domingo, 8 de janeiro de 2017

Playlist 1.12 Dezembro 2016

E como não podia deixar de ser...aqui ficam as últimas descobertas da banda sonora de 2016:

"Tokyo Sunrise" da LP - Desconhecia esta artista (sim, é uma mulher), até ouvir o tema que passa na rádio portuguesa, chamado "Lost on You". A primeira vez que a ouvi achei que era a Gwen Stefani...neste Tokyo Sunrise não tem nada a ver com a Stefani, mas vão perceber as semelhanças no outro tema. Recomendo que vejam os vídeos ao vivo. Esta "miúda" tem garra!



"Let's Hurt Tonight" dos OneRepublic - Gosto sempre dos novos singles dos OneRepublic. Podem ser das bandas mais comerciais, mas como já disse aqui, não me interessa! Este single faz parte da banda sonora do filme "Collateral Beauty". O filme tem um elenco com actores e actrizes de quem gosto, como o  Edward Norton, Kate Winslet e a Keira Knightley. Talvez vá ver ao cinema...talvez. 



"Drinkee" dos Sofi Tukker - Esta música é super básica, mas dá todo um novo estilo a uma pessoa. Ponto final.  

 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Um 2016 infantil....

Se vocês forem como eu, já estão fartos de ler balanços sobre o ano de 2016 e o top x e y dos melhores e piores livros que a malta leu. Mas no fundo, o meu cantinho funciona mais para mim do que propriamente para vocês (não querendo menosprezar as vossas valiosas e sempre interessantes intervenções) Por isso, e para mais tarde recordar, quero fazer uma pequena divagação sobre os livros que li durante 2016.

Há vários anos que não lia tão pouco, como o que li durante 2016. Quantidade não é tudo (como já referi anteriormente), mas fazendo um pequeno balanço, reparo que li muita coisa infanto-juvenil, à partida coisas menos volumosas...Ainda assim descobri autores como o clássico Roald Dahl e o imaginativo Neil Gaiman. Terminei as aventuras de Percy Jackson e explorei o primeiro capítulo de "A Bússula Dourada", de Philip Pullman. 

Numa faceta mais adulta, ri-me às gargalhadas com os livros de Bridget Jones e foi-me impossível não ler de rajada todos os olumes. A ida ao cinema para ver o terceiro filme foi também super engraçada, principalmente por obrigar o namorado a ir e ele ter acabado por (ainda que sem confessar) se ter divertido com aquelas palhaçadas típicas de Jones.

Destaco ainda o livro "A Vida Secreta das Abelhas" pela impressão tão forte que acabou por deixar. É tão bom quando um livro nos surpreende assim...Também li o "As Memórias das minhas Putas Tristes" do Gabriel Garcia Marquez. Lindo. Tenho até receio de me aventurar em "críticas" a tão genial escritor...

O facto de ter lido menos teve sem dúvida a ver com a quantidade de tempo que tudo o resto (vida profissional e social) exigiu de mim. A própria quantidade de posts de opinião literária tiveram uma quebra acentuada, uma vez que a inspiração para os mesmos tardava em aparecer. 

Este ano quero continuar a ler, ao meu próprio ritmo. Explorar novos autores e terminar algumas sagas que comecei em anos anteriores. Desejo a toda a gente que por aqui passa um excelente 2017 e que seja repleto de energia positiva e felicidade! Obrigada por estarem desse lado! (até pareço uma locutora de rádio...sqn!) 

 


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Balanço Anal. Ups! Anual!

Chegou aquela altura do ano em que começamos a pensar naquilo que conseguimos fazer em 365 dias e no que ficou por fazer. No meu caso, 2016 foi um ano de muita mudança e crescimento profissional!

Janeiro começou comigo desiludida com o estágio em Bovinos. Felizmente, seguiram-se 3 meses super especiais no Reino Unido, onde andei entusiasmada com as viagens pela Escócia e o contacto com uma cultura e um estilo de vida bem diferentes do nosso. Foram três meses em que aprendi imenso e nos quais que percebi o quão rico é o nosso Portugal. Gostei imenso da Escócia, principalmente da fauna e flora deslumbrantes, mas ao terceiro mês já estava no limite! Quando voltei lembro-me de ter sentido uma imensa satisfação na barulheira do supermercado e na desorganização típica dos povos do sul da Europa (e na comida!). 

O Verão foi passado a empacotar coisas e a preparar uma mudança eminente de residência, assim como a estagiar em part-time num hospital veterinário que me ensinou muitas preciosas lições. A entrega da tese e o primeiro emprego foram o mais recente ponto de viragem e sinto que ainda não tive tempo de me adaptar à ideia de que sou finalmente veterinária. 

Nesta fase preciso de me reencontrar e perceber que percurso quero fazer não só a nível profissional, mas também a nível pessoal. Para já ainda me sinto um bocado perdida. Até agora o objectivo era terminar o curso. Nunca pensei muito no tipo de veterinária que gostaria de ser. Gosto de medicina e cirurgia de animais de companhia (cães e gatos, essencialmente). Gosto de medicina no geral, mas sei que é importante começar a especializar-me, ou serei simplesmente mais uma médica veterinária (entre 7000 mil e tal...). O meu problema é escolher. Odeio ter de o fazer e acabo por deixar a vida acontecer-me. Vamos ver o que acontece até ao final de 2017...

Além de perceber que tipo de veterinária quero ser, outra das minhas metas para 2017 é fazer finalmente a peregrinação a S.Tiago de Compostela. Não sou religiosa, mas há muito que quero seguir as setas amarelas...Se adicionalmente conseguir uns fins de semana numa qualquer cidade/país diferente, também me darei por satisfeita.

Uma inscrição no ginásio também é algo que vou ter de fazer. O meu horário de trabalho é mau. Desengane-se quem pensa que ser veterinário é ganhar bem e trabalhar pouco, porque nós ganhamos mal e trabalhamos muito. Saio de casa às 8:30 e só volto às 20:30. Tenho duas horas para almoçar, que acabo por passar no café, uma vez que não me compensa ir a casa. Ou seja, duas horas que posso rentabilizar num ginásio perto de mim!


No início de 2016 tinha como meta (um bocadinho tótó) fazer 10 novos amigos. Acho que superei a expectativa e fiz um número superior de novos amigos/conhecidos, que vieram acrescentar algo de novo à pessoa que sou!

 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Eutanásia ou a "Boa morte"

O tema da eutanásia em humanos tem sido tópico de discussão constante, mas na veterinária é uma opção que existe há bastante tempo.

Este é um procedimento pelo qual os donos podem optar e que o medico veterinário deve realizar sempre que exista uma justificação válida (doença terminal e irreversível, que comprometa a qualidade de vida do patudo, ou agressividade que coloque em causa a segurança das pessoas, por exemplo). O animal é normalmente colocado com um catéter na veia e é sedado. Depois é utilizado um fármaco de administração intravenosa, que funciona como um anestésico em dose excessiva que leva à depressão do SNC e paragem dos batimentos cardíacos, com consequente morte do animal. O animal morre sem dor e como se estivesse a adormecer. Não estrebucha, não tem convulsões, não vocaliza, não sangra...adormece e já está.

Sou veterinária há pouco tempo (ainda nem há um mês), mas já tive de fazer três eutanásias. Em todas as situações a qualidade de vida dos animais (já idosos) estava seriamente comprometida, ou este encontrava-se doente terminal. Já não comiam, estavam com dor crónica e um deles já nem conseguia andar ou controlar as necessidades. Os donos optaram por terminar o sofrimento deles com a mínima dignidade (se é que isso existe no momento da morte).

No entanto, um dos casos deixou-me seriamente emocionada, ao ponto de escrever isto me fazer vir lágrimas aos olhos. Claro que no momento usei a minha melhor pokerface, tentando explicar o que se ia passar e o porquê de ser a melhor opção no caso daquele patudo. O gatinho estava com uma infecção generalizada e imunodeprimido. Estava prestes a entrar em paragem cardio-respiratória. Já não comia há vários dias e vocalizava com dores. Já era idoso e eu sabia que mesmo com mais dias de tratamento ele dificilmente iria salvar-se. Fui sincera na minha opinião e pus as opções sobre a mesa - continuar a tentar, mesmo com ele a sofrer, ou deixá-lo ir com tranquilidade. Os donos, um senhor já dos seus 50 anos e um rapaz de 16, estavam visivelmente emocionados e optaram pela segunda opção. O que mais me emocionou não foi a eutanásia em si. Eu sabia que era o melhor para o animal, mas a tristeza no olhar daquele rapaz é difícil de esquecer. O gato era o companheiro dele há 11 anos, ou seja, desde os 5 anos dele...custa-me mesmo a dor dos donos e não consigo ainda criar uma barreira que me impeça de sofrer um bocadinho com eles. 

Pergunto-me muitas vezes o que poderia ter feito mais, o que teria acontecido se tivéssemos tentado mais tempo de tratamento, o que poderia ter feito melhor...Sinto que sou muito crítica em relação a mim mesma e que de certa forma isso é bom, mas que também acaba por prejudicar o meu bem estar emocional, fazendo-me sentir culpa e simultâneamente impotência depois de cada desfecho menos bom.

As pessoas dizem que com o tempo me habituo, mas será que quero criar esse tipo de barreira? Até que ponto é que não perco parte daquilo que significa ser humana? 


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cuidados especiais na Época das Festas!

Para benefício dos vossos patudos e para evitarem interromper o importante convívio de famílias com elementos veterinários, aqui ficam algumas medidas de segurança a ter durante esta época:

 
- Pendurem os vossos enfeites de natal o mais alto possível, ou fixem-nos bem longe do alcance dos gatitos e cachorrinhos mais aventureiros e exploradores. Por vezes estes adornos podem ser acidentalmente ingeridos, ou podem ter constituintes que provoquem reacções de toxicidade nos nossos amigos de quatro patas.

- Evitem oferecer aos vossos animais comida da nossa! Isto é especialmente importante com alguns alimentos que para eles são tóxicos - chocolates e uvas, são apenas alguns exemplos. Para além dos alimentos tóxicos, a abundância de "guloseimas" oferecidas um pouco por toda a gente da festa pode desencadear algumas gastroenterites pós-natalícias, ou mesmo pancreatites. Nesses casos teremos vómitos e diarreias especialmente perigosas em animais pequenos, que podem descompensar rapidamente e necessitar de tratamento médico imediato! 


- Se o vosso cão tem pavor de foguetes certifiquem-se de que durante o tempo destes eles se encontram num local de onde não consigam fugir! É bastante comum o desaparecimento de animais que entram em pânico com todo o aparato do fogo de artificio, típico destas ocasiões. Para além de levarem à preocupação dos donos, estas fugas podem resultar em acidentes graves e perigosos não só para o patudo, mas também para todas as pessoas que utilizam a via pública. 

- Cuidado com plantas decorativas típicas do Natal, que também são tóxicas para os patudos! Exemplos - Azevinho, Poinsétia, Amaryllis, ou Folhas de Pinheiro.

- Estar atento ao vosso cãozinho na altura de desembrulhar os presentes, ou, idealmente, não o ter na sala nesse momento. Pode acontecer de ele se lembrar de comer o que não deve e acabamos com um cão embrulhado por dentro...


Votos de felizes festas e acima de tudo, de festas sem acidentes!
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

"American Gods", Neil Gaiman

Ei, oh mana, finalmente uma opinião sobre livros...tava a ver que isto agora era só histórias de veterinária e dilemas existenciais...- comentam vocês. 

Sim, já era tempo de publicar algo relacionado com o principal tema do blog...Contudo, não é sempre de opiniões positivas que se fazem as estantes e a inspiração tardava em chegar. 

Não estou habituada a ser desiludida pelos meus escritores favoritos, mas desta vez o Neil não me deixou muito satisfeita com este seu American Gods

O protagonista desta trilogia é "Shadow", um homem na casa dos trinta que havia cometido um crime e que se encontrava no final da sua pena de prisão. Tudo o que ele queria era voltar para a sua mais que tudo e deliciar-se com um belo banho de imersão. Mas algo de inesperado acontece e Shadow é libertado alguns dias mais cedo. A partir daí tudo corre de forma estranha, quase sobrenatural e o caminho do protagonista cruza-se com o de deuses desacreditados, que caminham entre os comuns mortais e que tentam sobreviver à modernidade e aos seus novos deuses. 

Esta história, apesar de dotada da típica narrativa do fantástico e com a mestria habitual de Neil Gaiman, acabou por me desiludir. Aparentemente tinha uma série de elementos que eu aprecio: história, mitologia e um enredo com potencial. No entanto, houve alguma coisa que falhou. O mais estranho é que não consigo precisar exactamente o que foi. Talvez tenham sido as inúmeras interrupções das narrativas, onde o escritor narrava uma serie de acontecimentos passados com o povo que colonizou o Novo Mundo. Senti que de certa forma quebravam o ritmo da história principal e algumas eram simplesmente aborrecidas, "deal breakers". 

A própria falta de rumo de Shadow era aborrecida e o que ainda ia salvando a situação era o vilão "Wednesday". Eram as suas tiradas irónicas e o seu comportamento enigmático que davam algum ânimo ao livro.

Demorei imeeeenso tempo a conseguir terminar este livro. Tinha grandes expectativas. Adorei o "The Graveyard Book" e o "Coraline", mas de facto eram livros para crianças/jovens e nesta vertente mais "adulta" não amei Neil Gaiman. Em 2017 vai começar uma nova série televisiva baseada nesta trilogia e de título homónimo. Não sei como vão tornar a história apelativa, mas vou estar atenta!