segunda-feira, 12 de junho de 2017

Onde Enfardar em Vila Nova da Barquinha - #2 Recanto da Barquinha

Com o feriado do dia 10 de Junho, houve oportunidade para dar uma escapadela ao centro do país. Fui visitar as minhas amigas e aproveitamos para, entre outras coisas, almoçar fora e conhecer novos sabores. Optamos pelo restaurante O Recanto da Barquinha, uma vez que já era conhecido de uma das amigas do grupo e tinha opções vegetarianas. 



Recomendo que façam reserva prévia, principalmente ao fim-de-semana, já que o estabelecimento é bastante concorrido. 

Ao entrarmos no Recanto da Barquinha ficamos imediatamente espantados com a decoração muito peculiar; existem múltiplas peças representativas de várias culturas penduradas no tecto e nas paredes. É um festim para os olhos e apesar de o mobiliário ter uma cor escura, não falta luz (ainda que artificial) e a temperatura ambiente estava óptima. 



O cardápio reúne pratos tradicionais portugueses (o prato do dia era cozido à portuguesa), sabores indianos e sabores africanos. Além disso, tem uma série de bifes, por onde os mais esquisitos podem optar. Como estávamos numa de aventura, optamos por um almoço indiano. 

Os nomes dos pratos que escolhemos são difíceis de pronunciar e confesso que só fixei dois: o caril de gambas tradicional e o tikka masala de gambas. Além destes dois pedimos também um caril de frango e uma espécie de cabidela indiana, prato estrela do restaurante. Para entradas experimentamos as chamuças (para mim a vegetariana). Com limão ficavam um mimo!



Claro que partilhamos todos os pratos, de acordo com a ordem que o chefe nos aconselhou e com o cuidado de não misturar, para não destruir sabores. Adorei o tikka masala e o caril de frango. Tinham ambos sabores adocicados e eram muito suaves, cada um à sua maneira. O caril de gambas tinha coentros, erva de que não sou grande apreciadora...e claro que cabidela não é muito a minha cena, mas quem provou adorou. 


Foi um belo repasto que durou até ás três da tarde e que terminou com um conjunto de saborosas sobremesas. 

Se algum dia visitarem Vila Nova da Barquinha, fica aqui a sugestão!


domingo, 11 de junho de 2017

Recuso-me a Eutanasiar Cães Perigosos

Na semana em que houve grande falatório sobre o ataque do Rottweiler a uma criança em Matosinhos, apareceram pelo menos duas almas iluminadas na clínica a quererem agendar eutanásia para os seus cães agressivos. Nenhum dos animais era nosso cliente e eu não conhecia as senhoras de lado nenhum. 

Forneci-lhes o contacto de dois treinadores e referi que caso não quisessem tentar o treino, deveriam consultar a médica municipal. 

Fico triste com a facilidade com que as pessoas desistem dos próprios animais. Nenhum animal é agressivo só porque sim. Tem de haver ali algo que falhou e, na maior parte dos casos, é falta de conhecimento do dono em relação à linguagem do seu animal. Não há entendimento e consequentemente há medo e agressividade. Mais uma vez, talvez estes problemas resultem do impulso em ter animal sem preparação prévia, da maior parte das pessoas. 

O que eu condeno é nem haver uma tentativa de correcção da relação pessoa-animal. E recuso-me a eutanasiar um animal porque o dono não quer tentar nada. Eu não sou nenhum carrasco e custa-me todas as vezes que tenho de colocar um fim à vida de algum ser vivo!

sábado, 10 de junho de 2017

Nazi das adopções

Toda a gente tem o direito de adoptar um animal. No entanto, nem toda a gente devia poder fazê-lo. 

Já tive esta discussão com várias pessoas. A maior parte das que trabalha com animais/associações, normalmente, concorda comigo. No entanto, quem não lida directamente com o flagelo dos animais abandonados/mal-tratados, discorda várias vezes. É nessas alturas que me sinto a nazi das adopções!

Quase todos os dias aparecem na clínica pessoas que tem uma "praga" de gatos/cachorrinhos em casa. Começaram por ter uma gatinha/cadelinha, que depois "emprenhou" uma vez, duas vezes, três vezes...Normalmente vem lamentar-se que tem muitos gatinhos/_cachorrinhos e que andam todos por lá e vem pedir a pílula para dar às gatas/cadelas (um dia escrevo aqui os malefícios e riscos da administração da pílula). Normalmente estas pessoas nunca levam os animais ao veterinário, ou só o fazem quando os animais já estão todos minados e eles já tentaram de tudo antes. Tudo porque é caro ir ao veterinário. Que se lixe o bem-estar dos bichinhos!

Depois há as famílias que dão às crianças um gatinho, ou um cãozinho. O problema surge, quando percebem que dá trabalho educar os animais e os filhos perdem o entusiasmo e deixam de "ajudar". O animal estrago tudo. O animal faz barulho. O animal tem de ir à rua. O animal não é um peluche. O animal tem de ser "arrumado"/despachado. 

Não se esqueçam também daqueles que arranjam aquelas raças exóticas: persas e spitz. Pêlos tão fofinhos!!! Mas que muitas vezes chegam até nós para tosquias a máquina zero, porque em casa toda a gente se está a marimbar para o coitado do bichinho. Aparecem com nós que causam feridas na pele e, em casos extremos,  impedem os animais de defecar e urinar de forma conveniente. Uma verdadeira vergonha. "AH ele está assim porque ontem fugiu de casa e andou no jardim..." Sim, e nós nascemos ontem. 

E com estes três exemplos eu deixo aqui a minha opinião "nazi" - só deve ter animais, quem tenha dinheiro e tempo para cuidar dele. Se não tem dinheiro para poder oferecer comida de qualidade mínima e cuidados de saúde básicos, não tenham animais. 

Realmente o nosso estado português está muito atrasado no que diz respeito aos cuidados com os animais. Fomos dos primeiros a proibir a pena de morte de seres humanos, mas só no século XXI é que começamos a aplicar leis, que protegem os nossos animais. Proibiu-se o abate em canil, mas não se incentivou ou subsidiou a castração dos animais de companhia das famílias portuguesas. Resultado: temos os canis cada vez mais cheios, onde os animais se matam por falta de espaço. Bela lei essa. Não oferece solução, apenas cala os pseudo-defensores dos animais, que não tem noção do que realmente se passa e que pensam que proibir o abate resolve todos os males. Devíamos ir à raiz do problema. O estado deveria tornar obrigatória a castração dos animais adoptados e deveria oferecer apoio às famílias carenciadas. 

Enquanto isso não acontece, não tenham animais se não puderem suportar os custos! 

Ass - A Nazi das Adopções.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

A conversa dos desparasitantes externos

Em primeiro lugar: diz-se DesparaSITANTE e não DesparaTIZANTE. Os animais desparasitam-se e não se desparatizam! É tão rara a pessoa que diz esta merda direita! E mesmo depois de eu repetir como se diz as pessoas não atinam. Pior que isto só mesmo dizer goleira em vez de coleira...Não percebo porquê que "O Bom Português" da RTP1 ainda não pegou nisto. 

Uma das razões pelas quais as pessoas vem com frequência ao veterinário é precisamente para desparasitar os animais e para se informarem sobre o que existe. Esta é daquelas conversas que eu repito mil e quinhentas vezes até ficar maluca. Por isso aqui fica a conversa:

- Que opções é que existem no mercado em termos de desparasitantes externos? 

R - Basicamente o spray, as pipetas, as coleiras e os comprimidos. 

- Quais devo utilizar?

R - Dependerá do estilo de vida do animal, da estação do ano e da sua carteira. Os desparasitantes externos protegem contra pulgas, carraças, ácaros, mosquitos e moscas. Alguns deles não funcionam para estes parasitas todos e por isso é que a escolha irá depender do estilo de vida do animal e da estação do ano. 

- O que fazem as pipetas?



R - As pipetas são aplicadas na pele do animal e normalmente são eficazes contra pulgas, carraças e mosquitos durante um período de 15 dias a um mês. Existem variações no espectro de acção. Algumas marcas não funcionam contra o mosquito, o que é critico no caso dos cães portugueses, por causa de uma doença chamada Leishmaniose, que é transmitida precisamente pela picada destes insectos; outras marcas só funcionam contra pulgas, o que é mau para animais que andem cá fora, uma vez que estão em risco maior de apanharem carraças, por exemplo. Além da desvantagem de terem de aplicar pelo menos uma pipeta por mês, a aplicação da mesma só pode ser feita com um intervalo de 3 dias em relação a banhos, ou idas ao rio/mar. Isto é, se colocarem a pipeta no vosso animal, só podem dar-lhe banho passados 3 dias e só podem colocar a pipeta, passados 3 dias do banho. Caso ignorem o intervalo, estão a deitar dinheiro fora, uma vez que a pipeta não é eficazmente absorvida pelo organismo do animal. Outra coisa muito importante -  NUNCA USEM PIPETAS DE CÃES EM GATOS! Os gatos são intolerantes a um componente que existe na maior parte das pipetas para cães e podem morrer caso vocês se enganem, (ou o farmacêutico seja um ignorante e decida vender-vos isso à mesma). 

Aplicar o conteúdo da pipeta em vários pontos do dorso do animal, em caso de peso superior a 15kg.


- O que fazem as coleiras?

R - Neste momento existem essencialmente duas marcas de coleiras de uso veterinário - a Scalibor e a Seresto. É destas coleiras que falo. As restantes que existem nas lojas dos chineses e afins não conheço e não acho que sejam a melhor opção. Na minha opinião, apesar de serem um investimento mais concentrado (porque se somarem o preço da pipeta mensal, vai dar ao mesmo), as coleiras são a melhor opção do mercado português. Não permitem falhas no que diz respeito a esquecimentos por parte dos donos, não há preocupação com dias de chuva, banhos, ou idas à praia/rio, e protegem contra praticamente todos os parasitas (embora exista alguma controvérsia, se a Seresto protege contra as picadas de mosquitos, ou não). A única desvantagem, particularmente da Scalibor, é que apenas protege contra pulgas durante 4 meses, protegendo contra os restantes parasitas (carraças e mosquitos), durante 6 meses. A minha recomendação é que a coloquem no inicio do Verão, uma vez que passados 4 meses será Outono e o tempo estará mais frio, logo a probabilidade de apanharem pulgas será menor. Se quiserem mesmo jogar pelo seguro, apliquem a pipeta para pulgas nesses últimos dois meses de acção da Scalibor. Relativamente à coleira Seresto, a protecção garantida é de 7 a 8 meses. Esta última existe tanto para cão, como para gatos, sendo a Scalibor exclusiva para cães.


- O que fazem os comprimidos?

R - Os comprimidos são úteis particularmente em cães que passem muito tempo dentro de casa e que convivem com gatos, ou que tomam muitos banhos. Normalmente tem um sabor agradável e podem proteger apenas contra pulgas e carraças, ou incluir no espectro alguns parasitas internos. Há também indicação, dependendo da marca, para uso do comprimido, em animais que sofram de sarna, ou convivam com pessoas alérgicas a ácaros. Nos países nórdicos o comprimido praticamente substitui a pipeta. Contudo, sendo o nosso país endémico para a Leishmaniose eu só o recomendo nos meses mais frios do Inverno (Dezembro, Janeiro e Fevereiro), porque NÃO PROTEGE CONTRA PICADAS DE MOSQUITO. Também o utilizo em animais muito velhos, cuja probabilidade de virem a morrer de Leishmaniose é super reduzida (tipo maiores de 15 anos). A periodicidade de administração do comprimido varia entre uma vez por mês, ou de 3 em 3 meses, dependendo mais uma vez da marca.



Por último, o spray está reservado para aplicação em bebés (gatinhos e cachorrinhos) com menos de 1,5kg. 

E é esta conversa que eu tenho vezes sem conta com os donos, quando me perguntam qual a melhor opção!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sou péssima a gastar dinheiro

Sou péssima a gastar dinheiro. Primeiro porque não tenho assim tanto; segundo, porque quando o tenho sinto-me culpada em gastar em coisas, que daqui a uns anos não servem para nada. A minha mãe já me acusou de ser uma forreta de primeira. Não sei quando é que fiquei assim... 

Esta inércia monetária só desaparece na altura de comer e viajar. Acho que são as únicas ocasiões onde não me interessa se vou ter de gastar algum. Também gosto muito de comprar presentes para outras pessoas. 

O problema aparece, quando quero comprar algo para mim mesma, ou para a nossa casa (que não seja de comer)...primeiro sinto que tenho de fazer um estudo de mercado e mesmo fazendo esse estudo, na maior parte das situações, acabo por perguntar: "preciso mesmo disto?" e a resposta é quase sempre "não". Acabo por não comprar roupa até ter as cuecas e meias rotas, e acabo por ter a casa tão decorada, como quando viemos para cá viver (há 4 meses atrás). É triste.

Esta pressão para gastar e ter mais coisas deixa-me deprimida. Sinto que, mais uma vez, não me encaixo. Eu não quero mais coisas, porque sei que depois de as receber, há uns dias que sinto aquela felicidade de "aquisição de coisas novas" (como nos Sims), mas depois torna-se banal. É só mais uma coisa no meio de mil. 

Mesmo em relação a livros, é muito raro comprar algum. A maior parte dos que tenho foram oferecidos e os que quero normalmente encontro na biblioteca municipal, ou no "mercado negro online". Ainda assim, devem ser dos poucos objectos que talvez passasse a comprar sem me sentir culpada. Afinal de contas, se não fosse a colecção gigante de livros que os meus pais juntaram, talvez eu nunca tivesse tomado o gosto pela leitura? 

Quem sabe...agora que sou independente, posso fazer o que quiser com OS MEUS euros! 

Ahaha! Como nos enganam...






quarta-feira, 7 de junho de 2017

Diário da (pseudo)Princesa #1

Estes dias andava a arrumar tralhas e dei de caras com os meus diários. Como verdadeira fã da Meg Cabot e da mítica saga literária "O Diário da Princesa", o meu eu de 12 anos tinha que ter escrito um diário. Achei o conteúdo daquilo tão hilariante, que tenho de partilhar aqui no Baú dos Livros aqueles desabafos naquela que será a crónica semanal "Diário da (pseudo)Princesa".


Dia 08 de Agosto de 2002

A partir de hoje vou escrever aqui o meu novo "capítulo":

A Adolescência

Pois é... estou a crescer e ninguém o pode impedir...só a morte...
Bem, vou começar por falar de mim: Tenho 12 anos e faço anos dia 31 de Dezembro, passei para o 8º ano de escola.
Fisicamente sou...gira?! Não eu diria que sou muito bonita...OK eu sou convencida!
Tenho cabelo e olhos castanhos. Tento manter o meu peso de 48kg. Não me perguntes que altura tenho porque não sei...
Pessoas que eu ademiro: 

- Josh Hartnnet - é um bom actor e...é uma bomba.
- Michelle Branch - canta bem e é o meu nome virtual na cidade da malta...lolol! (É verdade eu gosto de navegar no site www.cidadedamalta.pt)
- Navegantes da Lua....ah!ah! Adoro quando se transformam!
- Sakura 

Neste momento não me lembro de mais. 

Hoje vou ao Norte Shopping no Porto. 


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Como é que eu não havia de sofrer de algum bulling?! Bem, eu era uma criança bem estranha e dava muitos erros. No fundo só queria ser amada...se me perguntarem porquê a culpa é da quantidade de porcarias que via na televisão e lia nos livros. 

E pleaaaase! O Josh Hartnett é tudo menos uma bomba e um bom actor! Onde é que eu tinha a cabeça?! E é engraçado ver como as pessoas que eu admiro nem são bem pessoas...

Esperem pelo próximo episódio...há mais tesourinhos deprimentes para desvendar.