quinta-feira, 28 de março de 2013

Vamos Falar de Livros

Não sei falar de livros. 

Não é minha culpa, juro! Mas não tenho com quem falar de livros. Escrevo sobre eles; por vezes nem isso sei fazer. As minhas tentativas de críticas podiam ser mais trabalhadas e dou por mim a querer editar constantemente o que escrevi há uns meses atrás. Podia realmente tentar ir ao cerne das questões, mas não tenho formação para isso. Sou burra! Mas tenho uma auto-estima bem alimentada!

Falando a sério,  ainda tenho muito que caminhar no que diz respeito a expressar a minha opinião. E se por escrito ainda vou tendo a blogosfera para treinar, oralmente não é bem assim. É a triste realidade de Portugal (e talvez de grande parte do globo). Conto pelos dedos da mão o número de pessoas que conheço, que gosta de ler. Dessas poucas pessoas, muitas lêem coisas que eu não aprecio propriamente, ou então são quadradas demais para desafiar a minha opinião. 

Uma vez estava com uma colega da universidade que lê, mas só coisas com vampiros, sexo, anjos (anjos e sexo na mesma frase...hmmm...ok lugar no inferno garantido) e magia, e veio à baila o que eu tinha achado das "50 Sombras de Grey". Estava eu a dizer de forma simpática, visto que tinha sido ela a emprestar-mo, que tinha achado o livro uma grande [inserir palavra má à escolha], e a resposta dela foi "É também não gostei muito. Nem cheguei a acabar o terceiro. Agora estou a ler outro parecido. Não me lembro do nome...". 

A sério? Se não gostou muito porquê que está a ler um parecido? Fiquei a achar que na realidade gostou, mas como eu não gostei, não quis dar-se ao trabalho de discordar de mim. O que achei ridículo, mas como não somos amigas próximas, não tive o à vontade para o dizer.

Moral da história: não basta conhecer alguém que leia, para se poder ter um discussão oral significativa. São precisos uma série de outros requisitos, como por exemplo, ter carácter para o fazer, ter lido os mesmos livros, ou saber pelo menos do estilo que estamos a falar e isto são requisitos impossíveis de encontrar, já que raras são as pessoas que lêem na vida real (entenda-se, fora do cyberespaço).


Imagine Dragons

E como um pouco de pensamento positivo e vontade de dançar nunca fez mal a nimguém, fica aqui esta sugestão:

segunda-feira, 25 de março de 2013

"O Amor nos tempos de Cólera" - Gabriel Gárcia Márquez

Lembram-se do vosso primeiro amor? Pois, quem é que não se lembra? A questão é...será que teria o mesmo significado para vocês, passados mais de cinquenta anos, sem qualquer tipo de contacto?

Essa é a história de Florentino Ariza. Nascido de pai incógnito (embora, conhecido), apaixona-se perdidamente pela filha de um homem rico e, por isso, inacessível, Fermina Daza. Depois de trocarem cartas de amor durante dois anos, Florentino decide pedir em casamento Fermina. Isto sem nunca falarem pessoalmente, ou conviverem. Fermina acaba por aceitar, mas com a condição de que ficassem noivos por mais dois anos. 

O pai da rapariga descobre e envia-a numa viagem, na esperança de que essa paixoneta desaparecesse e Fermina se casasse com um melhor partido. 
E como o fruto proibido é o mais apetecido, a rapariga insiste em continuar a manter um contacto clandestino com o seu mais que tudo. 

Um dia, após voltar da sua viagem, Fermina vê-se acidentalmente cara a cara com Florentino Ariza. Foi quanto bastou para que todo o encanto se quebrasse. Fermina entende então naquele momento, que na sua cabeça criou uma imagem de um homem, que não correspondia à realidade e tudo acaba entre os dois. 

Os anos passam e Fermina Daza casa, tem filhos e é feliz. Enquanto isso, Florentino Ariza fica eternamente preso ao seu encanto, sonhando com o dia em que, rico e poderoso, possa conquistar novamente o coração de Fermina. Tudo o que falta é que ela se torne viúva. 

Durante anos, Florentino não se compromete. Salta de cama em cama, sem nunca querer comprometer-se, porque ele sabe que, apesar de já não ser virgem, existe uma parte dele, que é só do seu verdadeiro amor e que até à morte será (e ouve-se o som).

Não sou uma expert em literatura sul americana, mas penso que há um certo misticismo associado às obras que já li de outros autores, como por exemplo, de Luís Sepúlveda. O colombiano Gabriel Gárcia Márquez não é excepção; sente-se que há muito mais para além da história. Algo ligado às origens; à terra. 

Ao ler este livro dei por mim a pensar no quão infeliz aquele homem foi. Questionei-me, quantos verdadeiros Florentino Arizas existirão neste mundo. Existem muitos (e muitas), que são parecidos com ele. Não porque realmente amam, mas porque teimam em continuar infelizes e tiram até prazer dessa infelicidade, achando que o martírio lhes dá uma aura mais atractiva. Não creio que seja possível amar alguém assim, platonicamente, durante tantos anos, a não ser por pura teimosia. Seria bem romântico (ou assustador?) se tal fosse possível.
 
Esta foi uma obra que entristeceu. Não pelo final, mas pelo desenrolar do enredo. Pela vida desperdiçada, por opção, deste homem. E pela constatação de que não faltam por aí "falsos infelizes", que tão facilmente poderiam não o ser.

Apesar de tudo foi uma boa surpresa e mais um novo escritor para explorar.






quinta-feira, 21 de março de 2013

A Quinta do Animais/O Triunfo dos Porcos - George Orwell

"A Quinta dos Animais", também conhecida como "O Triunfo dos Porcos" (título mais engraçado, tendo em atenção o alvo da sátira), foi publicado em 1945, época marcada pelo flagelo da Segunda Grande Guerra. 

O livro narra a história da Quinta dos Animais, muito peculiar por ser gerida pelos animais que nela habitam, após estes se terem revoltado contra a crueldade imposta por Reis (aka para Czar), o seu antigo dono humano. 

Esta é uma obra satírica, que usa os animais como retrato das fraquezas do carácter humano e, mais especificamente, das fraquezas da União Soviética de José Estaline. Por esta razão, e dado a Rússia ser na época aliada da Inglaterra, a Quinta dos Animais esteve perto de nunca ver a luz do dia, tendo sido recusada por mais de três editoras, antes de finalmente assinalada a luz verde para a sua publicação. No prefácio redigido por George Orwell é feita uma crítica à própria sociedade intelectual inglesa por, apesar de não explícita, ser feita uma "censura", visto que apenas os livros considerados "de bom tom" verem a sua publicação facilitada. Acho que ainda hoje isso acontece na nossa sociedade, muito por controle dos "media" e não tanto pelos intelectuais, o que é de lamentar. 

Apesar de não vivermos numa ditadura comunista, foi fácil transpor muitas daquelas críticas para o panorama político nacional, que actualmente nos assombra.
 



sexta-feira, 15 de março de 2013

Sem Facebook

O ano passado, por questões pessoais, encerrei a minha conta no Facebook. Passei cerca de três meses praticamente sem lá ir. Depois as razões para voltar tornaram-se mais fortes do que as que me impediam de lá ir; voltei.

Lembro-me com saudade do tempo em que não estava sempre lá metida e tomei a decisão de não ir lá durante uma semana (para começar). 

A verdade é que perco muito tempo precioso a não fazer nada no Facebook. Podia estar a ler, a estudar, a ver um filme; qualquer coisa que não seja estar lá é mais produtivo!


E agora a actualização de estado: Até já Facebook! Fui ser Feliz e não volto! (durante uma semana)

UPDATE: AGUENTEI SÓ UM DIA