quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Não há pachorra para fundamentalistas!

Quando tinha menos de 22 anos dava-me ao trabalho de argumentar e defender o meu ponto de vista nos fóruns e secção de comentários em várias plataformas da internet; hoje em dia, aos 26 anos sei que se for "lutar com porcos, vou acabar na lama". 


Por esta razão opto por não me chatear e rir-me com as barbaridades que vou lendo. Além disso, normalmente há sempre alguém que diz aquilo que nós achamos (felizmente). Ainda assim, quando por alguma infelicidade respondo e me calhar do outro lado um fundamentalista, ainda me consegue irritar (principalmente quando o assunto envolve o bem-estar de animais). 

E o problema é que eles existem em todo o lado. Desde religião, política, ou dietas...em todo o lado há alguém que vai discordar e argumentar de forma completamente idiota, distorcendo, ou não querendo perceber aquilo que escreveste. Solução? Ignorar. Tu sabes que escreveste em bom português e vai haver quem leia aquilo, compreenda e concorde. 


Além disso é muito complicado encontrar quem saiba "discutir", porque mais do que tentar convencer, discutir é tentar fazer a outra pessoa ver pontos de vista diferentes. O problema é que há sempre a tendência de querermos convencer e isso raramente resulta!

Por isso... 




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A minha história com as dietas

Volta e meia começo outra dieta. Não são propriamente dietas para perder peso. Peso 56-57 kg e não me sinto "gorda", mas como muito e muita "porcaria" (batatas fritas, queijo mal-cheiroso, hambúrgueres, pizzas, sushi à descrição...). Acho que só não engordo porque o meu trabalho é muito mexido e eu mesma não sou sedentária. Volta e meia corro, ou faça BTT, ou video-aulas do Youtube. Falta-me é disciplina nas actividades. 


Há uns três anos atrás fazia exercício pelo menos 3 vezes por semana. Sentia-me muito bem! Não só fisicamente, mas também mentalmente. Uma lesão no joelho fez com que ficasse de cama um mês. Depois disso o ritmo diminuiu e os estágios em hospitais e clínicas ajudaram à festa.


Sou esquisita com a comida. Ou deverei dizer, não como de tudo! Estagiei três dias num matadouro de porcos e bovinos, porque queria ver como aquilo era de verdade. Vi tanta carne, sangue e tripas que depois a própria carne me metia nojo. Imaginem a minha cara, quando a minha mãe me espeta com um bife de vaca gigante no prato depois do meu primeiro dia...Por esta razão (e por causa de uma aposta...) deixei de comer carne durante 6 meses. 

Ao sexto mês só pensava em frango de churrasco. Então decidi que ia voltar a comer carne, mas só de aves. Hoje em dia só não como mesmo carne de bovino e coelho. Tolero pato, embora evite, e o porco, só mesmo bacon (bacon é bacon...), alheira e presunto. Se em algum momento social for mesmo necessário, como porco, mas normalmente estou sempre na companhia de pessoas que me põem à vontade para recusar e há sempre alternativas.

Este tipo de alimentação nunca me deu problemas de défices de nutrientes. Porque, como disse, sou alta bardajona a comer! A única coisa que acontece é que fico com o colesterol e os triglicerideos altos...


As minhas tentativas de dieta resumem-se a dizer a mim mesma que não vou comer xyz e passado uma semana, ou duas encontro essa coisa e como-a a triplicar. Já experimentei a famosa dieta da cetose (aka Ágata de Roquete), segundo a qual corta-se os hidratos de carbono TODOS (incluindo toda a fruta, leite e alguns legumes). Foi a pior dieta de sempre, porque simplesmente é louca! Funciona para pessoas que tem muito peso em excesso, mas ainda assim a longo prazo não acredito que seja viável, uma vez que não se mudam hábitos, condicionam-se!

Aquilo tem não sei quantas fases e em cada uma eles vão reintroduzindo meia dúzia de alimentos que não eram permitidos inicialmente. Existe um dia por semana em que se pode comer o que se quer...para uma pessoa com falta de força de vontade dizer "um dia por semana" é terrível. No meu caso acontecia que enfardava tudo o que apanhava.


Ou seja, desisti e os dois quilitos que tinha perdido voltaram depressa e acompanhados de um extra, porque depois parecia que andava em défice de alguma coisa e comia imenso para saciar-me.  

Então...Sábado passado fui a uma festa de anos e um familiar meu tinha começado há 9 meses uma dieta nova, chamada "Paleo", ou dieta do Paleolítico. Esteve a explicar-me o conceito e achei a ideia bastante viável. Resumidamente, comemos aquilo que não é processado; de forma muito simplista, que não vem em pacotes e o mais natural possível, evitando os cereais e as leguminosas. "Vou experimentar!" disse eu, ao que a minha mãe disse logo que não ia conseguir e eu não resisto a uma boa competição...além disso o inicio da dieta iria coincidir com o início de um novo capítulo da minha vida. 

Domingo fui ao supermercado e comprei frutos secos, fruta e legumes frescos, uma bebida muito estranha para substituir o leite (de aveia, que afinal não é paleo...mas não faz mal) e agora vou no meu terceiro dia. Não houve um único momento que tivesse tido fome e fiz um bolo de chocolate de apenas dois ingredientes que ficou uma delicia. Já fui almoçar fora e consegui manter a filosofia e até agora está a correr bem... 







domingo, 30 de outubro de 2016

Quantidade VS Qualidade

No mundo dos blogs sobre livros, sinto que há uma espécie de competição entre quem lê mais. Acho que quem anda por este pequeno nicho da Internet sente, directa ou indirectamente, a pressão de ler sempre MAIS e a grelha de número de livros lidos, que existe no Goodreads, veio criar todo um outro nível de competição.


Eu não acho que ler muitos livros seja mau. De todo! Afinal, ainda há pouco escrevi um post sobre a necessidade crescente dos pais incentivarem a leitura. No entanto, para além de duvidar seriamente da normalidade de alguém que lê 200 livros em menos de 9 meses, pergunto-me até que ponto é que ler "qualquer coisa" e em grande quantidade poderá ser melhor do que ler "poucos, mas bons"? 

Mas o que é considerado bom, ou de boa qualidade? Para clarificar isto, sem parecer demasiado elitista, ou snob, para mim existem dois tipos de leitura: aquela que fazemos de ânimo leve e que é um bom escape à realidade (aka, a maioria dos livros YA, ou Nora Roberts) e a leitura que nos faz pensar e reflectir na grandiosidade (ou falta de) da natureza humana. 


No meu caso, o meu objectivo é ler cerca de 30 livros por ano. Acho que para quem gosta de ler, mas tem também mil e uma coisas a fazer no dia-à-dia, é um objectivo bastante acessível. Ás vezes gosto de ler banalidades, outras (como actualmente) apetece-me algo mais introspectivo, ou diferente (como é o caso do que estou a ler agora "Memórias das minhas putas tristes"...LINDO!). Mas mesmo sabendo que (não gostavas...empenhei o teu anel...sorry) é um objectivo realista e exequível, não deixo de ouvir aquela vozinha na minha cabeça, tão irritante e insistente, que teima em diminuir o meu feito de 30 livros por ano, para zero!


Nem tudo na vida é uma competição miúda! 


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

5 Newsletters que recebo (e leio mesmo...)

Uma das minhas tarefas diárias consiste em limpar a caixa de correio promocional. O problema é que eu gosto de ler certas newsletters e então vou acumulando. No inicio desta semana tinha a simbólica quantia de 900 emails por ler...yup! PEANUTS! #SQN!


Então depois de eliminar aqueles que eram mesmo tralha fiquei com apenas 400...not bad...?


Como adoro listas (quem não?), resolvi criar este post com as 5 newsletters que leio mesmo:

Veterinária Actual - Como uma boa futura veterinária que sou, gosto de saber das novidades. A Veterinária Actual (ou, agora, Atual) é uma revista que tem a particularidade de não ser apenas cientifica. Aliás, até acho que nem é uma revistas cientifica, mas antes um espaço onde são divulgados e publicitados conceitos novos, formas de gerir negócios diferentes (na área de veterinária), produtos e medicamentos  que são novidade e onde os veteriários acabam por ter um local de troca de experiências. É este conceito de "leitura rápida" que me atrai e faz-me companhia no momento all bran do dia. 

Man Reppeler - Descobri este site há pouco tempo (menos de um mês), mas farto-me de rir com os artigos que me mandam para a caixa de correio. As escritoras tem muito jeito para abordar os dilemas na vida de uma jovem mulher moderna e acertam muitas vezes na mouche! Muito bom para rir.



Book Riot - Esta newsletter já esteve melhor...sinto que actualmente aderiram um bocado à cena tipica de blogger/escritor sobre livros de fazerem demasiada publicidade. No entanto, de vez em quando ainda vem algum artigo giro sobre livros na newsletter. 


Bloglovin - O Bloglovin é ideal para quem gosta de ler sobre tudo um pouco. Baste predefinirem os vossos interesses e começam logo a receber artigos direccionados para isso mesmo. Ás vezes vou descobrindo cenas muito interessantes...

Pinch of Yum - A Lindsay é a escritora deste blog e tem uma voz muito própria no mundo dos blogs de culinária. Gosto muito de ler, mesmo que nunca tenha arriscado tentar uma das suas (aparentemente) deliciosas receitas. Também nos brinda com diários de viagem, o que é outra das coisas que adoro ler. Recomendo!


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Facebook vamos brincar aos detectives!

As pessoas conseguem ser bastante previsíveis. 

É partindo desta premissa que eu começo a minha investigação da vida privada de alguém, via Facebook. Mostro-vos como todo o processo funciona, apesar de não ser segredo para as pessoas mais desenrascadas nas redes sociais:



Exemplo 1 - Preciso de descobrir com quem é que fulano x, ex-namorado da minha amiga y, anda agora.

Passo 1 - ver comentários mais recentes de fêmeas nas fotos de perfil, ou outras fotos recentes - checked!

Passo 2 - Se nenhuma rapariga tiver comentado, toca a investigar as "amigas" adicionadas recentemente. 

Passo 3 - Quais destas amigas é que não são também amigas da minha amiga y? 

Passo 4 - Elaborar lista de suspeitas e iniciar a caça a comentários do fulano x nesses perfis. 

Passo 5 - Tirar conclusões baseadas nos clichés ambulantes, que somos todos nós.

Passo 6 - Concluir quem é a nova namorada e aguardar pela confirmação dada pela actualização da foto de perfil. 

Isto é também válido para caçar namorados traidores e maridos infiéis. Se conseguirem hackear as contas, melhor ainda.  

Mais ridículo do que conseguir descobrir isto tudo, é o tempo que cada um de nós passa a fazê-lo...Ás vezes dou por mim nesta caça ao gambozino horas depois de ter dito que ia fazer uma tarefa concreta, como acabar a apresentação da tese de mestrado...Gostava de me afastar uns meses das redes sociais, mas sinceramente tenho medo de ser excluída...de algo que nem eu sei o que é.  


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Playlist #1.10 Outubro 2016

Without further ado...

"Somebody Else" dos The 1975 - Quando esta banda começou, há uns 3 anos atrás (acho eu...) deu para perceber que ia ser algo em grande. Três anos depois aqui está esta pérola. Já não é a primeira música deles de que gosto, mas esta tem mais qualquer coisa...desde a letra, até à melodia...love it! (Sou óptima a comentar seja o que for, porque sou sempre super expansiva...not).


*FAN GIRLS CRUSH* - Matty Healy

"September Song" do JP Cooper - Esta música vai rebentar por aí a qualquer momento. Pessoalmente prefiro a versão acústica. Não há nada como recordar o primeira amor...só mesmo recordar. Ah! Que doce inocência. Antes dos romances se tornarem naquela complicação de planear coisas de crescidos em conjunto...



"Scars To Your Beautiful" da Alessia Cara - Apesar da letra estar mais que batida, uma vez que fala sobre as pessoas aceitarem aquilo que as torna diferentes, ou as suas imperfeições, não deixa de ser uma canção bonita. 


"Dialectos da Ternura" cover do Alex VanTrue - A original é daquele pokemon chamado Maria Leal, mas acho que esta cover é tudo...


Mas a versão hard rock tem piada XD