sábado, 5 de fevereiro de 2011

Primeiro aniversário do Baú dos Livros!

Hoje o blog faz um ano! Sinceramente não esperava mantê-lo durante tanto tempo. Já tive vários blogs antes deste, mas nunca consegui manter-me activa e esses blogs acabavam por cair no esquecimento. Parece que finalmente encontrei um tema! Todos os dias venho aqui, e todos os dias visito blogs vizinhos que me inspiram a continuar a partilhar opiniões e sonhos.
Para este novo ano pretendo introduzir neste cantinho do ciberespaço um novo tema, para além dos livros. No entanto, esse é um assunto que ainda está em estudo.
Muito Obrigada a todos aqueles que acompanham o blog. Sem vocês eu já teria desistido há muito tempo!


Resultado - Primeiro Aniversário, Primeiro Passatempo!

O número de participação sorteado foi 5, correspondente ao participante António Alves!
Muitos parabéns!

Aqui está a solução para as questões colocadas:

-Qual o ano da primeira edição desta obra? 1895
-Quem são os Elóis? São pacíficos descendentes dos humanos que vivem, aparentemente, num mundo paradisíaco, sem qualquer tipo de preocupações.
-De que se alimentam os Morlock? Alimentam-se de Elóis.

Muito obrigada a todos os participantes!O blog promete novos passatempos e novas oportunidades para breve!
Boas leituras!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Primeiro Passatempo quase no fim!

Não se esqueçam que termina hoje às 23h.59min o prazo de participação no primeiro passatempo do blog! Não percam a oportunidade de ganharem um dos clássicos da ficção científica:


Booking Through Thursday - 1

Para aqueles que não conhecem, o BTT (http://btt2.wordpress.com/) é um blog que todas as quintas lança uma questão relacionada com livros. Apesar de já conhecer a iniciativa há algum tempo, nunca tinha participado, mas esta semana a questão colocada despertou o meu interesse:

I am paraphrasing from a friend’s Facebook wall her question:
“How would a teen-age boy who is going to work with his hands ever use Literature of England in his work?”
The age-old “How am I going to use this in real life?” question. How would you answer it?

Traduzindo para português resumido: Como é que aquilo que lê-mos pode ser aplicado no nosso dia-a-dia?

Esta não é uma questão fácil, mas vou dar o exemplo de um caso que aconteceu comigo. Estávamos numa das minhas primeiras aulas da universidade e a disciplina chamava-se “Técnicas da Comunicação”. Era uma disciplinazeca que valia dois créditos e, como tal, não nos era exigido grande esforço. A professora propôs a elaboração da interpretação de um livro, conto ou mesmo de um artigo de jornal. Juntei me ao meu novo grupo de trabalho, e como nem toda a gente gostava de ler, resolvi sugerir um conto de Sir Arthur Conan Doyle com uma aventura do famoso Sherlock Holmes, por ser uma personagem conhecida e fácil de ler. Qual o meu espanto, quando uma das raparigas perguntou quem era esse tal Sherlock “ou lá como se diz”!
Senti-me não apenas espantada, mas irritada! Como era possível uma rapariga que estava no 1º ano da universidade não saber isso?!

Por isso, e tendo por base o que acabei de relatar, os livros são importantes na vida real, não apenas por uma questão de aprendermos mais sobre novos assuntos, mas também porque mesmo que uma pessoa não goste de ler, o seu dia-a-dia estará repleto de referências à literatura, que nos passam completamente ao lado, quando o nosso conhecimento nessa área é nulo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Livros da livraria ou dos hipermercados?

Hoje, enquanto passeava com o meu namorado pelo shopping, entrei no hipermercado e pus-me à procura de um livro pelo qual sinto alguma curiosidade. Esse livro estava disponível e custava doze euros. Mais tarde, quando entrei na Bertrand procurei o mesmo livro e encontrei-o, mas o seu preço era de vinte euros.

Mas que é que se passa?! Querem fazer das pessoas burras?

A única coisa que a Bertrand tem, que o hipermercado não tem, é o cheirinho a livros novos, que, a meu entender, não chega para fazer as pessoas comprarem o mais caro em tempo de crise.

Cada vez sinto mais que a indústria dos livros nos anda a querer enganar. Primeiro com os marcadores de livros pagos, e depois com os preços super altos relativamente aos hipermercados.

Será que agora há linha branca dos livros, e que a única diferença é que vem sem cheiro característico?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Misery" - Stephen King

Publicado em 1987, “Misery” ganhou o prémio “World Fantasy Award for Best Novel” em 1988, sendo, posteriormente, feita uma adaptação do romance à grande tela.


A história narra o desespero, a frustração e a revolta de um célebre escritor de romances chamado Paul Sheldon, quando, após um grave acidente de automóvel, é salvo e aprisionado pela sua psicótica fã número um, Annie Wilkes.
É por volta da altura em Paul é raptado, que o seu último romance chega às lojas. Annie lê imediatamente livro e descontente com o final, no qual sua heroína morre, demonstra pela primeira vez o seu comportamento psicótico, abandonando Paul, completamente inválido, durante uns dias, como castigo pelo que faz à sua personagem favorita.
Mais tarde, e após mais sofrimento, crueldade e tortura, Annie obriga Paul a recriar o final do livro. Mas Paul esconde um trunfo e não pretende desistir facilmente da sua vila.

Curiosamente, este livro, que escolhi ao acaso na Biblioteca Municipal, é o mesmo que um dia comecei a ler na FNAC. Gostei muito da obra, apesar de, à semelhança de “Carrie”, apresentar descrições que por vezes são demasiado violentas. Um desses casos foi quando Annie cortou à machadada o pé de Paul. Fiquei com pesadelos durante dois dias, e penso que era desnecessária essa parte, pois Annie já era bastante assustadora, mesmo sem se servir do machado. Achei também particularmente interessante a descrição do processo criativo de Paul e das suas técnicas de escrita. Não pretendo ser uma escritora profissional, mas ter uma noção de como os escritores trabalham e tem ideias é sempre interessante.
Comparativamente a ao primeiro romance de King, “Carrie”, é uma obra que parece ter sido melhor trabalhada, o que se reflecte na capacidade de prender o leitor de transmitir suspense, medo e o desejo de saber como tudo termina. Recomendo para quem não tenha propensão a ter pesadelos. (5/7)