sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Culpa é das Estrelas - John Green

Este é um livro, que tem vindo a dar que falar no universo da literatura YA (young adult). Decidi por essa razão pedi-lo ao Pai Natal e comecei 2013 com esta leitura. Não me arrependi.

Em "A Culpa é das Estrelas", John Green dá-nos a conhecer Hazel, uma adolescente com cancro da tiróide, que graças a um fármaco milagroso (e fictício) , vê o seu prazo de vida aumentado. Numa das sessões, extremamente aborrecidas, do grupo de apoio a crianças com cancro, Hazel conhece Augustus Waters e a sua vida muda radicalmente.

À primeira vista, parece uma típica historia de adolescentes, mas na minha opinião, esconde mensagens mais profundas que isso. Este foi um dos livros que mais me emocionou, ao ponto de haver páginas que estão cheias de marcas de lágrimas e ranhos (Ok, estou a exagerar na parte dos ranhos).  Viver constantemente à beira da morte, ter apenas como certa a incerteza; o medo e a garantia de que magoaremos quem nos ama pelo simples facto de que vamos morrer antes deles; a certeza e o pânico de sermos esquecidos, de a nossa passagem neste mundo ser em vão; todas estas emoções concentradas num só livro, dão origem a algo emocionalmente potente e contra-indicado para corações sensíveis. 

Este é um livro que me fez pensar na forma como a maior parte das pessoas encara a vida. Muitas vezes encaro a vida como se fosse viver para sempre, como se o que quero fazer pudesse ser feito em qualquer outro dia, menos hoje, que não dá muito jeito. Mas a vida é efémera e por vezes precisamos de acontecimentos ou livros, como este, que nos toquem e nos relembrem isso.

Outra das coisas que gostei foi da conversa dos infinitos - "Some infinites are bigger than other infinites". Só percebi a frase, quando vi o filme. De facto, alguns momentos, por mais pequenos que sejam, valem muito mais do que uma eternidade.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

No Doubt

Não sei como nunca falei dos No Doubt nesta cantinho dedicado às sugestões musicais. 
É um facto: adoro música dos anos 80 e 90. Gosto dos No Doubt, essencialmente pelo carisma da vocalisna, a Gwen Stefani. Ela salta, dá pontapés, usa roupa de rapaz, goza com eles, dá-lhes uma coça, e tudo isto parecendo maravilhosamente bonita e sendo a personificação da mulher independente.
E existem as músicas. Mexidas, com piada, simples e verdadeiras. 

Os Miseráveis

Os Miseráveis, musical do realizador Tom Hooper, é um filme extraordinário. Tem o dom de nos conseguir fazer adormecer em menos de 15 minutos. 

Sim. Deveria sentir-me obrigada a dizer bem deste filme, baseado no clássico literário homónimo de Victor Hugo, mas se o fizesse estaria a mentir. À excepção de algumas músicas mais tocantes, não achei nada de espectacular, para além de que não gosto quando não existem pausas  entre os momentos musicais (quase que podiam fazer uma cena em que Jean Valjean vai ao WC e canta o que está a fazer de forma dramática e emotiva)

Não consegui terminar de ver o filme, por estar quase a adormecer. Valeu a pena o que vi apenas pela prestação da Anne Hathaway, que foi realmente soberba (e pensar que esta actriz começou a sua carreira com o filme da Disney "O Diário da Princesa").

domingo, 20 de janeiro de 2013

"Dalí e Eu" - Stan Lauryssens

O meu percurso académico não é linear. Terminei o secundário em Artes Visuais e segui para o primeiro ano de Artes Plásticas. Não me sentindo satisfeita/útil (embora este seja um tópico que dá pano para mangas), desisti e voltei ao secundário para, dois anos mais tarde, entrar em Medicina Veterinária. 

Apesar disso, as artes sempre se mantiveram por perto. Os meus melhores amigos tem as suas manias artísticas, visto serem dessa área; não consigo não fazer trabalhos manuais durante muito tempo (embora nenhum com valor suficiente para obra de arte); tenho a biblioteca cheia de enciclopédias de História da Arte, uma delas oferecida pelos avós, que guardo com bastante carinho; o armário está atafulhado com vestígios da vida passada. Apesar de tudo isto, o meu conhecimento é limitado. Assim, foi com curiosidade que quis ler esta obra sobre a vida secreta de Salvador Dalí. 

A história é narrada na primeira pessoa por Stan Lauryssens, vigarista de profissão. Este homem ganha a vida a vendendo arte surrealista de Dalí. Arte essa que ele promete vir a ser valorizada após a morte do pintor; um verdadeiro e seguro investimento. 

O problema é que este vigarista não contava com as artimanhas do próprio Dalí, que ao longo da sua carreira encomendou obras a outros artistas, que assinava como suas e que vendia, adquirindo desta forma o título de maior pintor surrealista da História; assinava inúmeras obras com assinaturas diferentes, para que se confundissem os verdadeiros Dalí, com os falsos; elaborava uma série de esquemas, mais vigarizantes, do que aqueles com que Stan intrujava os seus clientes; Dalí era um falsificador da sua própria arte; Dalí não passava de um pervertido em busca de fortuna infindável. 

Assim nos é apresentado um pintor que marcou um século. Se a história é verdade ou não passa de uma vingança literária de Stan Lauryssens, preso após ter sido desmascarado, isso é deixado ao critério do leitor, mas esta é sem dúvida uma perspectiva única daquele que foi realmente Dalí, ou daquilo que poderá ter sido este "artista chanfrado".


sábado, 19 de janeiro de 2013

Défice Solar

1,5 dias de Férias...
 
Hoje sinto-me obcecada; um bocado paranóica, na verdade. Há uns meses para cá que esse estado de espírito já tinha sido eclipsado. Mas parece que os velhos padrões voltam sempre, nem que seja por um minuto. Eles voltam. Os estúpidos medos e as cenas da minha vida menos agradáveis, passam tipo filme na minha cabeça. A parte boa é que cada vez que isso acontece eu acrescento algo ridículo e todo o drama parece comédia. Ainda assim, não gosto de pensar nisso: uma comédia não merecia tanto dramatismo e fico envergonhada com algumas coisas que disse, ou fiz. Olhando para o grande quadro, foi uma tempestade num copo de água. Nestas alturas paro e vou dormir, mas hoje não me apetece dormir (pânico!!!).

De certeza que é este tempo horrível. Não posso sair, sem um barco e a crise não permite a compra de um. Não há nenhum sítio onde se possa passear, andar de bicicleta, ou simplesmente estar sentada a ler ao Sol. Não há Sol! 
Nunca fui amante de Sol, mas por favor volta! Eu perdoo todas as vezes que me fizeste assar; todas as vezes que amaldiçoei o teu calor; todas as vezes que me fizeste ficar com sede e quase me mataste.

Eu sei que sempre te reneguei, amigo Sol. Mas eu ainda não sabia quem era. Eu achava que se fingisse não gostar de ti seria a típica rapariga "cool" que detesta o Sol. Do tipo branco e tapado. E sim, já fui essa rapariga; sim, já passei horas, no Verão, fechada em casa sem ver a tua luz. Eu gostava genuinamente de ficar o dia todo a ler, a ver séries e filmes, ou a atropelar pessoas ao som do "Video Killed the Radio Star" no GTA Vice City.  Mas agora não aguento mais de dois dias dessa rotina.

Bastava-me a Primavera. Poder fazer piqueniques, caminhadas, ver os gatos a brincar no jardim e receber a típica visita matinal do pardal que há ano e tal me visita sempre por volta do meio-dia (agora são dois ^^)....o que me lembra que se calhar devia dar-lhe um nome... ou então não, porque gosto de pensar que são parentes meus, que vem ver como vai a família que ficou por cá. Uma ideia um bocado maluca, mas gosto de imaginar e reconforto-me nesse mundo imaginário, que vou construindo em meu redor.

Mas com esta chuva... nem eles vem visitar.
Aceitam-se sugestões de actividades de Inverno fora de casa, de preferência grátis!