Este é livro com o nome mais comprido que eu já li. Não sei o que se passa com os tradutores do nosso querido país, pois seria muito mais simples chamar-lhe “A Rapariga que brincava com o fogo” (aka “The Girl who played with Fire”). Além disso daria uma menor impressão de “spoiler alert”!
“A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo” é o segundo volume da trilogia Millennium, do já falecido escritor e jornalista sueco Stieg Larson. Enquanto no primeiro volume a figura central do livro era Mikael Blomkvist, este volume centra-se mais na personagem de Lisbeth Salander e no seu passado.
Depois de passar um ano no estrangeiro, Lisbeth volta a Estocolmo. Depressa os seus talentos como hacker a levam a enveredar-se nos bastidores do mundo do tráfico humano e da prostituição. Coincidência ou não, a revista Millennium está também a desenvolver uma edição especial sobre o assunto, baseada no trabalho de Dag Sevensson. Dag e a sua namorada, Mia, há muito que investigam sobre o tráfico humano e decidem recorrer à Millennium e a Mikael Blomkvist para denunciar e uma série de ilustres personalidades, responsáveis pela perpetuação destes crimes no país. Tudo parece encaminhar-se para o melhor, até que o casal é assassinado e a suspeita principal é nada mais, nada menos do que Lisbeth Salander.
Se o primeiro livro me cativou, este segundo volume fez de mim uma fã inquestionável de Larson. A capacidade que o autor teve para criar uma personagem tão estranha e simultaneamente cativante como Lisbeth Salander e a forma como conseguiu criar um enredo tão surpreendente fizeram-me querer ler sempre mais e mais.
É pena que já só me reste o último volume. Se Stieg ainda fosse vivo tenho a certeza que o seu sucesso seria igual ou superior ao da lendária Agatha Christie e Lisbeth tornar-se-ia no Poirot dos tempos modernos.(5/7)



