domingo, 23 de outubro de 2011

"Conta-lhe um Conto" Passatempo (Update)

Finalmente, por entre frequências, consegui arranjar um tempo para ler os contos dos participantes do Passatempo "Conta-lhe um Conto". Irei publicar em breve aqueles dois contos que considerei os melhores. 


O conto que tiver mais comentários positivos de usuários registados será o vencedor.
Tenham em consideração que a idade dos dois participantes escolhidos é muito diferente. Apesar disto decidi escolhê-los porque cada um deles me conseguiu atrair à sua maneira.

Boa sorte para os participantes!

sábado, 15 de outubro de 2011

Em breve...

Participantes do concurso literário, não desesperem! 
Tenho mesmo muito que estudar até ao princípio de Novembro, motivo pelo qual o resultado do concurso só sairá por essa altura.
Desculpem a demora, mas tem mesmo de ser assim.
Cumps! 
Alu


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Boredomed

Hoje é um daqueles dias em que me parece que a vida dos outros é muito melhor que a minha. Por toda a blogosfera é festas, vestidos chiques, cupcakes e champanhe, e eu aqui na minha terriola universitária, onde o mais espectacular que se pode fazer é ir ao ao shopping, que ainda por cima é minúsculo.

sábado, 8 de outubro de 2011

"Kindle 3" - Uma perspectiva


Há cerca de um ano atrás não fazia a mais pequena ideia do que era um “Kindle”. Quando o meu namorado resolveu comprar este leitor de ebooks achei que era uma perda de dinheiro. Como é que se podia preferir ler em suporte digital, renegando o papel e o tradicional livro para segundo plano. 

Uns meses mais tarde aqui estou eu, pronta para escrever sobre a minha experiência com o meu próprio Kindle 3. Não sei bem o que me fez mudar de opinião. Talvez tenha sido o facto de ver como o meu namorado não gastava dinheiro em livros, como o utilizava para estudar, ou mesmo para ler artigos de jornal; como o levava para todo o lado no bolso do casaco, ou como não ficava com os olhos a arder de o utilizar. Sendo eu uma aluna “marrona”, sempre tive a mania de descarregar vários artigos científicos e material de estudo. No entando, detesto ler directamente do ecrã do computador. Simplesmente não consigo evitar que os meus olhos comecem a arder e o meu nariz comece a ficar entupido. Por esta razão imprimo tudo e gasto muito dinheiro em papel e tinteiro.


 O Kindle veio resolver metade dos meus problemas. E digo metade, porque não é um aparelho perfeito. Ainda tem muito a melhorar. É óptimo para ler livros e ficheiros que possam ser convertidos em ficheiro kindle, mas a verdade é não é o melhor para ler pdf’s com muita informação. Isto nota-se principalmente no que toca a livros técnicos. A letra fica demasiado pequena e quando se aumenta o tamanho a navegação pela página não é nada prática. Porém, este foi a maior desilusão que apanhei com o Kindle 3. Depois há a questão da língua; não existem muitos livros gratuitos recentes em português de Portugal. Depois de procurar durante horas o melhor que consegui encontrar foi este site. Contudo, esta não foi uma verdadeira desilusão, visto que já estava prevenida pelo meu namorado. Além disso, existe uma imensidão quase infinita de livros gratuitos em inglês o que é óptimo para o praticar com a ajuda do dicionário da língua que vem incorporado com o E-Reader.



Apesar destes dois pontos menos bons, estou satisfeita com a compra que fiz. Graças ao Kindle comecei finalmente a ler artigos científicos, consigo estudar por ele alguns pdf’s mais simples, tenho uma lista enorme de livros em espera para ler e não tive de gastar dinheiro para os adquirir, ou de ir à biblioteca buscá-los, não me ardem os olhos, levo-o para onde quero substituindo por vezes o computador, e consegue ocupar menos espaço que um livro impresso. 

O Kindle 3 é útil e pode ser bastante prático. Permite-me ter acesso a mais do que poderia ter, principalmente nesta época de crise económica, mas penso que para mim nunca irá substituir o livro impresso, apenas me fará fazer compras mais responsáveis/selectivas, pois terei oportunidade de ler o livro antes de o comprar, ponderando se é um “must have”. 


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Masturbação e Literatura

Era um leitor ávido; só lia porcaria, mas lia-a avidamente. Tinha a mente preparada para ler, para passar horas a fio a desfolhar as páginas dos “Cinco”, “Harry Potter” ou o que quer que a minha irmã tivesse na estante, repleta qualidade e variedade, desde Nicholas Sparks a Paulo Coelho.

Olá, sou um idiota!

Depois veio a pré-adolescência e, ao sinal do primeiro pêlo púbico atirei todos os livros para um canto para me dedicar à masturbação e aos videojogos a tempo inteiro. Isto durou até aos 17/18, quando perdi parte do interesse pelo joystick.

Depois de sensivelmente cinco ou seis anos sem ler (excepção: Harry Potter), para além de um braço direito mais musculado e mãos e dedos calejados, fiquei com aversão a literatura a preto e branco e sem imagens. Completei a Secundário a analisar Eça e Saramago sem ler um livro.

O meu passado como não-leitor e estudante das “artes” ajudou a clarificar o meu futuro. Decidi tirar um curso na área das letras.

Decidi recomeçar a ler. Na minha ignorância, cri que um curso no ensino superior existia um nível de exigência superior, mas tratou-se apenas de uma confusão semântica; superior neste caso quer dizer “situado em cima” e não “de melhor qualidade”. Recomecei pelo mais fácil: vi filmes, e depois li os livros (O Padrinho, Revolutionary Road, Ensaio Sobre a Cegueira, etc). Calculei que se não tivesse de imaginar as personagens já teria metade do trabalho feito e tinha razão (não sabia é que me estava a poupar um trabalho interessante).

Voltei a ler a sério. A sério porque odiava ler o que lia e não há nada mais sério do que fazer algo que se odeia. Devorava Saramago, Dickens, Tolstoi ou Dostoievski. Devorava porque não parava para saborear, engolia sem mastigar; tomava literatura como se fosse brufen em pó dissolvido em água.

Mesmo assim, aos poucos voltei a encontrar prazer na leitura. Nada comparável à vontade incontrolável de ler o novo Harry Potter, que me fazia deixar de comer durante uma ou duas semanas para comprar o novo volume, ainda em inglês, em que não percebia uma palavra em cada três. Mas o bichinho crescia, como um eucalipto que brota das cinzas.

Voltei a ler. Desta vez sem ser a sério. Dei por mim a sorrir com uma ironia do Eça, a rir-me um comentário cáustico do Saramago, a pensar sobre uma frase do Dickens ou a ler sem parar um livro do George R.R. Martin. As palavras passavam a correr, os livros a voar (comecei a encomendá-los pela Amazon.co.uk)


O vício é tanto que comecei a ler um dicionário de ponta a ponta, começando pelas palavras que me aparecem noutros textos e que desconheço.

Até quando é que vou ler compulsivamente não sei. Talvez baste sair um novo Metal Gear Solid ou o novo Rocco, Destruidor Anal, para voltar à rotina decadente – se bem que divertida – da puberdade. A ver vamos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"O homem das consoantes mudas"

Dado que este blogue é essencialmente sobre livros, achei por bem partilhar um vídeo que fiz com uns colegas sobre o acordo ortográfico.
É a história de um senhor, Teotónio Houaiss, residente na rua dos Hipopótamos que está em desacordo com o acordo! É a história de um revolucionário, é a história de um inconformado. Acima de tudo, é a história de quem quer dar voz às consoantes mudas!