domingo, 28 de maio de 2017

Uma série de divagações/frustrações



(CLIQUEM NO VIDEO EM CIMA, PARA BANDA SONORA DRAMÁTICA)

Volta e meia dou uma limpeza na lista de blogs que vou seguindo. Fico triste com a quantidade de blogs literários que se transformam em montras e perdem a sua verdadeira identidade. Talvez eu seja na realidade uma miúda com a "puta da mania", mas já lá vai o tempo em que queria sacar livros às editoras (consegui uma, ou duas vezes). Claro que, quando escrevia o que realmente achava do livro era o fim do negócio. Sou péssima a lamber cus e a engraxar sapatos. 

Também não interajo muito no mundo dos Blogs. Deve ser por isso que por aqui também não há muita interacção. Agradeço a quem vai passando. Gosto sempre de ir espreitar com regularidade o Desabafos Agridoces da Sara e leio uma série de posts do Man's Repeller. Realmente sou pouco interactiva. Devo ser um bocadinho self-absorved (nem nisso sou original...).

Damn! Se eu soubesse que a vida de adulta ia ser assim, teria dito ao meu eu criança, para se deixar estar e não querer crescer tão depressa. Quando der por mim, vou estar a ter um bebé, para tentar criar alguma emoção na minha vida. Bem, dramática continuo a ser. 

Ah e tal há que encontrar equilíbrio no dia-à-dia. Porque a viagem é que é a felicidade, diz quem é rico e quer manter o povo controlado e satisfeito com a sua mediocridade. Desculpem a acidez do post de hoje. Deve ser do tempo, ou do meu ciclo menstrual, mas estou cansada de ouvir que há fases da vida assim. 

Ontem dei de caras com gravações que fiz quando tinha 13 anos. Aquilo era genial. Uma série de filmes com enredos clichés, Barbies e Action Men's nos papeis principais. Para onde é que foi aquela criatividade toda?! Um dia, quando atinar com o Adobe Premier tenho de publicar aquilo no Youtube. 

E o meu plano para conquistar o mundo? Tinha tantos! Um deles incluía criar rebuçados Mentos individuais. Seria genial. Claro que alguém se antecipou. Também ia ser realizadora de filmes da National Geographic. Hoje nem a reciclagem faço e conduzo um Nissan Almera de alta cilindrada. QUEM SOU EU?! O que fizeram comigo?!

Podia culpar o facto de não ser feliz à minha condição de ser mulher. Afinal seria tão mais fácil desapontar as pessoas se fosse um homem. Era só fazer acontecer. As pessoas nem iam julgar. Queria deixar a veterinária depois de 7 meses de trabalho? Força aí! Vai dar a volta ao mundo e tirar fotografias. O teu relógio biológico não interessa. Podes perfeitamente ficar para tio. É aceitável. 

E se eu deixasse veterinária o que quereria ser? Mas isto parece tão familiar. Foi assim, quando deixei as Belas Artes...se calhar o problema não é o trabalho. O problema sou eu. 

Não faço puto ideia o que ando a fazer com a minha vida. Alguém faz?! Se tiverem um tutorial enviem o link nos comentários em baixo. 

Atenciosamente,
Luisa. 



segunda-feira, 8 de maio de 2017

"Genius" - Série Televisiva

Já aqui falei sobre a série televisiva "The Crown", que dramatiza a história de bastidores do reinado da rainha Isabel II de Inglaterra. Pois, parece que este ano vou continuar com as séries biográficas. 


"Genius" retrata a vida de Albert Einstein. À semelhança de "The Crown", as cenas são também apresentadas de forma dramatizada, onde existe espaço para especulação. Claro que se nota que o orçamento para esta série televisiva da National Geographic não é sequer metade do que foi utilizado em "The Crown". A semelhança entre as duas series televisivas é apenas a de serem duas "biopics".

Mas afinal quem era Einstein, o génio? Em primeiro lugar era um ser humano. É esta parte humana do génio, que surge em primeiro plano. O espectador é confrontado com cenas de Einstein jovem e o cientista numa fase mais tardia da sua vida. Não tenho bem a certeza que esta forma de apresentar a história me agrade, mas acaba por ser interessante ver como, apesar de decorridas décadas, os seus valores da personagem se mantém. 


As escolhas dos actores também tem levantado alguma polémica. Seleccionaram um actor que se nota ser inexperiente, para o papel de jovem Einstein (Johnny Flynn) e um senhor actor para o Einstein mais velho (Geoffrey Rush). Se calhar esta escolha foi propositada. Acaba por funcionar, porque a ingenuidade de Fynn transparece de certa forma na personagem e a experiência do icónico Geoffrey Rush reflete-se num Einstein mais velho e mais confiante. 
 

Apesar de ainda só existirem dois episódios, fiquei surpreendida com a forma como a actriz Samantha Colley interpreta de forma tão intensa a personagem de Mileva Maric. Acho que para já foi o talento revelação da série. Posso estar enganada, uma vez que não sou expert no assunto, mas Genius vai abrir-lhe muitas portas. A actriz brilha no segundo episódio, onde o papel da mulher na sociedade cientifica é abordado. É incrível observar o quanto o papel das mulheres na sociedade mudou. Estamos tão habituadas a ter o nosso lugar como garantido. Há 40 anos atrás onde é que me levariam a sério se dissesse que queria ser veterinária? 



Espero não me desiludir com esta série e recomendo que experimentem! 




domingo, 7 de maio de 2017

O que se passa?

Ultimamente tenho andado sem inspiração, ou vontade de fazer seja o que for. Sempre fui um bocadinho depressiva e tenho de ter cuidado com isso. Mas, há algo que me começa a acontecer; começo a achar a Internet um sitio cansativo. 

Antes de começar a trabalhar passava horas seguidas no computador. Havia sempre algo mais para ler, para ver, para aprender. Hoje aborreço-me facilmente, passo dias seguidos sem ligar o PC (ajuda ter um telemóvel bom) e não consigo ter uma opinião sobre nenhum dos assuntos actuais, porque ouvir falar deles é exaustivo e a minha opinião é só mais uma no meio de mil. É quase como se sentisse vergonha de ter uma opinião, porque vai ser o eco de muitas outras. 

É um defeito grande. Sempre tive esta tendência para querer ser única e especial e a realidade é que só isso não chega. É preciso ter um destino em mente e ignorar o que os outros pensam de nós pelo caminho. Porque é difícil ser única e especial, quando estamos a tentar agradar a toda a gente.

Talvez este seja o ano em que aprendo finalmente a dizer não. 




domingo, 23 de abril de 2017

"13 Reasons Why" - série televisiva

Nas últimas semanas "13 Reasons Why" (13 Razões Porquê), a série baseada no livro homónimo do escritor Jay Asher, tem vindo a dar que falar. Esta série televisiva, a cargo da Netflix, conta a história de Hannah Baker, uma adolescente que comete suicídio e deixa um conjunto de 13 cassetes, onde fala de 13 pessoas diferentes que contribuíram para a sua morte.


O protagonista da série é Clay Jensen, a cassete número 11. É através da experiência dele que ficamos a conhecer toda a história. Percebemos o que ele sente e a forma como interpreta cada episódio. Começamos a descortinar uma série de segredos que assombram a aparentemente inofensiva escola secundária Liberty High. 

Uma das principais críticas associada a este livro/série é que atribui ao suicídio um certo glamour, colocando em risco a vida de adolescentes que se encontrem numa situação semelhante. No entanto, não consigo deixar de discordar. Penso que a principal intenção do escritor seria chamar a atenção para a forma como tratamos as pessoas que nos rodeiam. E não interessa se é na escola secundária, ou no nosso local de trabalho. É complicado sabermos o que se passa na vida das outras pessoas. O impacto que as nossas acções e palavras têm não é medido. Por vezes é difícil sair da nossa bolha de egoísmo e de conforto. É mais fácil julgar rapidamente. Não tentar entender. Dou por mim a fazê-lo a toda a hora.


Mas isto é válido para ambos os lados; Hannah Baker também não foi capaz de olhar muito além da sua bolha. Não pensou nas consequências da sua morte para aqueles que a amavam. Mas claro que para alguém deprimido é difícil conseguir fazê-lo. E num mundo onde o contacto é cada vez mais virtual e menos "físico", onde os casos de depressão são cada vez mais numerosos, é importante existirem profissionais formados para dar resposta. Mais psicólogos nas escolas, menos preconceito contra a doença mental, por exemplo.

Apesar de parecer uma série para adolescentes, 13 Reasons Why, vale a pena ser vista por toda a gente. Aborda vários aspectos da nossa sociedade que são tópicos sensíveis e até bastante complexos. Não é uma série que glorifica o suicídio. Todo o glamour que possa existir é destruído, quando vemos o episódio em que a Hannah se suicida. Para mim, foi a parte mais intensa de toda a série. Normalmente estou habituada a ver cenas de corpos encontrados, após suicídio. Ali vemos tudo a acontecer, o desespero que é necessário, as pessoas que saem magoadas. O match e o aftermatch.

Além do que já disse, a banda sonora é genial. Recomendo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Baú dos Livros no Youtube!

Long time no see! Que é como quem diz: há muito tempo que não dizia nada! 
Tenho andado numa busca por equilíbrio na minha vida que me está a deixar mais desequilibrada a cada dia que passa...Maaaas, como a vida de cada um tem as suas particularidades, não vim aqui para me lamuriar, mas sim para revelar a criação do canal de Youtube do Baú dos livros!

Para já ainda só conta com um vídeo de qualidade duvidosa acerca do livro "Malinche" da Laura Esquivel, mas espero com o tempo e experiência ir mudando a qualidade da edição e também do próprio conteúdo. 

Espero que gostem e que subscrevam o canal, para irem acompanhando a evolução! Em breve irão ser publicadas novidades fresquinhas relativas a um passatempo associado ao canal! (Aguardem...)