A Equipa do Baú dos Livros deseja-lhe um Feliz Natal cheio de alegria, saúde e algumas prendinhas!
sábado, 24 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Ler hoje em dia...
Num destes dias, ao jantar, eu, o meu irmão e os meus pais estávamos
a conversar acerca de como a mentalidade dos jovens tem vindo a deteriorar-se e
nessa conversa o meu irmão disse:
“- Na minha turma sou dos poucos que já leu um livro!”
Não fiquei espantada. Depois do ano que passei a ajudar os
meus pais no trabalho, onde se lida diariamente com muitos jovens, apercebi-me
de que são raros aqueles que se interessam por algo mais do que a sua roupa, o
seu telemóvel ou o que os outros pensam deles. Assim como a boa educação, ler
está fora de moda e, como tal, não é um hábito que “fique bem”.
Com cada vez mais editoras no mercado, mais autores por onde
escolher e preços cada vez mais altos, não sei o que irá acontecer; ou se dá
uma grande reviravolta no mundo do livro e na própria sociedade, ou então esse
mundo estará condenado com a chegada da crise, que deixou de ser apenas monetária,
e passou a ser também de valores.
“Antigamente…” diziam os meus pais, “…toda a gente lia
livros. Não havia mais nada para fazer…”. Mas será que os jovens de hoje são
assim tão ocupados?
domingo, 18 de dezembro de 2011
Vencedora Passatempo - "Conta-lhe um Conto"
A Vencedora do passatempo "Conta-lhe um Conto" é ANDREIA SILVA, com o conto "Salvador".
Parabéns!
Em breve será enviado o seu prémio.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Vamos para Casa (Diários de John Green)
12º Lugar em Popularidade na Kindle Store
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Vamos para Casa é o primeiro livro de um jovem autor português. Este volume é o primeiro de uma trilogia que conta a história de John Green, patriarca de uma família burguesa.
Esta história passa-se em qualquer lado, em qualquer lugar.
Excerto:
John Green, mesmo a
pessoa que eu queria encontrar, já ouvi dizer que recebeste excelente na tua
dissertação, qual era a tua tese de doutoramento outra vez, algo como Artes
Magistrais Modernas e o seu uso na sociedade, certo, pois bem, só te queria
felicitar, receberes tão alta distinção é digno de se louvar, Viste a
apresentação, Estava na primeira fila a absorver tudo o que estavas a dizer
como uma esponja, infelizmente fui chamado à secretaria por causa dum problema
que surgiu na minha própria tese, ou seja, só vi até à parte em que exibiste o
livro para a plateia e júri, posso dizer que foi o que me levou a procurar-te,
acho que ainda não me apresentei, sou Jason Toflam, aluno de Engenharias
Alternativas, Já ouvi falar de ti, és o tal que o ano passado apresentou um
carro que anda sem a ajuda de humanos, Sim, esse mesmo, Parabéns pelo projecto,
apreciei bastante e chegou a intrigar-me como conseguiste fazer, mas pouco
depois consegui perceber, a tua ideia foi genial, como se diz, simples e
eficaz, Obrigado, amigo, parece que temos uma coisa em comum, o respeito e a
apreciação mútua, mas agora outra questão se levanta, precisamos da tua ajuda,
Precisamos, Sim, desculpa, precisamos, não sou só eu, faço parte dum grupo aqui
da universidade que já há algum tempo que estuda o que tu apresentaste hoje,
como tu, também encontrámos o livro, mas nunca conseguimos chegar às conclusões
a que tu chegaste, é por isso que nos tens de ajudar e ingressar na nossa
associação, há coisas que tu ainda não sabes sobre esse livro e do seu
verdadeiro poder, Porque não me abordaste antes, o tempo que eu perdi ao tentar
decifrá-lo podia ter sido reduzido a metade, Não sabíamos que o tinhas
encontrado e que o estavas a estudar, sinto-me um pouco envergonhado por dizer
isto, mas nós tínhamos o livro em nossa posse, mas um certo dia perdemo-lo
misteriosamente, não fazíamos ideia onde estava, o que nos safou foram as
cópias que fizemos, apesar de rudimentares deram-nos espaço de análise, mas
nunca imaginámos que voltasse para a biblioteca da universidade, Não digo já
que vos ajudo, mas estou com curiosidade em saber das descobertas que fizeram.
John Green e Jason
Toflam movimentam-se por entre os corredores da Faculdade de Ciências da
Universidade de Algovian em direcção a uma sala, precedida por uma porta com
uma tableta em que se pode ler Clube de Teologia,
Green achou o facto estranho, Toflam apercebe-se da relutância do novo
companheiro e desculpa-se com o facto de ter sido a única sala disponibilizada
pelos órgãos da Universidade, visto que em milhares de alunos, nenhum mostrou
interesse em ingressar nos moldes da religião. Toflam abre a porta, esta range
como qualquer boa porta que se preze. Aliás, o rangido é digno de uma história
de terror, em que as personagens se encontram num profundo silêncio a tentar
fugir, regra geral, dum monstro que simplesmente se recusa a morrer e que ao
passar de um quarto para o outro, a maldita porta teima em chiar, fazendo com
que todos morram. O futuro Duque, lembra-se em particular, duma cena de um
filme que viu há pouco tempo e não consegue deixar de achar piada ao facto de
realmente ser verdade. Se, por obra do destino, se encontrasse a fugir ou
esconder-se de algo ou alguém, a última coisa que faria seria abrir uma porta,
pois esta, inevitavelmente, iria gemer revelando a sua posição, fazendo com que
o seu destino ficasse traçado. Jason, com uma certa dificuldade, abre a porta.
Para os interessados nesta obra, este é o link onde o podem adquirir, por 0,86£:
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Bananas (1971)
O filme Bananas, de
1971 falha em vários aspectos, desde a montagem ao ritmo; do argumento
rebuscado aos fracos actores secundários. No que que não falha, contudo, é no
poder de fazer rir, ora com humor inteligente ora com slapstick mais rudimentar. Woody Allen nunca foi mais engraçado.
Ao ver este filme não
pude deixar de pensar no And Now for
Something Completely Diferent dos Monty
Python. Pelos piores e melhores motivos: O argumento parece apenas uma
estrutura provisória, prestes a colapsar. Vigas de madeira carcomida – vulgo, a
história de uma cobaia para produtos tecnológicos (Fielding Mellish,
interpretado por Woody Allen) que se torna o presidente de um país fictício na
América do Sul – a suportar a mais fina e cara porcelana – alguns dos melhores
sketches cómicos de que há memória. Como no filme dos Monty Python, é palpável a falta uma história coerente que ajude a
interlaçar os momentos cómicos (aka
99% do filme – não me perguntem como cheguei a este número).
O cinema cómico de
Woody Allen atingiu o pico em Annie Hall. Até lá, houve um crescendo estrutural
(à falta de melhor palavra para descrever a coerência do argumento) e cómico
(aqui a palavra certa). Depois de Annie Hall, Woody Allen continuou a aprimorar
o aspecto formal mas o lado cómico foi-se perdendo com os anos. Se Bukowski
ainda fosse vivo, e não menosprezasse totalmente Hollywood e os seus
intervenientes, e tivesse visto a maioria dos filmes de Woody Allen, e quisesse
fazer uma apreciação crítica e… bem, se todas as condições se materializassem,
Bukowski provavelmente reciclaria uma frase sua, “As the spirit wanes the form
appears”. (qualquer coisa como, quando o espírito desvanece a estrutura
aparece)
Se nos abstrairmos
dessa falta de estrutura inicial, desculpável a um aprendiz de realizador,
Woody proporciona-nos momentos como só os maiores da comédia conseguem. Numa
cena que marca o aparecimento da figura recorrente do psiquiatra nos seus
filmes, Fielding Mellish, deitado no sofá da praxe começa a divagar sobre a sua
infância com tiradas que parecem saídas directamente do seu stand-up. Mellish conta como costumava
esfregar os dedos nas partes porcas
de uma revista pornográfica em braille ou como os pais apenas lhe tinham batido
uma vez enquanto criança. Começaram a 23 de Dezembro de 1942 e pararam no final
da Primavera de ’44. Nessa mesma sequência, aparece a reconstituição hilariante
de um dos sonhos recorrentes de Mellish que só pode ser descrito usando o
chavão “só visto”!
domingo, 27 de novembro de 2011
Querido Pai Natal...
Este Natal só peço livros e há alguns que já andam na mira há algum tempo:
(Versão Pocket)
(Adoro os Livros desta autora e estou curiosa para ler este novo.)
(Espero que a autora continue e surpreender pela positiva, ao contrário do que a série tem vindo a fazer)
(Nunca li nada desta autora. No entanto, pareceu-me ser interessante.)
(Estou mesmo muito curiosa para saber o que acontece!)
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