quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
"Peter Pan" J.M. Barrie
Quem me conhece, sabe que no último ano desenvolvi uma fixação pela personagem do Peter Pan. Em pequena nunca vi o filme da Disney e nunca li o livro. Um dia, quando estava triste, porque pela milionésima vez não tinha conseguido entrar em Medicina Veterinária, resolvi pôr a rodar o DVD de "O Regresso à Terra do Nunca". A verdade é que me deixou feliz. Nesse momento soube que ia conseguir um dia realizar o meu sonho, só tinha de continuar a acreditar e nunca desistir. Assim, foi com alegria que passado um mês ou dois vi o meu sonho realizado; estava finalmente no curso pelo qual tinha trabalhado tanto!
Nunca mais senti necessidade de ver o filme. E o Peter Pan e o pó de fada foram rapidamente esquecidos, no meio dos dias rotineiros e menos rotineiros que se seguiram.
Contudo, no último ano, voltei-me mais uma vez para a minha colecção de filmes da Disney, na busca de algo que me fizesse sentir calma e esperançosa em relação ao futuro. Vi todos os filmes, ou quase todos, mas eram poucos aqueles que me faziam abstrair dos problemas, até que chegou novamente a vez de "O Regresso à Terra do Nunca".
Durante meses essa tornou-se na minha história para adormecer. Eu era Jane, a filha da Wendy. Era responsável, tomava conta da minha família, protegendo-a durante a Grande Guerra, que assolava a Inglaterra. Pelo meio perdi aquilo que de mais importante havia em mim. Até que um dia, vindos do nada, piratas me levaram para a Terra do Nunca. Fui salva pelo Peter Pan, que me levou até aos meninos perdidos. Mas achava-me tão crescida no meio deles, até que percebi que eu não era mais do que eles; éramos iguais. E assim, durante meses, vi o meu eu voltar e senti-me cada vez melhor.
Há filmes e histórias que marcam e este, apesar de ser um filme de animação, marcou e assim surgiu a curiosidade de ler a história original. Fiquei um pouco desiludida com a personagem de Peter Pan, que não é muito semelhante à personagem criada pela Disney. O Peter Pan literário faz lembrar o estereótipo do típico "Homem"; presumido, gabarolas, exibicionista e insensível, ainda que carente de amor e atenção. Wendy por sua vez é a menina que aspira a ser mulher, e que por isso trata Peter ora como marido, ora como filho (um pouco como as esposas ainda fazem em alguns casais). A Sininho é "a outra". Aquela que realmente entendo o ridículo das atitudes de Peter, as intenções de Wendy, etc. Funciona um pouco como a adulta do conto; aquela que manda umas bocas de vez em quando.
Ainda assim, gostei. Quando for crescida e tiver os meus próprios filhos, consigo imaginar-me a ler-lhes a história do Peter Pan e, quem sabe, até a inventar as minhas próprias aventuras na Terra do Nunca com o Peter Pan e os meninos perdidos.
"Fé, Confiança e Pó de Fada!"
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Random
Hoje ia a andar na rua e a imaginar que cada uma das pessoas que passava por mim já tinha sido um espermatozóide (mais ao menos).
A Culpa é das Estrelas - John Green
Este é um livro, que tem vindo a dar que falar no universo da literatura YA (young adult). Decidi por essa razão pedi-lo ao Pai Natal e comecei 2013 com esta leitura. Não me arrependi.
Em "A Culpa é das Estrelas", John Green dá-nos a conhecer Hazel, uma adolescente com cancro da tiróide, que graças a um fármaco milagroso (e fictício) , vê o seu prazo de vida aumentado. Numa das sessões, extremamente aborrecidas, do grupo de apoio a crianças com cancro, Hazel conhece Augustus Waters e a sua vida muda radicalmente.
À primeira vista, parece uma típica historia de adolescentes, mas na minha opinião, esconde mensagens mais profundas que isso. Este foi um dos livros que mais me emocionou, ao ponto de haver páginas que estão cheias de marcas de lágrimas e ranhos (Ok, estou a exagerar na parte dos ranhos). Viver constantemente à beira da morte, ter apenas como certa a incerteza; o medo e a garantia de que magoaremos quem nos ama pelo simples facto de que vamos morrer antes deles; a certeza e o pânico de sermos esquecidos, de a nossa passagem neste mundo ser em vão; todas estas emoções concentradas num só livro, dão origem a algo emocionalmente potente e contra-indicado para corações sensíveis.
Este é um livro que me fez pensar na forma como a maior parte das pessoas encara a vida. Muitas vezes encaro a vida como se fosse viver para sempre, como se o que quero fazer pudesse ser feito em qualquer outro dia, menos hoje, que não dá muito jeito. Mas a vida é efémera e por vezes precisamos de acontecimentos ou livros, como este, que nos toquem e nos relembrem isso.
Outra das coisas que gostei foi da conversa dos infinitos - "Some infinites are bigger than other infinites". Só percebi a frase, quando vi o filme. De facto, alguns momentos, por mais pequenos que sejam, valem muito mais do que uma eternidade.
Outra das coisas que gostei foi da conversa dos infinitos - "Some infinites are bigger than other infinites". Só percebi a frase, quando vi o filme. De facto, alguns momentos, por mais pequenos que sejam, valem muito mais do que uma eternidade.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
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