quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dia Estranho - Parte III / Strange Day - Part III

Continuando a história da gatinha que apanhamos na rua, que depois baptizamos de Sininho, em Novembro do ano passado:

 Depois de entregarmos a Sininho à Plataforma Animal, tentamos voltar ao nosso dia-à-dia. Tínhamos aulas, trabalhos e testes. Muita coisa em que pensar, mas era impossível não nos perguntarmos como estaria a gatinha. 

Mal acabou a aula ligaram-nos: a gatinha estava mal. Tinha uma fractura muito complicada na anca e estava em estado de choque. Além disso não tinha sensibilidade na região posterior do corpo o que, traduzido, significava que além de não poder andar com as patas traseiras, também não tinha controlo sobre quando fazer as suas necessidades. Ainda assim, os veterinários optaram por tratar a Sininho, na esperança de que ela voltasse a ter esse controlo. Era essencial que tal acontecesse, para que o animal pudesse ter alguma qualidade de vida. Caso tal não sucedesse a eutanásia era a opção.

Esperamos pacientemente durante um fim de semana e na Segunda as noticias eram boas: a Sininho já comia, já se arrastava até ao caixote para fazer as necessidades e já brincava. Ia seguir para cirurgia. Estávamos super felizes! Ela ia sobreviver!

Contudo, no dia seguinte foi-nos dada uma triste notícia: a Sininho não tinha apenas a anca fracturada em vários locais. Ela tinha também uma hérnia, detectada aquando da cirurgia, em estado avançado, havendo já sinais de inflamação grave. A única opção, dado que seria extremamente complicado e dispendioso o seu tratamento, foi a eutanásia. 

E assim, a Sininho partiu para a Terra do Nunca, na segunda estrela à direita, sempre em frente até de manhã. Gostamos de pensar que não foi em vão; que esta gatinha sofreu, mas pode ter ajudado alguém, ou outro animal, quanto mais não seja, porque apareceu na TVI (aqui) e ajudou a divulgar a "Plataforma Animal". Gostamos de pensar que nos ajudou a nós também, dando-nos um momento de 2012 para recordar e aprender.

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Continuing the story of the cat that me and my friends rescued from the street, who then we baptized as Tinkerbell, in November of last year:
After Tinkerbell being delivered to the "Platform Animal", we tried to return to our day-to-day life. We had lessons, assignments and tests. A lot to think about, but it was impossible not to ask how would the kitten be.
After our class, we got a call from the "Platform Animal": the kitten was very ill. She had a very complicated hip fracture and was in shock. Besides that, she also had no sensitivity in the posterior region of the body which, translated, meant that besides not being able to walk on his hind legs, she also had no control over when/where to make her needs. Still, veterinarians chose to treat Tinkerbell, in the hope that she would return to have that control. It was essential that this happened so that the animal could have some quality of life. If this does not succeed euthanasia was the option.
We waited patiently during the weekend and on Monday the news were good: Tinkerbell already ate, did her  needs where she should and already played. She was going to surgery. We were super happy! She was going to survive!
However, the next day we were given the sad news: Tinkerbell had more than a hip fractured in several places. She also had an hernia, detected during the surgery, at an advanced stage, and there were already signs of severe inflammation. The only option, since it would be extremely complicated and expensive to treat the kitten was euthanasia.
And so, Tinkerbell went off to Neverland, the second star to the right, straight on till morning. We like to think that it was not in vain, that this kitten suffered. We hope that she may have helped someone or another animal, not least because she appeared on national television (here) and helped spread the word about the 'Animal Platform " project. We like to think that she also helped us by giving us a moment to remember the 2012 year and to learn that we should always give a chance to those who need one. 





quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Coisas que quero fazer em 2013

Este ano não houve desejos nem uvas passas. Não foi um fim de ano triste; pelo contrário! A contagem decrescente da SIC enganou-nos (qual é a ideia de fazer contagem no intervalo?!) e acabamos a gritar "Feliz 2013" antes do tempo. Seguiu-se o fogo de artifício e o bater de tachos e panelas. Serpentinas esvoaçaram pelo ar e os vizinhos apareceram nas ruas para competir pelo título do fogo de artificio mais longo.

No meio da confusão, as uvas passas foram esquecidas e os desejos também. Para mim não fez qualquer diferença. Sinto-me grata por tudo aquilo que 2012 me ensinou. Foi um ano de surpresas. Algumas menos boas, mas que acabaram por me trazer as realmente boas surpresas desta última metade do ano. Devo muito à minha família e aos meus amigos, que possibilitaram tudo isso. Se tivesse gasto os meus desejos de ano novo seria para lhes desejar tudo de bom e do melhor para este 2013!

Existem no entanto objectivos que gostava de ver cumpridos neste novo ano, a começar por fazer as 3 cadeiras que tenho atrasadas. Sei que vai ser complicado. Vão ser dez disciplinas num único semestre, mas de forma descontraída consigo facilmente superar esse desafio.

Depois há os objectivos para o Blog. Este ano, devido ao tempo limitado que vou ter, tenho como objectivo ler apenas 20 livros. É pouco, mas é uma meta realista. Gostava de finalmente trazer-vos entrevistas com autores e, quem sabe, passatempos engraçados, mas sinceramente não quero encarar este espaço como uma obrigação. Não quero ligá-lo a uma editora específica. Quero mantê-lo "o meu espaço", onde divulgo o que acho que devo divulgar e não um montam de propaganda sem ligação.

Depois existem pequenos objectivos que gostava de ver alcançados: aumentar a minha colecção de filmes da Disney; ir a pelo menos um concerto; participar na prova de BTT da Isabelinha e chegar ao fim viva; passar mais tempo com a família; encher a minha jarra de 2013 com boas recordações; fazer novos amigos; concentrar-me na meditação; continuar a contornar alguns defeitos que sempre por aqui andaram;  ... etc etc...


Que fique a transbordar até ao próximo ano!
 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Música para aprender a gostar de música - 2012

Este ano houve meses que não conseguia ouvir música. Também não conseguia ver filmes, ler, ou sair de casa sem me sentir terrivelmente mal. Era um vegetal que passava os dias a pensar; e a minha música fazia pensar. Mais. 

Resolvi que era altura de fazer o primeiro "reset" musical e começar a gostar de música desde o início. Acabavam-se as músicas com letras deprimentes, sobre amores falhados, sobre os mistérios da vida; música de almas igualmente perturbadas. Queria ser feliz e precisava de recuperar a minha vontade de viver. Precisava de música Pop! Com uma mensagem alegre. Música "foleira" e banal. Música que toda a gente ouve e que toda a gente gosta. Música para aprender a gostar de música outra vez.

Fiz um playlist com essas músicas e ouvias o Verão todo. A lista foi crescendo e crescendo e aos poucos fui adicionando as minhas velhas músicas e artistas favoritos, como a Imogen Heap, ou a Regina Spektor. 

Ficam aqui as músicas que me ajudaram a recuperar o meu "velho eu":




"Anna Karenina", Joe Wright

Não sei o que se passa este ano com a "silly season" natalícia, que de "silly" parece não ter nada. Se a minha memória não me falha, acho que nunca houve uma época de Natal com tantos filmes nas salas de cinema que gostasse de ver.

Esta semana cometi uma loucura e fui ver o tão aguardado "Hobbit", do Peter Jackson (do qual falarei mais tarde) e o "Anna Karenina" do realizador Joe Wright. Se fosse rica ainda arriscava ir ver "A vida de Pi" e o "Cloud Atlas", também baseados em livros. 

Porquê o Anna Karenina? Curiosidade. Ainda não li este clássico do russo Tolstoy e, quem me conhece, sabe que raramente vejo o filme antes de ler o livro. No entanto, não era uma leitura que se fizesse de um dia para o outro e por isso arrisquei. 

Estava à espera de algo diferente. Algo mais banal, do tipo "Orgulho e Preconceito", também realizado por Joe Wright; mas conseguiu surpreender-me. Todo o filme foi realizado como se de uma peça de teatro se tratasse. As cenas misturavam-se umas com as outras, à medida que iam sendo subtilmente trocados os cenários. No início estranhei e cheguei inclusive a temer que de um musical se tratasse, mas rapidamente vi que não havia motivos para alarme. 

Gostei da caracterização das personagens. Achei que o simbolismo da cor do vestido da personagem principal excelente; primeiro de cor escura e, no seu momento de maior destaque e vergonha, de cor branca, pura. Embora, de pura Anna Karenina já nada tivesse. 

Quanto ao enredo, tratando-se de uma história que tinha por base um romance russo, já estava à espera de algo extremamente dramático e por isso o final não foi uma surpresa. 
A única coisa que não gostei muito foi da excessividade de dramatismo das personagens. No entanto, de uma estranha forma, acabou por se encaixar bem no aspecto final do filme/peça de teatro. 

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I don't know what is happening this year with the "silly season" holiday, that of "silly" seems to have nothing. If my memory serves me correctly, I think there has never been a Christmas time with so many movies in theaters that I would like to watch.

This week I made the craziness of going to watch the awaited "Hobbit", by Peter Jackson (of which I will speak later) and "Anna Karenina", by director Joe Wright. If I were rich I would still risk to go see " The Life of Pi" and "Cloud Atlas", also based on books.

Why Anna Karenina? Curiosity. I haven't read this russian classic, by Tolstoyand, who knows me, knows that I rarely see the movie before reading the book. However, this was one reading not to be done from one day to the other and therefore I took the risk.

I was expecting something different. Something more mainstream, like "Pride and Prejudice", also directed by Joe Wright, but this movie managed to surprise me. The entire film was performed as a play. The scenes mingled with each other, as the scenarios were being subtly changed. Initially i though of it as being odd and I even came to fear that it was a musical, but I quickly saw that there was no reason for alarm.

I liked the characterization of the characters. I thought the symbolism of the color of the dress from main character
excellent, first of dark color, and in her moment of greatest prominence and shame, white, pure. Although pure was all that Anna Karenina wasn't.

As for the plot, in the case of a story that was based on a Russian novel, I was already waiting for something extremely dramatic and so the ending wasn't a surprise.

The only thing I didn't like was the excessiveness of drama in the way the actors acted. However, in a strange way, it turned out to fit well in the final look of the film / play.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Marina and the Diamonds

A sugestão musical de hoje é uma descoberta recente vinda do País de Gales. O que principalmente me chamou a atenção foram a melodia "catchy" e o sarcasmo que Marina consegue dar ás suas músicas. Há até alguns tons de voz que fazem lembrar a voz da Annie Lennox, o que tem imensa piada: 

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Today's music sugestion is a recent discovery coming from Wales. What particularly struck my atencion was Marina's catchy  music and the sarcasm that she seems to be using all the time in her lyrics. There's even some voice tones reminiscent of Annie Lennox's voice, which is funny: