terça-feira, 2 de agosto de 2016

1# Turistanto por Portugal - Quinta da Aveleda

Agora que já não ando na Universidade (teoricamente), há que manter o contacto com as amigas. Este fim de semana aproveitamos para ir passar o dia na região de Penafiel e Lousada. 

Por esta altura há em Lousada uma grande romaria, com concertos, carroceis, bancas de comida tradicional e de doçaria convencional e com montes de gente. Foi essa a desculpa perfeita para nos juntarmos e irmos para a festa. 

Utilizando a CP, comboios de Portugal, demorei uma horinha a chegar de minha casa a Penafiel. Ainda paniquei um bocado, quando o comboio inter-regional parou e eu não conseguia abrir a porta para sair...aquelas portas são mesmo uma trampa! Mas o que se pode esperar de uma empresa como a CP, que agradece sempre a nossa preferência, mas na realidade não é uma preferência, quando não há alternativa...

Como havia muito tempo e estávamos com um bocadinho de fome, resolvemos ir visitar a Quinta da Aveleda, famosa pelo vinho Casal Garcia e, lógico, pelos vinhos e queijos da Quinta da Aveleda.


Quem visita o local só pode fazê-lo mediante a compra do bilhete (5,5€) e visita guiada. Isto é, não se pode deambular pelo local e explorar à vontade...por um lado tem lógica. O povo português não é particularmente conhecido por não estragar nada. Além disso, obriga o visitante a ficar a conhecer a história do local e, o mais importante, a provar os produtos por eles produzidos (queijo e vinho).

Para além de um jardim maravilhoso, com alguns exemplares de flora que impõem respeito, existe uma série de construções pitorescas, bastante românticas e onde, quase de certeza, os senhores daquela casa se entretinham com as senhoras chiques...se é que me entendem...


Há também uma zona com cabras anãs, bastante mal-cheirosas, mas igualmente fofas e belos sítios para selfies e afins. Também demos uma espreitadela à "cave" onde era envelhecida a produção de brandy (o conhaque) e que cheirava divinalmente bem!

A visita guiada em si não é grande coisa. Não sei se apenas não tivemos sorte com a guia que nos calhou, ou se a coisa é mesmo assim tão desinteressante. Acho que nisto das visitas guiadas os portugueses ainda tem muito que aprender com o povo nórdico. Há que saber tornar uma história aborrecida em algo animado, cheio de detalhes interessantes. Não basta debitar factos. As pessoas querem cusquice e coisas caricatas!  

Depois de terminada a visita, deram-nos a provar dois tipos de queijo, ambos à base do leite proveniente da exploração de vacas leiteiras da quinta. Eram dois queijos bastante suaves e agradáveis. Um deles era ligeiramente curado e o outro um queijo mais amanteigado. Eram bons para quem não gosta de sabores muito intensos. 


Quanto aos vinhos, provamos o Casal Garcia Rosé e o Quinta da Aveleda, verde, com as castas Alvarinho e Loureiro. Não percebo nada de vinhos. O álcool só me começou a interessar do ponto de vista cultural, depois da minha visita à destilaria de whisky Edradour, durante a minha estadia na Escócia. Mas, baseando-me no meu palato, o Quinta da Aveleda soube-me bem, pelo simples facto de estar fresco e de não ter nenhum travo amargo. O Rosé não achei grande espingarda. Para além de que não gosto de cor de rosa.


Apesar de tudo, gostei da experiência. Quando saímos da Quinta da Aveleda íamos felizes. Se calhar mais do que o normal...somos mesmo fraquinhas!  

(Fotos da autoria de Helena Pereira)

 

domingo, 31 de julho de 2016

Preço dos Ebooks VS Livro impresso - só podem estar a brincar!

Vivemos num mundo completamente capitalizado. "Grande novidade!", dizem vocês. No entanto, na minha inocência, ainda consigo ficar chocada por certas coisas que encontro por essas livrarias fora...


Não é novidade que os livros na Tugalândia são extraordinariamente caros, e não me venham com a treta dos direitos de autor e do trabalho do tradutor, blahblah wiskas saquetas... Os livros são caros e essa é mais uma razão, para que a quantidade de pessoas que lê seja mínima. Eu mesma, raramente compro livros e, no entanto, escrevo num blog sobre os mesmos. 

Já muitas teclas se gastaram por essa internet fora, acerca deste tópico, mas não posso deixar de me indignar com o simples facto de os ebooks terem um preço ainda mais ridículo, que o próprio livro físico. Pessoas que compram ebooks - acordem para a vida e boicotem essa merda (pardon my français)! Como é que podem achar decente um livro "imaginário" custar 6-10 euros?! 


E livrarias, vocês não acham que facturavam mais e perdiam menos potenciais clientes para a pirataria, se cobrassem preços decentes, tipo 2-5 euros, por esse tipo de artigo não físico? Acordem! Parem de se queixar das dificuldades da industria livreira e tentem dar a volta com soluções alternativas viáveis! 

Sem mais a deitar cá para fora, passem bem!



 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Muita Polémica!

A partir de hoje só vou falar de coisas polémicas. Esta coisa de ter um Blog sobre Livros não tem piada nenhuma! Quase ninguém lê e a maior parte do pessoal que o faz, só lê coisas que eu não leio e das quais não posso opinar. Não me entendam mal. Não quero dizer que sou especial, porque só leio clássicos. Muito longe disso! Leio bastantes livros para matar o tempo e não pensar aka "guilty pleasures". 

Mas a verdade é que não falta para aí gente a facturar com esta cena do blog. Eu ando nisto há 5 anos e nunca recebi nada dos anúncios que para aqui tenho! Imaginem o meu espanto, quando depois de publicar o post do Pokemon Go tive 1500 visualizações! WTF?! Até achei que era um bug qualquer do Blogger. Mas não. Simplesmente optei por falar de algo que cativa as massas.  E nem foi falar mal! Pelo contrário!

Vou começar a fazer posts polémicos - "Barrigas de aluguer VS Barrigas de Cerveja", "Como engatar gajos betos nos comícios do CDS", "As Porcas da Pradaria"...Pode ser que assim finalmente o Google Adds me pague o que deve...!

Timing. Também é importante! É escolher a coisa mais badalada e dizer o contrário da opinião mais popular. Aceitam-se sugestões! 



 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pokemon Go não é para todos!

O Pokemon Go não é para todos! É só para aqueles que tem um telemóvel, que dê, e para todos os que não sejam um bando de pessoas frustradas, que passam a vida a criticar tudo e todos, só para não estarem caladas e se perceber que de conteúdo tem zero!

Para os mais distraídos, que não se tem apercebido da recente enchente dos parques das cidades e até de algumas aldeias menos movimentadas, o Pokemon Go é a razão para tal! E o que é isso do Pokemon? 

Toda esta história começou há mais de 15 anos atrás, quando a série televisiva Pokemon surgiu e fez as delícias dos mais novos. Seguiram-se 19 temporadas de desenhos animados, que tinham como protagonista Ash e o seu pokemon, o Pikachu, uma espécie de animal de estimação e melhor amigo, que o ajudava na sua missão de ser o melhor treinador de sempre! Foram lançadas dezenas de jogos para o Gameboy da Nintendo, existiam tazos nas batatas fritas, que também tiveram muito sucesso na minha juventude (tiveram até de ser proibidos em alguns recreios), cartas, bonecos coleccionáveis, etc etc... 

Desse tempo ficaram muito boas recordações! Muitas tardes passadas com os primos e os amigos a conquistar o jogo no Gameboy, a trocar de itens, os recreios com as lutas de tazos... Nos anos que se seguiram ainda cheguei a jogar várias vezes na Nintendo DS. 
Mas entretanto, a moda dos Pokemon passou e foi substituída por outras séries televisivas e as crianças "Pokemongas" cresceram e adquiriram outros interesses.

Mais de 15 anos depois, surge agora o "Pokemon Go", que tudo junto dá "Pokemongo" (irónico, porque era o nome que os meninos bullying da minha infância me chamavam...)

Pikachu, o pokemon protagonista da série televisiva, é apenas uma das dezenas de espécies de "bichinhos" que existem naquele universo. A ideia deste novo jogo é coleccionar todos os que existem. Para isso é preciso andarmos pelas nossas cidades, visitar os principais monumentos da região, as praias, montanhas e mesmo ilhas. Eles podem estar em qualquer lado! À medida que vamos apanhando mais pokemons o nosso nível vai aumentado e podemos tentar conquistar e defender ginásios espalhados por vários locais do mundo. É um jogo extremamente viciante, mas que não deixa de ser bom, porque incentiva as pessoas a saírem de casa e a encontrarem se com outras pessoas nas ruas e a conhecerem novos pontos do globo!



Como é que algo tão diferente dos ditos "jogos tradicionais", com todas estas vantagens pode causar tanta polémica e critica?

Na minha opinião, as críticas vem sobretudo de gente que não compreende o jogo, que nunca jogou Pokemon Go, e que acha que deve simplesmente criticar, para camuflar a sua ignorância e falta de curiosidade em geral. 

Infelizmente Portugal está cheio dessas pessoas. Gente negativa, que ainda vive no tempo da inquisição e que se alimenta de mexericos e do mal-dizer, só porque sim. Enfim...gente que não tem nada que fazer da vida, que se limita a consumir e a não dar nada em troca ao nosso mundo. 

Depois vem com a história do "devíamos era preocupar-nos com a crise politica, e o fim da UE e com os meninos em África". E de que serve preocupar-nos? E quem diz que também não estamos atentos e não fazemos escolhas responsáveis na nossa vida, só porque também gostamos de jogar Pokemon Go?! Que direito tem essas pessoas de decidir que hobbies é que eu tenho no meu tempo livre? Será que elas mesmas tem algum? Se calhar não tem e por isso é que nunca tem nada para falar, ou nada com que contribuir para a sociedade à excepção de comentários negativos e queixumes. 

Mesmo fazendo parte do grupo de pessoas que não pode comprar um telemóvel que dê para jogar Pokemon Go, gosto de ver as pessoas a divertirem-se a estarem unidas. Não me interessa se isso acontece quando Portugal ganha o Europeu, ou se acontece porque estamos todos a jogar Pokemon Go. 

O que interessa é que toda a gente fica alegre e esfrega esse estado de espírito na cara desses seres mesquinhos e frustrados.  

Go Pokemon! 





domingo, 17 de julho de 2016

Playlist #1.6 Junho 2016

Depois de ir para a Escócia, a Playlist mensal ficou um bocadinho em "stand by". Assim como tudo um bocadinho no Baú dos Livros...Às vezes dou por mim a pensar que este projecto já teve melhores dias. Não sei se o meu coração está mais centrado noutras coisas, ou se simplesmente aquilo que eu leio, oiço e comento, não passam de opiniões pouco controversas e, por essa razão, pouco discutidas...Mas depois lembro-me porquê que criei este espaço - para ser o meu espaço! Toda a gente é bem-vinda, mas não devo depender de visualizações, ou comentários para me manter motivada. Por isso, aqui segue a Playlist de Junho! 
 

 "Who We Were With", Paradise Fears - Quando ouvi esta música a primeira vez fiquei logo apaixonada pela letra. Eu sou assim. Quando há uma boa mensagem, a musica até pode ser banal, mas eu acabo por gostar dela. Pode-se dizer que as letras de músicas, são o mais perto da poesia que aprecio. Este "Who We Were With" fala de uma situação que afecta, ou já afectou muitos casais. Aquela sensação de estar com alguém por hábito, porque é confortável, porque mete medo partir para outra e fechar uma porta para sempre...É bom sentir-nos confortáveis numa relação, mas às vezes há alturas que apetece saltar fora...a diferença está em saber dar a volta e conquistar a outra pessoa uma e outra vez. Contrariar a inércia do conforto!


 "What Do You Mean (Justin Bieber)" COVER do Jamie Cullum - Tinha um amigo que adorava Jamie Cullum. Passava a vida a partilhar músicas dele e a tentar convencer-me de que ele era um "Boss Musical". Mas as pessoas não podem ser forçadas a gostar da mesma música. Por vezes tem de haver um determinado "clique" e um maturar de espírito apurado.  Para mim o momento chegou apenas com o álbum de originais intitulado de "Momentum". A partir daí, já tive oportunidade de o ver ao vivo no Marés Vivas, e foi uma pequena amostra de espectacularidade e energia única deste pequeno senhor! Esta cover de improviso é uma de muitas, que recomendo que vejam! 


"Jump", Death Team - Agora para algo um pouco diferente das sugestões anteriores - este tema! Claramente que, embora escrito em tom de gozo, é uma mensagem para algum amigo menos especial da vocalista. Faz lembrar o soundtrack de um jogo electrónico, mas é excelente para correr, coisa que apesar de não faltar vontade, não tenho andado a fazer tanto como gostaria! 



"Good Grief", Bastille - Depois de ficarem mundialmente conhecidos com o tema "Pompeii", os Bastille estão de regresso com esta nova música, que trás uma energia mais positiva e energética à sonoridade a que estávamos habituados. Pessoalmente, acho que o vocalista tem uma voz fraquinha, à semelhança da voz da Ellie Goulding, por exemplo, mas que acaba por funcionar bem com a musicalidade das canções electrónicas que eles escrevem. Ah! E continuam com vídeos perturbadores. 


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ups!

Como devem ter reparado, tenho andado muito ausente. Desde que voltei da Escócia, há três semanas, tem sido uma loucura de coisas para fazer! 

Continuo a ler, embora mais lentamente. Comecei a trabalhar alguns dias depois de regressar e o tempo que me resta passo-o a trabalhar na escrita da tese de mestrado. Detesto! Já me arrependi mil vezes de escolher este tema, mas agora é tarde para alterar e vou acabar este ultimo obstáculo o mais rápido que conseguir!

São estas as razões da minha ausência, mas prometo que é apenas temporário! Obrigada por estarem desse lado e seguirem os meus pequenos desvarios/opiniões, ou simplesmente as minhas pequenas histórias.

Até breve!