segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Adiar de um Final

Existem actualmente no mercado mundial demasiadas sequelas literárias; demasiadas sagas "wannabe". Mas porquê? Será que os escritores de agora são incapazes de escrever algo que tenha a duração de apenas um livro? Serão bons demais para isso, ou será por serem fracos demais?

Há sagas que são boas, como a do famoso feiticeiro, "Harry Potter, ou as "Crónicas do Gelo e do Fogo". Inspiram a leitura continuada, mas tem qualidade, principalmente pela sua originalidade e carácter próprio. No entanto, este talento para criar trilogias, tetralogias, hexalogias, etc etc, não assiste a todo o escritor. Existem no mercado muitas "sagas" que são cópias disfarçadas de outras obras precedentes. Na minha opinião elas só conseguem satisfazer o leitor que procura a repetição da experiência inicial; da saga original. Infelizmente é uma procura que acaba, na maior parte dos casos, frustrada.

 Outro problema das sagas, de todas elas, é a sobrevalorização do final. Quanto mais tempo o leitor espera pelo final, maiores serão as expectativas e a probabilidade de falhar. Temos o exemplo das aventuras de Eragon; depois de esperar quase quatro anos, o entusiasmo pelo final quase desapareceu e acabou por ser uma desilusão. 

Uma solução para sagas que não tem muito que se lhe diga é utilizar o método de Charlaine Harris: cada livro tem o seu próprio final, com o continuar de alguns mistérios. Permite continuar a saga, mas ir satisfazendo os leitores de forma gradual, aliviando a pressão de um final verdadeiramente épico! 



Passatempo a Terminar

Até amanhã para participarem! Aproveitem!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Ler qualquer coisa?

"Ler qualquer coisa é melhor que não ler nada."

Não, não é. Considero que ler a revista Maria, ou a Lux, por exemplo, é uma perda de tempo. Se é para ler porcarias dessas, então eu acho preferível não ler. Que vá antes fazer croché, praticar desporto, estar com os amigos, ou fazer um bolo. Sempre é mais produtivo.

A verdade é que existe essa ideia de que como quase nimguém lê, então há que incentivar tudo o que seja ler.  Leiam-se os rótulos das caixa dos cereais, leiam-se as revistas cor de rosa, os romances da Margarida Rebelo Pinto, leiam-se as bulas dos medicamentos (isso convém ler); acho que dá para entender o que quero dizer.

Só ler não chega. É preciso saber ler; ler para entender novos pontos de vista, diferentes possibilidades de vida; podemos ser mil pessoas e voltar a ser quem somos em minutos, e enquanto aqueles que não gostam de ler, ou que acham que ler o que enumerei em cima basta,não entenderem isso, nunca terão a hipótese de experimentar a sensação de viajar sem sair do lugar.

Estarão sempre presos ao mesmo lugar; terão sempre a mesma perspectiva. Ficarão parados, sem nada de novo que os enriqueça.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Vamos Falar de Livros (ou não) 0.1

Há noites em que tenho mil ideias sobre o que falar no blog; guardo os tópicos em rascunho, para mais tarde desenvolver, mas acabo por perceber que não são assim tão relevantes, ou que já estão sempre a ser abordados.

Neste preciso momento estou a fazer aquilo a que chamo "falar a mil na minha cabeça e escrever ao mesmo tempo a ver o que sai". É algo que faço ás vezes e tenho coisas que até parecem literatura inglesa, mas que depois deixam de parecer; "delete". 

Depois há as noites em que preciso mesmo de ter ideias e elas simplesmente não aparecem (como agora). Há uns meses atrás candidatei-me ao "The Best Job in the World", para o cargo de Wildlife Caretaker. Recebi ontem um email a dizer que fui escolhida!

Não.
Era um email a relembrar-me que tinha de enviar um vídeo com, no máximo trinta segundos, onde dissesse porquê que merecia o lugar. Isto não seria um problema, se eu não tivesse que o entregar até dia 10 de Abril. Isto também não seria um problema, se eu não tivesse ido cuscar no Youtube as candidaturas da edição anterior. Eram boas candidaturas; originais e com  carisma, que foram REJEITADAS. 

Então como é que EU, que não sou muito diferentes das pessoas "normais" conseguiria ser escolhida. "Mas vais desistir sem tentares?" perguntou-me a T. Bem...parece parvo, não parece? Agora estou na situação em que perco tempo de estudo/férias para algo semelhante ao Euromilhões, ou ignoro a cena e finjo, que não haveria 0,1% de hipóteses de ser escolhida e arrependo-me por nem ter tentado.