gosto de gatos." eu escolho perguntar "Mas, já tiveste algum?". Na maior parte das vezes a resposta é que nunca tiveram, ou que tinham um cá fora no jardim.



Para se gostar de gatos é preciso conhecê-los. Aprender a ler nas entrelinhas e a descodificar aquela forma particular e individual de nos amar e de interagir connosco. 

Preferi falar de gatos no dia dos namorados, porque se, no pior dos casos, acabarem umas velhotas/es cheias/os de gatos, fiquem a saber que há casos em que eles serão muito melhores companheiros que uma "pessoa de verdade".







 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

"Coraline", Neil Gaiman

Ultimamente não me apetece "pensar". Isso faz com que só ande a ler literatura infanto-juvenil. Digo isto em tom triste, mas nunca arrependido; tenho descoberto coisas engraçadas, que não tive a oportunidade de ler enquanto criança, mas que teriam valido a pena.

Se houvesse um Stephen King, para crianças seria Neil Gaiman.

Este "Coraline", de Neil Gaiman é um livro com uma aura um bocado obscura,  aliás, como o outro livro que já li deste autor, e que pode assustar as crianças mais sensíveis. Para mim foi uma delícia lê-lo. Manteve a minha curiosidade acesa, mesmo depois de já ter visto o filme de animação baseado nesta história. 

Coraline, é uma criança solitária sem nada para fazer no tempo das férias de Verão. Com uns pais viciados em trabalho e pouco dados a carinhos, Coraline procura ocupar o seu espírito aventureiro, mas cedo se aborrece. Começa a magicar sobre o que estará do outro lado de uma porta em sua casa, que está sempre trancada. Quando finalmente a consegue abrir, descobre que do outro lado está apenas uma parede de tijolos. Intrigada com tão estranha descoberta, Coraline abre novamente a porta e, para seu espanto, encontra com um longo corredor. Ao atravessá-lo, é transportada para um universo paralelo, onde à primeira vista tudo parece melhor do que no seu mundo; tem uns pais mais atenciosos e carinhosos, as vizinhas de baixo tem um grande talento para entreter as visitas e a comida do pai é sempre boa! No entanto, cedo começam a surgir pistas de que nem tudo é o que parece.

É um livro com o seu quê de surrealismo, escrito com a simplicidade cativante que caracteriza o autor, do qual estou a tornar-me uma grande fã! Recomendo para quem procura algo mais que um livro para crianças. Este vem com um cheirinho a terror.