sábado, 5 de maio de 2012

Foto da Semana

Decidi criar este novo hábito "Foto da Semana", para além das sugestões musicais, para compensar o facto de estar em época de testes/exames e ler menos...

Vencedora da Semana:



And that's how they surf in UTAD!

sábado, 28 de abril de 2012

Royksopp - Only This Moment

Banda Norueguesa, comprei o álbum "The Understanding", mas fiquei me por aqui. Agora que o volto a ouvir tenho curiosidade por mais. Deixo a sugestão também para vocês. :) 

E como este é um blog sobre livros...

Venho falar-vos hoje de revistas. Sim, eu também leio revistas, e actualmente tenho-o feito com mais frequência do que com os livros (apesar de ter acabado recentemente o segundo volume dos "Jogos da Fome").

Qual é a rapariga que, na sua adolescência, nunca comprou a Bravo, a Super Pop, ou até a Gente Jovem? Pois…eu comprava. Idolatrava o Orlando Bloom, o Jude Law (principalmente depois de ver o seu “matagal” no filme “Closer”…eu sei…as hormonas punham-nos loucas) e comprava todas as edições “especiais signos”, que traziam sempre umas bonecas representativas de cada signo e cada personalidade, que no fundo me desiludiam sempre. Não acredito em horóscopos, mas acredito que há coisas na personalidade de cada pessoa que encaixam perfeitamente nos signos a que elas pertencem. Será apenas coincidência? (off topic).


Um dia a minha mãe aderiu a um cartão bancário qualquer, e por alguma razão teve como brinde a assinatura gratuita de um ano da revista “National Geographic”. Desinteressei-me pelas revistas para adolescentes e comecei a comprar revistas sobre videojogos (embora já não me lembre do nome de nenhuma…sei que não era a Playstation porque custava 7€!! Um desperdício de dinheiro). E assim, durante uns anos fui lendo sobre vídeo jogos (sonhando um dia ser designer de personagens de RPG’s) e ao mesmo tempo devorando cada edição da “National Geographic”, onde me imaginava em cada expedição, ou onde me via como alguém que podia realmente fazer a diferença. 

A anuidade gratuita terminou e, excepto uma ou outra edição, deixei de seguir a “National Geographic”. Fui para a universidade e o curso de Artes Plásticas demonstrou ser uma total desilusão para mim. 

Pensei na “National Geographic”. 


Pensei no que realmente queria e dei um passo atrás. Voltei a assinar esta revista, que anos antes me inspirava a cada página, e segui um novo rumo, desta vez também trazia para casa edições da “Cães e Companhia”. Era uma revista divertida, sobre animais de companhia em geral, mas não totalmente satisfatória para quem queria saber mais sobre Medicina Veterinária. Nova assinatura: Veterinária Atual. Uma revista para crescidos! Difícil de descobrir, e de especificidade elevada. Gostei, mas não me prendeu. E voltamos ao mesmo: “National Geographic”

Neste momento só a compro quando os artigos da capa me atraem mesmo (a última que comprei foi sobre gémeos e achei mesmo muito interessante) e comecei recentemente a a comprar a “Saber Viver”. Esqueci-me de falar da fase da Cosmopolitan…mas achei melhor não falar muito, porque era uma revista completamente “oca” e, felizmente, passei à frente essa fase menos feliz. 

A Saber Viver neste momento tem sido uma grande distracção para mim, quer pelo conteúdo mais voltado para as pessoas (e não tanto para o mundo e para os animais), quer também por ter artigos bem interessantes sobre saúde e bem-estar.



Estava a precisar de uma pausa assim.

Vá lá pessoal!

Eu bem tento mobilizar pessoal para esta iniciativa do Artes Mião...mas parece que ninguém quer contribuir e há artigos que tem uma base de licitação de 0,25€! Vá lá venham ajudar um bocadinho os animais da Asaast! Basta fazerem licitações, partilharem a iniciativa, incentivarem os vossos amigos, partilharem nos vossos blogs!

Só o partilhar é fácil!


sexta-feira, 27 de abril de 2012

“Do lado de cá do Mar” – Philip Graham




Desde cedo descobri que este país não é para velhos; também cedo comecei a achar que, o mais certo, era também não ser para os novos. Pensava, antes de ler este livro, que qualquer outro país era melhor que Portugal e que mal pudesse fugia daqui.

No fundo, nós portugueses, pensamos todos um bocado assim. Choramos sobre as pedras da calçada, mas acabámos, na maior parte das vezes, por aceitar com resignação o nosso “fado”. Depois queixámo-nos e choramos mais um bocado. A nossa auto-estima é tão baixa, que foi preciso Philip Graham, professor e escritor americano, presentear-nos com este livro publicado pela Editorial Presença: um conjunto de crónicas, que resumem a sua breve estadia (cerca de um ano) neste nosso Portugal, acompanhado pela mulher e pela filha, ainda uma criança.

Nas suas crónicas o autor conta-nos aquilo que o fez apaixonar-se pelo nosso país e relembra-nos que nem tudo o que aqui há é mau. Nem tudo é crise, ou corrupção; há um lado bom. E é, na maior parte das suas crónicas, esse Portugal que nos é mostrado visto do ponto de vista de um estrangeiro. Para Graham somos mais do que um buraco no canto mais a oeste da Europa; somos um povo único, com as suas contradições, com o seu orgulho, com os seus defeitos (claro!), mas também com as suas qualidades.

Recomendo para quem goste de sentir o ego e o orgulho pela pátria a aumentar! (4/7)

Mudança!

Como devem ter reparado, na barra lateral já não existe os "livros a ler em 2012" e o "progresso" do que já li. A verdade é que as coisas não andam bem comigo. Por isso decidi retirar aqueles auto desafios, porque neste momento tenho um muito superior em mãos. 

Decidi também parar com aquelas leituras que não andavam nem desandavam. Não eram más leituras, mas preciso de algo mais substancial, que me faça realmente pensar e que me ocupem a mente. Acho que vou voltar aos clássicos e dar uma hipótese a um ou dois livros que já me pediram para ler. 

Quando deram as doze badaladas da meia-noite do novo ano desejei apenas duas coisas: que toda a gente que me é próxima continuasse a ter saúde e que duas pessoas em especial deixassem de se comportar de forma errada. A segunda parece estar a resultar, mas quanto à saúde a minha não está a cem por cento. Portanto, desculpem-me a falta de material, de livros lidos, de desafios propostos...

Preciso de um recomeço. Aqui no Blog e na vida em geral. 

Obrigada por continuarem a seguir o Baú dos Livros. É um prazer escrever e partilhar com vocês as minhas opiniões e os meus desafios! Nos últimos dias foi graças ao Blog, e a vocês, que lhe deram a dimensão que tem, que tive algumas experiências novas e das quais gostei muito. A primeira foi a tertúlia sobre Blogues, organizada pelo grupo das livrarias Bertrand (da qual ainda irei falar); a segunda foi conhecer o George R.R. Martin. Quero mais momentos destes e vou procurá-los para ultrapassar o que agora falta na minha vida. Por mim e pelo Blog. Por mim e por vocês!

Acho que nunca tinha escrito nada tão remélico aqui, mas senti que me devia justificar. Não sou de desistir de livros, ou de compromissos. No final acabo sempre por cumpri-los, agora só demoro é um pouco mais a fazê-lo.

Um abraço para todos aqueles que por aqui continuem!

Alu