sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Untitled 1

Eli vivia num mundo à parte. Era uma daquelas raparigas de 14 anos, que espera por um príncipe encantado montado num corcel branco, que sonha em fazer uma grande viagem pelo mundo, conhecer povos e culturas diferentes, pintar lindas paisagens em aguarelas translúcidas. Mais do que tudo, sonha em ser livre para provar os sabores do mundo e da vida.



No entanto, no mundo em que agora vive, Eli nunca poderá realizar os seus sonhos. Pode dizer-se que esta jovem rapariga vive agora num lugar mágico, mas não com entusiasmo. Nada há de fantástico em viver num local esquecido. Em ter sido esquecida. Não, nada há de fantástico em ser uma gata doméstica. É isso mesmo que ela é. Um animal. Um animal irracional.


“Mas como foi que aconteceu?” Foi a pergunta que me ocorreu, quando me apercebi de que, de um momento para o outro, já não era um ser humano. A resposta é simples. As pessoas morrem.


A minha vida como humana foi curta. Vivia com os meus pais e o meu irmão mais novo nos subúrbios de uma pequena cidade do litoral do país, num apartamento nem muito grande, nem muito pequeno, nem muito bonito, nem muito feio. A minha família não era rica nem pobre. Éramos desafogados. Nos fins-de-semana passeávamos na praia, ou então fazíamos grandes jantares para toda a família. A minha mãe gostava de cozinhar e o meu pai animava toda a gente com a sua música dos anos 80. Na altura, eu não gostava muito dessas jantaradas. Agora sinto a sua falta.


Ia para a escola quando aconteceu.


Era uma típica terça-feira de Inverno. Decorria o mês de Fevereiro. Estava frio e um pouco enublado, e o vapor que eu expirava para a atmosfera fazia-me sentir quente e viva. Era agradável sentir o cheiro do ar da manhã. Frio e fresco, é como o recordo.


O caminho que eu usava para chegar à escola não era muito seguro. Usava-o apenas quando estava atrasada. Nesse dia, o despertador não tinha tocado. Estava muito atrasada. Enquanto acelerava o passo senti um movimento atrás de mim. Nunca gostei de me cruzar com estranhos. Aquele em particular fazia-me sentir arrepios. Acelerei. Porém, não era só uma pessoa que me seguia. Surgiram mais duas pessoas com um aspecto, no mínimo, duvidoso que subitamente pararam à minha frente. Sentia o meu coração a bater mais rápido. Algo não estava bem.


Quando os alcancei barraram-me o caminho. Agora estava mesmo assustada. Não tinha telemóvel e não passava muita gente por aquele caminho. Os três homens rodearam-me. Perguntaram-me se tinha horas. Automaticamente respondi que não. Era a verdade. Não tinha mesmo horas, mas os três homens não acreditaram. Esbofetearam-me e um deles retirou uma longa e afiada faca do cinto. Sei que era afiada, porque mais tarde, e depois de tentar escapar, fui esfaqueada 7 vezes. Não resisti. Não tinha sete vidas. Agora tenho.
(to be continued...)

"O Rapaz dos Olhos Azuis" - Joanne Harris

Mais uma vez a escritora de “Chocolate” conseguiu surpreender-me. “O Rapaz dos Olhos Azuis”, narrado sob a forma do blog de “blueeyedboy”, a personagem principal da história.
“Blueeyedboy” tem 42 anos e vive com a mãe, uma mulher manipulativa e agressiva, numa pequena vila denominada de Malbry. Contudo, não é isto que o torna fora do comum. Ele é sinestésico, isto é, possui um sentido super apurado. Vive preso ao passado, e as suas entradas no blog reflectem isso mesmo. Escrevendo ficção ou realidade, blueeyedboy vinga-se de todos aqueles que o atormentaram ou desprezaram em criança, assassinando-os.



Depois de ler várias obras desta autora pensei que não poderia voltar a surpreender-me. Enganei-me. Confesso que no início a história estava a ser um pouco aborrecida. No entanto, com o decorrer das páginas, o meu interesse foi aumentando até que no final ansiava por mais. Joanne Harris foi muito criativa ao criar uma fronteira muito ténue entre o real e o ficcional na história. Também gostei da forma como ela alternava ao longo da narrativa entre esses dois mundos, apresentando publicações no blog restritas (o que realmente aconteceu com a personagem principal) e públicas (o mundo ficcional da personagem) até que no final era difícil para o leitor distinguir esses dois mundos de “blueeyedboy”.


Misterioso e por vezes assustador. Acho que é assim que este livro pode ser descrito. Uma mistura da série “Dexter” com Joanne Harris. (5/7) 
O Rapaz de Olhos Azuis - www.wook.pt

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A internet

Desde que descobri a blogosfera tenho vindo a notar, que são inúmeros os blogs que alguns pais tem sobre os seus filhos.
Tudo bem que todos os pais gostem dos filhos e tenham orgulho neles, mas não acham que é inocência e até falta de cuidado expor as suas vidas na internet?
O que não falta por aí são tarados e toda a gente conhece a frase "Mais vale prevenir do que remediar".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ok..

Novo ano, vida nova. Ou então não.
No meu caso, quase todas as resoluções de ano novo, acabam por cair por terra. Não consigo seguir o plano. A preguiça é tão poderosa! O seu poder é tal, que numa questão de horas perco o entusiasmo que tinha, quando me propus a fazer algo, que, por alguma razão, me parecia espétacular.
Um exemplo desta luta interior contra a "Sra. Preguiça", acontece hà cerca de 4 anos. Todas as passagens de anos, como as minhas 12 uvas passas, peço os meus desejos e faço a minha lista mental de resoluções de ano novo. Todos os anos digo "vou escrever um diário", e todos os anos esse objectivo falha!
Por isso, vou fazer do "Baú dos Livros" não apenas um espaço para falar sobre livros, mas um local para falar sobre qualquer coisa. Uma espécie de diário. Como o "diário" do "blueyedboy", claro que menos trágico e psicopata e também mantendo os livros.

domingo, 2 de janeiro de 2011

"Sangue Felino" - Charlaine Harris

Traída pelo seu namorado vampiro de longa data, Sookie Stackhouse, empregada de bar do Louisiana, vê-se obrigada não apenas a lidar com um possível novo homem na sua vida (Quinn, um metamorfo muito atraente), mas também com uma cimeira de vampiros há muito agendada. Com o seu poder enfraquecido pelos estragos do furacão em Nova Orleães, a rainha dos vampiros locais encontra-se em posição vulnerável perante todos aqueles que anseiam roubar o seu poder. Sookie vê-se obrigada a decidir de que lado ficará. E a sua escolha poderá significar a diferença entre a sobrevivência e a catástrofe completa...


Depois do sexto livro da saga ter sido menos excitante que os anteriores, achei que este iria ser um pouco entediante. De facto, o livro é isso mesmo até mais de metade do volume. No entanto, tem um dos finais mais espectaculares de todos os livros da saga! Foi precisamente o final, e também a referência à história da vida humana da personagem “Pam”, que salvaram o livro. (4/7) 


Sangue Felino - www.wook.pt

sábado, 1 de janeiro de 2011

E aqui estamos!

E chegou 2011!

Primeira música do ano: "Telephone" Lady Gaga
Primeira comida do ano: uma batata frita
Primeiro chichi do ano: na sanita da minha avó
Primeiro beijinho do ano: ao pai
Primeiro filme do ano: "A Possuída" do Mestre Alves
Primeiro telefonema: ao namorado