quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Novo Blog!

Olá! 
Como devem ter reparado isto tem andado um bocado parado. A verdade é que as leituras que estou a fazer não me estão a entusiasmar muito, mas também não é só por isso que tenho estado ausente. 

Decidi que estava na altura de criar um novo blog para além do Baú dos Livros (que vai continuar a existir). Gosto muito de ler, mas detesto fazer exercício físico, por isso para tentar contrariar a tendência "couch potato" resolvi criar uma espécie de diário online da minha tentativa para me tornar mais activa e saudável. 

O meu novo blog chama-se "Puré de Semilha" e está desejoso de receber novos leitores!

http://pure-de-semilha.blogspot.com/



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dia 7 – Livro que te desiludiu

Li a saga do Crepúsculo. Primeiro porque antes de aparecer todo o frenesim à volta da versão cinematográfica, que mais tarde se estenderia aos livros, uma amiga sugeriu-me o primeiro livro. Em segundo lugar porque quando li o “Crepúsculo” até achei piada à história do vampiro vegetariano que amava um ser de outra espécie. No entanto, sou a primeira a admitir que foi uma saga, que não sendo totalmente original (demasiadas semelhanças com “True Blood”), estando repleta de clichés e apresentando uma escrita bastante simples, conseguia fazer-nos querer saber como acabaria tudo. O final chega-nos sob a forma de um quarto volume, “Amanhecer”, que foi um dos livros que mais me desiludiu e que acabou por tornar a saga completamente ridícula. Digo isto porque acho que em nenhuma outra saga juvenil que li, e já li algumas, tudo termina bem sem terem havido perdas ou qualquer tipo de inconveniente (até no Harry Potter morre montes de gente, e as personagens não têm dentes aguçados nem uma força sobre-humana). O final é tão cor-de-rosa que até o lobisomem que é rejeitado encontra o amor no ser menos esperado: numa criança. (WTF?!)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Viajei no Tempo

Estas férias têm sido muito bem aproveitadas. Entre os mergulhos na piscina, a viagem a Itália e o voluntariado num hospital veterinário, aproveitei para passar um fim-de-semana na Feira Medieval de Santa Maria da Feira. Onde eu moro também é costume realizar-se uma pequena feirinha medieval, mas sem dúvida que a da Feira é muito melhor. 


Depois de uma viagem calma de comboio e autocarro, cheguei a Santa Maria (porquê que as pessoas preferem dizer “Feira”?) já era hora do almoço. Comprei a pulseira (2 euros) e iniciei o retrocesso no tempo que me conduziria aos tempos Medievais. Gostava de ter arranjado roupa apropriada para a época, mas em tempo de crise convém trazer o disfarce de casa.



Não faltavam barraquinhas de artesanato e comida. Desde as típicas “fogaças” até aos mais comuns pães com chouriço, tudo havia em abundância, e se pretenderem visitar esta feira irão de certeza gastar bastante dinheiro nestas iguarias, a não ser que consigam resistir (coisa que eu não consegui). No entanto, se por outro lado preferem iguarias e artesanato mais exótico, podem sempre visitar o bazar árabe onde encontrarão desde o típico chá de hortelã-pimenta até ás igualmente típicas chinelas marroquinas. 



Depois de uma sangria fresquinha chegou a hora de visitar o castelo (3 euros), um dos mais completos exemplos de arquitectura medieval do país. Gostei particularmente das torres do castelo e da vista magnífica, mas (desculpem a sinceridade) achei o preço da visita exagerado.

Quando a noite se começou a aproximar o recinto começou a encher, ao ponto de ser impossível arranjar local onde comer /respirar (típico Sábado á noite). Para evitarem esta situação, aconselho-vos a visitarem a feira num dia durante a semana. Corri (tentei correr) para o local onde se iria realizar um dos muitos espectáculos gratuitos, denominado “Honra e Glória” e deliciei-me com uma agradável simulação das tácticas de guerra medievais contra os mouros (Será que os vendedores marroquinos acharam piada?). 
No final deste dia já não aguentava mais nada. Fui para a minha tenda e dormi. 

No geral gostei muito da Feira Medieval, embora tenha que referir que a higiene e número das casas de banho poderiam ser melhorados, principalmente na zona de acampamento, em que não havia separação de género, nem mesmo na zona dos urinóis (WTF?!), e a limpeza do local era reduzida. 

Claro que a viagem não podia terminar sem alguma peripécia. Ao voltar no comboio urbano (Porto-Braga), senti uma necessidade incontrolável de utilizar o WC, mas como os nossos espectaculares comboios urbanos não tem esse tipo de compartimento, tive que sair em Rio Tinto. Para meu infortúnio, a estação de Rio Tinto estava fechada, o que quase me fez chorar, por isso corri para o café mais próximo, chamado “Ribeirão” (acho eu) e fiz o que tinha a fazer. Quando saí da casa de banho comprei uma água das pedras, só para não parecer mal e esperei mais uma hora pelo próximo comboio. 

FIM.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"O Sonho Celta" - Mário Vargas Llosa

Num dos meus posts anteriores referi que o tempo de leitura é proporcional à pouca qualidade de um livro. Estava errada. Depois de ler “O Sonho Celta” cheguei á conclusão de que nem todos os livros têm de ser devorados para serem sinónimo de satisfação. No entanto, alguns, como este, exigem uma leitura lenta para poderem ser apreciados.

“O Sonho Celta” de Mário Vargas Llosa, baseia-se na história do irlandês Roger Casement. Este homem, nascido no dia 1 de Setembro de 1864, teve um papel fundamental na luta contra a escravidão no Congo e na Amazónia, denunciando crimes atrozes realizados contra os nativos destas regiões tropicais. Foi um humanitário, mas também um grande patriota que desejava do fundo do coração a independência do “Eire”, ou se preferirem em inglês, “Irland”. Ajudou a fundar os “Voluntários Irlandeses”, que tiveram um papel preponderante na luta de 1916 (a designada “Easter Rising”), que apesar de ter levado á derrota desta organização, desencadeou por toda a Irlanda uma onda de indignação e revolta. Este seria apenas o início de uma longa luta pela independência finalmente alcançada em 1922. No entanto, apesar do “Sonho do Celta” de ter concretizado, Casement não esteve presente, pois em 1916 havia sido capturado e condenado a ser enforcado por traição contra o império britânico. Muitas foram as personagens célebres que tentaram salvar Roger Casement deste destino cruel. Entre elas encontram-se Sir Arthur Conan Doyle, Edmund Morel e William Butler Yeats. 

Este foi o primeiro livro de Llosa que li. Além do conteúdo histórico muito interessante, quer relativamente á luta contra a escravidão, quer em relação á história da Irlanda, a forma como o escritor consegue humanizar uma personagem, que apesar de ter existido, não conheceu, é extraordinária. A sua escrita simples e fluída contribuíram certamente para esta capacidade de humanizar Roger Casement, homem com as suas lutas interiores, os seus traumas e as suas fraquezas, mas também com a sua força e a sua compreensão do dever. 

Este é um livro que vale a pena ler, não porque nos vicia, mas porque nos educa e nos torna mais conscientes do quanto a humanidade evoluiu. 

(6/7)
O Sonho do Celta - www.wook.pt

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia 6 - Livro que li mais vezes



O livro que li mais vezes foi o terceiro livro do “Diário da Princesa” de Meg Cabot. Li-o três vezes, porque confesso que adorava o “Diário da Princesa”. Era quase obcecada. Pena é que a Bertrand tenha demorado tantos anos a acabar de publicar todos os livros desta colecção. Demorou cerca de dez anos!

Twisted World

Esta semana que passou foi uma triste semana. O atentado que vitimou 93 pessoas na Noruega e a morte da cantora britânica Amy Winehouse foram os acontecimentos que mais se destacaram. Apesar do blog ser dedicado a livros/filmes, decidi que iria escrever este post de opinião, porque a vida não é feita só de entretenimento. 

Parece que vivemos num mundo em que a maior parte de nós tem uma visão deturpada daquilo acontece. Visitamos o Facebook, o Twitter, o Google Plus (parece que já está disponível) e mais não sei quantas redes sociais, e só vemos mensagens de homenagem a esta cantora. Então e as 93 pessoas que um tarado qualquer se lembrou de matar? Essas não merecem uma homenagem? Essas pessoas que não se mataram, que provavelmente imploraram pela vida, que passaram sabe-se lá quantos horrores. Essas não tiveram o benefício de uma pedrada para fazer tudo desaparecer e facilitar a chegada ao além (ou lá o que existe/não existe), e ainda assim parecem ter sido rapidamente postas em segundo plano, quando uma cantora famosa optou (sim, a droga é uma opção) por se matar. 

Peço desculpas se estou a ferir alguma susceptibilidade, mas depois de ver tanta estupidez por essa internet fora, precisei de desabafar.

Assim, deixo aqui a minha homenagem e os meus sentimentos para com aqueles que queriam viver, e cuja vida foi-lhes tirada precocemente, e para todos os seus entes queridos e amigos.



“If the people we love are stolen from us, the way to have them live on is to never stop loving them. Buildings burn, people die, but real love is forever.” (The Crow)