segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dead in the Family - Charlaine Harris

Quando comprei o meu Kindle sabia que não ia encontrar muitas obras em português europeu. Depois de passar meses a utilizá-lo maioritariamente como auxiliar de estudo, decidi aproveitar estas férias para experimentar ler a versão ebook em inglês do décimo livro das aventuras de Sookie Stackhouse.

Sempre fui um pouco céptica em relação a ler livros em inglês. Desde cedo tive facilidade em entendê-lo, no entanto, quando lia livros neste idioma havia sempre alguma palavra que eu não percebia, acabando por entender o texto apenas pelo sentido das frases e não exactamente por perceber todas as palavras. Com o dicionário incorporado no Kindle isso deixou de ser um problema. Posso aceder comodamente à definição da palavra que não entendo enquanto leio o livro.

Foi pela simplicidade da escrita de Charlaine Harris, que decidi fazer a experiência com este “Dead in the Family” (“Segredos de Sangue” em Portugal). O resultado foi umas boas horas de entretenimento, embora a história me tenha desiludido um pouco.

A verdade é que este foi até agora o livro mais calmo da saga. Se o anterior terminou com a trágica morte de Claudine e com o suspense da possível morte do vampiro Bill, este último começa de forma quase normal, como se quase nada tivesse mudado na vida da heroína. Toda a espectativa em relação à possível “morte final” de Bill é rapidamente dissipada e voltamos à “velha rotina” de Sookie; encontros escaldantes com Eric, trabalho no Merlottes, interacções com lobisomens, culminando tudo com o aparecimento do criador de Eric e do irmãozinho deste.

É uma leitura que entretém à mesma, mas da qual esperava mais um pouco de aventura. (3/7)  

E DEPOIS DA BONANÇA, VEM A TEMPESTADE


Não é com grande surpresa que recebo esta notícia. Apesar de assinar a revista Premiere, não lhe devoto grande atenção. Críticas que se assemelham mais a sinopses, conteúdo redundante ou desnecessário, perda de identidade. São tudo problemas, por si só suficientes para condenar uma revista de cinema ao fracasso. Mas não foram.

O prego no caixão foi dado pela concorrência. Após anos em que, ao cinema, pouco ou nenhum destaque foi dado por parte da imprensa especializada, o mercado foi inundado por revistas da área. Sol de pouca dura, pois o tempo tem o condão de separar o trigo do joio.


Mensagem da Premiere aos assinantes:



"Atendendo às circunstâncias do mercado, chegou a altura da Premiere dizer adeus aos seus leitores e assinantes. 

A revista irá deixar de ser publicada em 2012 e teve na edição de Dezembro de 2011 a sua última presença nas bancas.

A inviabilidade da continuidade do título é justificada pela diminuição da venda de exemplares em banca, diminuição do número de assinantes, e pela conjuntura actual do mercado em geral, que originou uma quebra acentuada na publicidade e falta de apoio por parte do mercado às iniciativas do mundo do cinema.

Ao longo deste período, a revista trouxe aos seus leitores as notícias, reportagens e críticas do que melhor se fez na sétima arte em todo o mundo, acompanhando sempre de perto o cinema nacional e as produções independentes e sem deixar de lado a associação permanente a iniciativas e campanhas que tornaram a Premiere a publicação original e dinâmica à qual os leitores se habituaram.

A Premiere sempre se pautou por altos níveis de qualidade, contando com as colaborações dos mais prestigiados críticos de cinema em Portugal, diversos realizadores e pessoas do meio. 
A todos sem excepção não podemos deixar de agradecer todo o seu contributo e dedicação."

domingo, 8 de janeiro de 2012

Amor Zombie?


Lembram-se do post sobre modas literárias? Refresquem a memória,aqui. Agora pasmem: acaba de chegar a Portugal o romance entre uma jovem rapariga e um zombie. Sim, quando pensava que os "amores crepúsculentos" não poderiam ficar piores e que, eventualmente, iriam deixar de ser escritos, surge este "Eterna Saudade" de Lia Habel.

Senhora Habel, os zombies não são atraentes. Eles desfazem-se, tem larvas a passear pelos seus corpos em decomposição, já para não falar que devem cheirar um bocadinho mal? Nunca viu a série "The Walking Dead"?? Romance com zombies, não é romance.



Aqui fica a sinopse, para se rirem um bocado:

O amor nunca morre.
O amor faz palpitar todos os corações… mas será capaz de fazer bater até o coração dos mortos-vivos? Poderá uma jovem vitoriana encontrar o verdadeiro amor nos braços de um corajoso zombie?
No ano 2195, em Nova Vitória (uma nação altamente tecnológica baseada nas maneiras, na moral e na moda da antiga era), uma jovem da alta sociedade, Nora Dearly, está mais interessada na história militar e nos conflitos políticos do seu país do que nos chás e bailes de debutantes. Contudo, após a morte dos seus pais, Nora fica à mercê da sua autoritária tia, uma mulher interesseira e esbanjadora que desperdiçou a fortuna familiar e agora pretende casar a sobrinha por dinheiro. Para Nora, nenhum destino poderia ser pior – até que sofre uma tentativa de sequestro por parte de um grupo de mortos-vivos.
Isto é apenas o início. Arrancada do seu mundo civilizado, vê-se subitamente numa nova realidade que partilha com zombies devoradores, misteriosas tropas vestidas de preto e «O Lázaro», um vírus fatal que ressuscita os mortos tornando o mundo num inferno.

Dos escombros de uma cataclísmica Idade do Gelo, surge uma nova sociedade construída com base nos costumes e na moral vitoriana.


Nora Dearly, uma jovem da alta sociedade neovitoriana, conhece Bram Griswold, um atraente soldado, corajoso, nobre… e morto, que apesar disso conserva a sua inteligência e todas as partes do seu corpo graças à sorte e à ciência moderna. E quando vínculo de confiança entre eles se transforma em ternura, não há como voltar atrás. Eles sabem que a separação é inevitável, mas até lá, batendo ou não, os seus corações terão o que desejam.


"My blog is carbon neutral"

Navegando pela blogoesfera deparei-me com esta iniciativa: "My blog is carbon neutral".

Baseando-se no pressuposto que uma simples visita a um blog contribui para a produção de dióxido de carbono, esta organização resolveu plantar uma árvore por cada blog que decidir participar. 

Assim, o Baú dos Livros junta-se à iniciativa e contribui para a reflorestação de um dos vários parques naturais existentes nos EUA.

sábado, 7 de janeiro de 2012

"50/50"

O filme narra a história de um jovem(Joseph Gordon-Levit), um pouco solitário, que descobre que tem um tipo de cancro raro. Achei o filme muito bom, pois não é o típico drama sobre a doença. Fez me rir ás gargalhadas, graças ás intervenções hilariantes de Kyle (Seth Rogen), o que é raro num filme, e fez me chorar.

Um óptimo filme para começar 2012 em força!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Herança - Christopher Paolini


Depois de três anos de espera, finalmente sai o último volume do Ciclo da Herança. Foi com alguma expectativa que comecei a leitura do livro. Talvez tenha sido ela a culpada da sensação de desilusão que se apoderou de mim, enquanto o lia; talvez os meus gostos literários tenham simplesmente mudado desde Brisingr. Penso que no final foi uma mistura destas duas razões que me fez achar que o livro não é tão bom, quanto deveria ser.

Durante esta última parte da saga somos brindados com uma série de batalhas que serão decisivas para a derrota, ou para o sucesso dos Varden. A perspectiva destas batalhas é apresentada sob o olhar de três personagens: os protagonistas de toda esta aventura, Eragon e Shapira; Roran, primo de Eragon e valente soldado; Nasuada, a chefe do povo Varden. 

Não me entendam mal, gosto de uma boa batalha e Paolini consegue com certeza criar uma, mas há nesta obra um exagero. São sucessivas descrições de batalhas, que acabam por tornar-se maçadoras. Quase que parece que o escritor não sabe que mais escrever e está a tentar ganhar tempo, enquanto tenta organizar as ideias.  

Depois há a previsibilidade de toda a história. Seria impossível ser mais previsível e se há coisa que eu detesto numa história do género é que ela não consiga surpreender-me. 

No final, ainda consegue arrancar –me um pequeno sorriso pela sensação de nostalgia e do terminar de mais uma saga que marcou a minha infância, mas no geral não me satisfez. Ansiava por certas respostas e nenhuma delas foi respondida, como por exemplo sobre a identidade da mãe de Eragon, sobre a herbanária Angela e sobre o destino da relação entre Arya e Eragon. 

Acho que nunca escrevi uma crítica tão negativa, mas depois de três anos de espera, queria mais.(3/7)

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After three years of waiting, finally the last volume of the Inheritance Cycle arrives to the bookstores. It was with some anticipation that I began reading the book. Perhaps it was that anticipating felling the main cause of the disappointment that came over me while reading this book; perhaps my literary tastes have simply changed since Brisingr. I think that, in the end, it was a mixture of these two reasons that made me think that the book isn't as good as it should be.

During the latter part of the saga we are presented to a series of battles that will be decisive for the defeat, or the success of the Varden. The prospect of these battles is presented from the perspective of three characters: by the protagonists of this whole adventure, Eragon and Shapira; by Roran, Eragon's cousin and brave soldier; and by Nasuada, the chief of the Varden.

Do not get me wrong, I enjoy a good battle and Paolini can certainly create one, but in this book they overkill it. There are so many battles
descriptions that eventually it becomes boring. Almost seems like the writer doesn't know what else to write and is trying to buy some time while trying to organize ideas.

Then there is the predictability of the whole story. It would be impossible to be more predictable and if there's anything I hate in a history of the genre is when it fails to amaze me.

In the end, it still manages to pull me a little smile for the sense of nostalgia and the end of yet another saga that marked my childhood, but overall it did not satisfy me. He longed for some answers and none were answered, such as the identity of the mother of Eragon and the herbalist, Angela, and the fate of the relationship between Arya and Eragon.

I guess I never wrote a review so negative, but after three years of waiting, I was expecting a little more. (3/7)
 



Herança - www.wook.pt