sábado, 9 de março de 2013

Passatempo "Sangue Fresco", sem razão!

Boa noite seguidores e seguidoras! Tenho para vos oferecer o primeiro volume da famosa saga de vampiros, da escritora Charlaine Harris, adaptada ao pequeno ecrã, Sangue Fresco!


Estou a fazer uma limpeza literária cá em casa e, como tal, este é um volume usado, mas em óptimo estado!

Para se habilitarem a ganhar só tem de seguir as instruções do Rafflecopter (em baixo) e obdecerem aos seguindes pré-requesitos:

- Ser habitante do Planeta Terra;
- Gostar de vampiros;
- Ser awsome!

O Passatempo termina no dia 9 de Abril e é um Passatempo sem Razão de ser! ^^



a Rafflecopter giveaway

O Templo do Silêncio

Há anos que passo por esta igreja. Sempre pensei em entrar, para ver como é. Mera curiosidade de ex-aluna de Arte. 
Encaminhei-me para a entrada, onde quatro portas estavam aparentemente fechadas. Só à terceira tentativa consegui acertar na porta correcta. "Porquê que é tão difícil entrar nas igrejas?" - pensei, enquanto abria a porta e entrava. 
Estaquei e fiquei em choque com a diferença entre o exterior e o interior. Não, porque fosse a mais bela igreja, mas porque, como todas as igrejas pouco frequentadas, era mesmo silenciosa. Parecia que ali o tempo não passava. As estátuas deviam ganhar pó e ficar em permanente estado de feliz sofrimento...permanentemente. 
Estive assim parada, até levar com a porta nas costas e um subtil pedido de desculpas. Afastei-me e sentei-me no primeiro banco. Quem entrou era uma senhora, que vinha visitar o seu templo. Seu, porque, apesar da calma que senti ali, não consegui evitar sentir-me culpada por fazer barulho a respirar e romper aquele silêncio sagrado. 
A senhora fez aqueles gestos, próprios de veneradora profissional, e sacou do porta-moedas. Avançou até ao seu Santo preferido e ofereceu-lhe a sua cunha  oferenda. Como se ao oferecer dinheiro, estivesse a fazer o seu desejo chegar mais rapidamente aos ouvidos do grande Senhor. 
Fechei os olhos e aproveitei para meditar, ou tentar deixar de pensar. Doía-me a cabeça. Um telefone começou a tocar estridentemente. Olho para o lado com a minha melhor cara de "a sério?". Uma senhora atente:

- Está. - diz, como se estivesse em casa - Sim. Estou na igreja de S.Pedro.
- Onde?? - ouve-se do outro lado.
- Na igreja de S.Pedro! - diz a mulher mais alto - Vais chegar a horas? Está bem. Boa viagem.

Fim da conversa. O que é que esta gente vem aqui fazer? Trazem os seus terços de madrepérola e rezam uns "Avé Marias" para parecerem religiosos respeitáveis, e depois nem o básico respeito conseguem ter por quem está num local supostamente sagrado. Eu estava ali simplesmente pelo silêncio, mas havia quem estivesse por razões superiores. 

É por estas e outras razões, que a Igreja nunca me vai ter, embora as igrejas possam ter a honra de, ocasionalmente, darem assento ao meu traseiro; não porque quero pedir favores, ou ouvir falsos moralistas, mas porque é fresco, silencioso e óptimo para descansar depois da subida que a precede. 


sexta-feira, 8 de março de 2013

Chocolate - Joanne Harris

Não é segredo que adoro os livros da Joanne Harris. Claro que existem excepções, como o infame "Maligna", do qual não gostei assim tanto, mas que tem desculpa, porque foi o primeiro livro da escritora. Era portanto uma grande falha da minha parte ainda não ter lido a obra que a catapultou para a fama internacional e que, até hoje, é considerado o seu melhor livro; Estou a falar de "Chocolate".

Se em "Vinho Mágico" a autora conseguia fazer-nos ficar com água na boca, mesmo se não fossemos apreciadores desta bebida, imaginem o que fez com este "Chocolate"; toda a leitura foi acompanhada por guardanapos para limpar a baba que escorria pelos cantos da minha boca...pronto era mais para limpar os restos de chocolate que comia, enquanto lia.

A história começa quando Vianne Rocher e a sua filha Annouke chegam à aldeia provinciana de Lansquenet-sous-Tannes, numa Terça-feira de Carnaval. Apesar de nunca ficar no mesmo sítio durante muito tempo, Vianne deixa-se levar pelo encantamento da sua filha durante o desfile carnavalesco, e decide fixar-se nesta pequena aldeia. Abre uma chocolaterie e cedo começam os murmúrios típicos destas pequenas aldeias, onde as mudanças são geralmente vistas com maus olhos por aqueles que lá habitam. 

Apesar disso, a chocolaterie La Celeste Praline torna-se num modesto sucesso e consegue conquistar o coração e os sentidos de alguns dos habitantes mais carismáticos desta pequena aldeia. Mas, nem tudo corre bem. A abertura desta acolhedora loja de chocolates é vista pelo pároco como um verdadeiro atentado pagão à sagrada época da Quaresma, decidindo iniciar uma luta, que acaba por tornar-se pessoal, contra a permanência desta "estrangeira" no seu território.   

É um livro do qual gostei muito. Considero que de facto é um dos melhores livros que já li da autora, com uma escrita deliciosa (literalmente) e com uma sequela que estou curiosa por explorar nos próximos tempos.  



quinta-feira, 7 de março de 2013

Doctor Sleep - Stephen King


Esta é a capa da muito aguardada sequela do livro/filme "The Shining" de Stephen King.

Minimalismo

Tenho o hábito de me apegar às coisas. Gosto de acreditar que cada coisa guarda uma história, um segredo muito próprio; memórias. 
Isso faz com que tenha caixas cheias de recordações acumuladas no meu armário. Desde caixas com cartas, que trocava com as minhas amigas no ensino básico, onde falava dos mil rapazinhos de quem gostei e que hoje me fazem chorar a rir, até a bilhetes de avião, ou de museus, que evocam alguma viagem passada.
Houve alturas de raiva em que peguei em muitas dessas recordações e as queimei, enquanto fazia uma dança vitoriosa (exagero, só as deitei fora). Lembro-me perfeitamente de um dia sair de casa e de pedalar até ao final da ciclovia, pegar num colar, que tinha sido oferecido por uma pessoa que eu achava especial, mas que de especial não tinha muito, e atirá-lo para o meio do mato (sim, eu sou do tipo dramático). Voltei a pegar na bicicleta e fiquei parada a tentar calcular onde a coisa tinha caído e se iria desfazer nas próximas décadas. Senti que o peso daquela má pessoa recordação estava mais leve. 

O que aconteceria se todas as minhas recordações, gentilmente armazenadas no meu armário, fossem para o lixo? Sentir-me-ia suficientemente leve para começar a flutuar? 

Um dia destes, enquanto navegava pela net, descobri algures num blog a ideia de viver um estilo de vida com menos coisas, minimalista. A única coisa que fui capaz de fazer, foi limpar a minha secretária de todas as canetas que já não escrevem e dos marcadores secos.

Duvido que algum dia consiga ser uma verdadeira minimalista. Não sou mais do que uma consumista programada para consumir, mas reconheço que existem coisas que posso melhorar, uma delas é a organização. Para isso o minimalismo é interessante.


quarta-feira, 6 de março de 2013

O que é que o estado do Facebook muda?

A primeira vez que tive acesso à Internet só a usava para ir ao website "A Cidade da Malta" (que já não existe). Achava imensa piada à interacção com outras pessoas no chat e nos fóruns. Depois veio a moda do "Habbo Hotel". Eu, o meu irmão e o meu primo R. éramos o trio de "ladrões profissionais". Fartámo-nos de ganhar itens "sacaneando" os outros utilizadores. Deixei-me disso, quando a idade já o exigia, e evolui para o "Gaia Online", onde ainda vou ocasionalmente. Mas a verdadeira revolução chegou com o aparecimento do Hi5! Entre isso e o Facebook foi uma questão de alguns anitos. 
"Facebook". Nome masculino e singular, tornou-se vocábulo comum nas nossas conversas do dia-à-dia. É através dele que comunicamos com amigos, ou familiares, que estão longe (ou simplesmente no quarto ao lado); cuscámos a vida dos outros; julgámos-los baseando-nos nas suas fotos, nos seus estados, ou no número de amigos. O Facebook consegue convencer-nos de que conhecemos essas pessoas, porque sabemos tudo o que há para saber; Está tudo esparrapachado no nosso ecrã! 

Mas e quando o Facebook não mostra? O que somos, quando não temos um estado civil, ou quando não temos fotos numerosas? Deixamos de ser, ou somos seres misteriosos? Verdadeiros unicórnios da Era Moderna!