domingo, 18 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vamos para Casa (Diários de John Green)

12º Lugar em Popularidade na Kindle Store



Vamos para Casa é o primeiro livro de um jovem autor português. Este volume é o primeiro de uma trilogia que conta a história de John Green, patriarca de uma família burguesa. 

Esta história passa-se em qualquer lado, em qualquer lugar.

Excerto:

John Green, mesmo a pessoa que eu queria encontrar, já ouvi dizer que recebeste excelente na tua dissertação, qual era a tua tese de doutoramento outra vez, algo como Artes Magistrais Modernas e o seu uso na sociedade, certo, pois bem, só te queria felicitar, receberes tão alta distinção é digno de se louvar, Viste a apresentação, Estava na primeira fila a absorver tudo o que estavas a dizer como uma esponja, infelizmente fui chamado à secretaria por causa dum problema que surgiu na minha própria tese, ou seja, só vi até à parte em que exibiste o livro para a plateia e júri, posso dizer que foi o que me levou a procurar-te, acho que ainda não me apresentei, sou Jason Toflam, aluno de Engenharias Alternativas, Já ouvi falar de ti, és o tal que o ano passado apresentou um carro que anda sem a ajuda de humanos, Sim, esse mesmo, Parabéns pelo projecto, apreciei bastante e chegou a intrigar-me como conseguiste fazer, mas pouco depois consegui perceber, a tua ideia foi genial, como se diz, simples e eficaz, Obrigado, amigo, parece que temos uma coisa em comum, o respeito e a apreciação mútua, mas agora outra questão se levanta, precisamos da tua ajuda, Precisamos, Sim, desculpa, precisamos, não sou só eu, faço parte dum grupo aqui da universidade que já há algum tempo que estuda o que tu apresentaste hoje, como tu, também encontrámos o livro, mas nunca conseguimos chegar às conclusões a que tu chegaste, é por isso que nos tens de ajudar e ingressar na nossa associação, há coisas que tu ainda não sabes sobre esse livro e do seu verdadeiro poder, Porque não me abordaste antes, o tempo que eu perdi ao tentar decifrá-lo podia ter sido reduzido a metade, Não sabíamos que o tinhas encontrado e que o estavas a estudar, sinto-me um pouco envergonhado por dizer isto, mas nós tínhamos o livro em nossa posse, mas um certo dia perdemo-lo misteriosamente, não fazíamos ideia onde estava, o que nos safou foram as cópias que fizemos, apesar de rudimentares deram-nos espaço de análise, mas nunca imaginámos que voltasse para a biblioteca da universidade, Não digo já que vos ajudo, mas estou com curiosidade em saber das descobertas que fizeram.

John Green e Jason Toflam movimentam-se por entre os corredores da Faculdade de Ciências da Universidade de Algovian em direcção a uma sala, precedida por uma porta com uma tableta em que se pode ler Clube de Teologia, Green achou o facto estranho, Toflam apercebe-se da relutância do novo companheiro e desculpa-se com o facto de ter sido a única sala disponibilizada pelos órgãos da Universidade, visto que em milhares de alunos, nenhum mostrou interesse em ingressar nos moldes da religião. Toflam abre a porta, esta range como qualquer boa porta que se preze. Aliás, o rangido é digno de uma história de terror, em que as personagens se encontram num profundo silêncio a tentar fugir, regra geral, dum monstro que simplesmente se recusa a morrer e que ao passar de um quarto para o outro, a maldita porta teima em chiar, fazendo com que todos morram. O futuro Duque, lembra-se em particular, duma cena de um filme que viu há pouco tempo e não consegue deixar de achar piada ao facto de realmente ser verdade. Se, por obra do destino, se encontrasse a fugir ou esconder-se de algo ou alguém, a última coisa que faria seria abrir uma porta, pois esta, inevitavelmente, iria gemer revelando a sua posição, fazendo com que o seu destino ficasse traçado. Jason, com uma certa dificuldade, abre a porta. 


Para os interessados nesta obra, este é o link onde o podem adquirir, por 0,86£:

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Bananas (1971)


O filme Bananas, de 1971 falha em vários aspectos, desde a montagem ao ritmo; do argumento rebuscado aos fracos actores secundários. No que que não falha, contudo, é no poder de fazer rir, ora com humor inteligente ora com slapstick mais rudimentar. Woody Allen nunca foi mais engraçado.

Ao ver este filme não pude deixar de pensar no And Now for Something Completely Diferent dos Monty Python. Pelos piores e melhores motivos: O argumento parece apenas uma estrutura provisória, prestes a colapsar. Vigas de madeira carcomida – vulgo, a história de uma cobaia para produtos tecnológicos (Fielding Mellish, interpretado por Woody Allen) que se torna o presidente de um país fictício na América do Sul – a suportar a mais fina e cara porcelana – alguns dos melhores sketches cómicos de que há memória. Como no filme dos Monty Python, é palpável a falta uma história coerente que ajude a interlaçar os momentos cómicos (aka 99% do filme – não me perguntem como cheguei a este número).

O cinema cómico de Woody Allen atingiu o pico em Annie Hall. Até lá, houve um crescendo estrutural (à falta de melhor palavra para descrever a coerência do argumento) e cómico (aqui a palavra certa). Depois de Annie Hall, Woody Allen continuou a aprimorar o aspecto formal mas o lado cómico foi-se perdendo com os anos. Se Bukowski ainda fosse vivo, e não menosprezasse totalmente Hollywood e os seus intervenientes, e tivesse visto a maioria dos filmes de Woody Allen, e quisesse fazer uma apreciação crítica e… bem, se todas as condições se materializassem, Bukowski provavelmente reciclaria uma frase sua, “As the spirit wanes the form appears”. (qualquer coisa como, quando o espírito desvanece a estrutura aparece) 

Se nos abstrairmos dessa falta de estrutura inicial, desculpável a um aprendiz de realizador, Woody proporciona-nos momentos como só os maiores da comédia conseguem. Numa cena que marca o aparecimento da figura recorrente do psiquiatra nos seus filmes, Fielding Mellish, deitado no sofá da praxe começa a divagar sobre a sua infância com tiradas que parecem saídas directamente do seu stand-up. Mellish conta como costumava esfregar os dedos nas partes porcas de uma revista pornográfica em braille ou como os pais apenas lhe tinham batido uma vez enquanto criança. Começaram a 23 de Dezembro de 1942 e pararam no final da Primavera de ’44. Nessa mesma sequência, aparece a reconstituição hilariante de um dos sonhos recorrentes de Mellish que só pode ser descrito usando o chavão “só visto”!



domingo, 27 de novembro de 2011

Querido Pai Natal...

Este Natal só peço livros e há alguns que já andam na mira há algum tempo:

(Versão Pocket)

 (Adoro os Livros desta autora e estou curiosa para ler este novo.)


(Espero que a autora continue e surpreender pela positiva, ao contrário do que a série tem vindo a fazer)


(Nunca li nada desta autora. No entanto, pareceu-me ser interessante.)

(Estou mesmo muito curiosa para saber o que acontece!)

Queridos Seguidores,

Como devem ter reparado o blog tem andado bastante parado. A verdade é que este ano lectivo em nada se assemelha ao anterior; tenho constantemente trabalhos para entregar, testes, aulas extra, estágios e nenhum tempo para ler livros. Tenho uma lista enorme de livros que quero ler, mas infelizmente não tenho tempo para o fazer. 

Relativamente ao concurso dos contos, o vencedor será anunciado em Dezembro, fiquem a aguardar. 

Agradeço a vossa compreensão, e tentarei o mais rapidamente possível retomar os meus hábitos de leitura e de escrita no Baú dos Livros. 

Atenciosamente, 
Alu

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Top 10 do Luís - Séries Favoritas PARTE II

A segunda parte do meu ansiado TOP 10

5º Boardwalk Empire – Ouvi falar desta série num episódio do Conan O'Brien. Desde esse dia que passou automáticamente para o meu Top 10. Scorcese + Máfia + Steve Buschemi + Michael Shannon + Kelly McDonald + Michael Pitt + Marcia Gay Harden = Uma das melhores séries que já vi.

4º Seinfeld – Esquecendo por momentos que Seinfeld é a melhor e mais popular sitcom de sempre, um dos motivos que me levam a colocá-la no topo das minhas preferências é a sua  repetibilidade. Ver Seinfeld é como ouvir as minhas músicas preferidas. Vezes e vezes sem conta até me fartar por algum tempo (isto acontece raras vezes) e voltar a ver pouco depois. 


3º  Sete Palmos de Terra ("Six Feet Under") - Comecei a ver este série com 14/15 anos mas acabei por desistir. Era demasiado dramática. Tinha cenas gays. Uns anos mais tarde voltei a vê-la e a revê-la e a revê-la. Não deixou de ser dramática e as cenas gays ainda lá estavam, mas uns anos a mais fizeram a diferença entre não gostar e ficar reverente face a uma das melhores criações de Allan Ball e da HBO. Daqui a uns anos volto a dar uma oportunidade ao Transformers 3.



2º Irmãos de Armas (“Band of Brothers”) – Sabem qual é o maior ser vivo do mundo? Pensem lá... Elefante? Baleia? Cachalote? ... Acabou o tempo. A resposta certa é Armillaria ostoyae. Com 8.9km² é de longe o maior ser vivo à face da Terra. Esta resposta é improvável. Um elefante parece enorme. Uma baleia parecer maior. É difícil alguém pensar que um conjunto de cogumelos minúsculos faz parte de algo incomensuravelmente maior que 50 desses animais juntos. É por isso que quando me perguntam qual é a melhor personagem de sempre, pode parecer estranho que eu responda: a Easy Company.

Em Irmãos de armas não há uma personagem principal clássica. Dick Winters é quem mais tem relevo e praticamente desaparece cinco episódios volvidos. Ficamos a conhecer Bill Garniere (old gonorrhea), Joe Toye, Buck, The Bull, Perconte, Sobel e muitos muitos mais. Vi a série três vezes e não me lembro de metade dos seus nomes mas, se lhes visse a cara neste momento, provavelmente lembrar-me-ia de um episódio ou de uma cena ou de um diálogo.
Sei que vão ficar sempre comigo (se o Alzheimer não se intrometer) cenas desta série.O grito Currahee, a corrida de Spears pelas linhas inimigas, o primeiro tiro do Winters no rapaz polaco, o ultimate own do Winters ao Sobel; e principalmente as palavras finais do episódio dez (que não irei privar ninguém de as ouvir pela primeira vez, para que possam chorar baba e ranho como eu de cada vez que as oiço). São cenas que não dirão nada a quem nunca viu a série mas que certamente porão um sorriso nos lábios a quem se lembre delas.



1º Os Sopranos (“The Sopranos”) – O Padrinho na televisão! Não poderia haver maior elogio. Foram seis temporadas em que a família Soprano me entrou primeiro pela televisão e depois pelo computador.
Foi-me impossível ficar indiferente ao carisma de Tony, à sua família e à sua outra família. Um mafioso psicopata que entre prostitutas, drogas e assassinatos arranja tempo para ir à psiquiatra. Imperdível.