sexta-feira, 8 de março de 2013

Chocolate - Joanne Harris

Não é segredo que adoro os livros da Joanne Harris. Claro que existem excepções, como o infame "Maligna", do qual não gostei assim tanto, mas que tem desculpa, porque foi o primeiro livro da escritora. Era portanto uma grande falha da minha parte ainda não ter lido a obra que a catapultou para a fama internacional e que, até hoje, é considerado o seu melhor livro; Estou a falar de "Chocolate".

Se em "Vinho Mágico" a autora conseguia fazer-nos ficar com água na boca, mesmo se não fossemos apreciadores desta bebida, imaginem o que fez com este "Chocolate"; toda a leitura foi acompanhada por guardanapos para limpar a baba que escorria pelos cantos da minha boca...pronto era mais para limpar os restos de chocolate que comia, enquanto lia.

A história começa quando Vianne Rocher e a sua filha Annouke chegam à aldeia provinciana de Lansquenet-sous-Tannes, numa Terça-feira de Carnaval. Apesar de nunca ficar no mesmo sítio durante muito tempo, Vianne deixa-se levar pelo encantamento da sua filha durante o desfile carnavalesco, e decide fixar-se nesta pequena aldeia. Abre uma chocolaterie e cedo começam os murmúrios típicos destas pequenas aldeias, onde as mudanças são geralmente vistas com maus olhos por aqueles que lá habitam. 

Apesar disso, a chocolaterie La Celeste Praline torna-se num modesto sucesso e consegue conquistar o coração e os sentidos de alguns dos habitantes mais carismáticos desta pequena aldeia. Mas, nem tudo corre bem. A abertura desta acolhedora loja de chocolates é vista pelo pároco como um verdadeiro atentado pagão à sagrada época da Quaresma, decidindo iniciar uma luta, que acaba por tornar-se pessoal, contra a permanência desta "estrangeira" no seu território.   

É um livro do qual gostei muito. Considero que de facto é um dos melhores livros que já li da autora, com uma escrita deliciosa (literalmente) e com uma sequela que estou curiosa por explorar nos próximos tempos.  



quinta-feira, 7 de março de 2013

Doctor Sleep - Stephen King


Esta é a capa da muito aguardada sequela do livro/filme "The Shining" de Stephen King.

Minimalismo

Tenho o hábito de me apegar às coisas. Gosto de acreditar que cada coisa guarda uma história, um segredo muito próprio; memórias. 
Isso faz com que tenha caixas cheias de recordações acumuladas no meu armário. Desde caixas com cartas, que trocava com as minhas amigas no ensino básico, onde falava dos mil rapazinhos de quem gostei e que hoje me fazem chorar a rir, até a bilhetes de avião, ou de museus, que evocam alguma viagem passada.
Houve alturas de raiva em que peguei em muitas dessas recordações e as queimei, enquanto fazia uma dança vitoriosa (exagero, só as deitei fora). Lembro-me perfeitamente de um dia sair de casa e de pedalar até ao final da ciclovia, pegar num colar, que tinha sido oferecido por uma pessoa que eu achava especial, mas que de especial não tinha muito, e atirá-lo para o meio do mato (sim, eu sou do tipo dramático). Voltei a pegar na bicicleta e fiquei parada a tentar calcular onde a coisa tinha caído e se iria desfazer nas próximas décadas. Senti que o peso daquela má pessoa recordação estava mais leve. 

O que aconteceria se todas as minhas recordações, gentilmente armazenadas no meu armário, fossem para o lixo? Sentir-me-ia suficientemente leve para começar a flutuar? 

Um dia destes, enquanto navegava pela net, descobri algures num blog a ideia de viver um estilo de vida com menos coisas, minimalista. A única coisa que fui capaz de fazer, foi limpar a minha secretária de todas as canetas que já não escrevem e dos marcadores secos.

Duvido que algum dia consiga ser uma verdadeira minimalista. Não sou mais do que uma consumista programada para consumir, mas reconheço que existem coisas que posso melhorar, uma delas é a organização. Para isso o minimalismo é interessante.


quarta-feira, 6 de março de 2013

O que é que o estado do Facebook muda?

A primeira vez que tive acesso à Internet só a usava para ir ao website "A Cidade da Malta" (que já não existe). Achava imensa piada à interacção com outras pessoas no chat e nos fóruns. Depois veio a moda do "Habbo Hotel". Eu, o meu irmão e o meu primo R. éramos o trio de "ladrões profissionais". Fartámo-nos de ganhar itens "sacaneando" os outros utilizadores. Deixei-me disso, quando a idade já o exigia, e evolui para o "Gaia Online", onde ainda vou ocasionalmente. Mas a verdadeira revolução chegou com o aparecimento do Hi5! Entre isso e o Facebook foi uma questão de alguns anitos. 
"Facebook". Nome masculino e singular, tornou-se vocábulo comum nas nossas conversas do dia-à-dia. É através dele que comunicamos com amigos, ou familiares, que estão longe (ou simplesmente no quarto ao lado); cuscámos a vida dos outros; julgámos-los baseando-nos nas suas fotos, nos seus estados, ou no número de amigos. O Facebook consegue convencer-nos de que conhecemos essas pessoas, porque sabemos tudo o que há para saber; Está tudo esparrapachado no nosso ecrã! 

Mas e quando o Facebook não mostra? O que somos, quando não temos um estado civil, ou quando não temos fotos numerosas? Deixamos de ser, ou somos seres misteriosos? Verdadeiros unicórnios da Era Moderna!