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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Projecto Gatil Simãozinho - Um exemplo a apoiar!

Há mais ao menos um ano e meio mudei-me para Guimarães. Vim eu e o meu namorado. Não conheciamos ninguém, mas foi fácil mudar isso. Viver nesta cidade é diferente de todos os outros locais onde vivi (e já vivi em pelo menos 3 cidades diferentes). Viver em Guimarães é como viver numa aldeia em ponto grande, onde toda a gente se conhece.

Claro que ser veterinária, também ajuda a conhecermos meio mundo, mas os vimaranenses tem um orgulho próprio que encanta alguns e consegue ao mesmo tempo repelir outros (Olá bracarenses!). No entanto, assim que se consegue ultrapassar essa carapaça de orgulho e fanatismo futebolístico, somos rapidamente bem recebidos.

Para além de um centro histórico lindíssimo, Guimarães tem também algo de único no país: um projecto de escola muito bem elaborado e estimado, que se encontra na Escola EB 2 e 3 Santos Simões - O Gatil Simãozinho.



O Gatil Simãozinho, não é uma associação, mas antes o refúgio para cerca de 50 gatos e gatas vitimas de abandono, negligência, e/ou maus-tratos. Foi criado há 9 anos, como um projecto de escola e é mantido pela Professora Luísa Veiga, que, juntamente com alguns voluntários e alunos, dá a qualidade de vida que estes animais não tiveram a sorte de encontrar noutro local. 

Lembro-me da primeira vez que fui ao Gatil Simãozinho. Fui chamada para ver as orelhas de um gatinho que detestava sair do seu local. Ao transpor o pequeno portão fiquei totalmente fascinada pelo local. Como amante de gatos, que não os pode ter (obrigada namorado por seres alérgico), entrar no gatil pela primeira vez e ser imediatamente rodeada por mais de 30 gatos curiosos, foi sem dúvida das coisas mais fascinantes que experimentei. 



Todos os dias estes animais tem de ser alimentados, os sanitários tem de ser limpos, e aqueles que tem alguma patologia tem de ser avaliados e tratados. Dá muito trabalho e trás muita despesa. Já para não falar dos tratamentos profiláticos: vacinações e desparasitações. Para tentar dar conta do recado, são inúmeras as iniciativas que a incansável Professora Luísa e os seus voluntários organizam: feirinhas semanais na escola, caminhadas solidárias, recolhas em alguns locais específicos (clínicas veterinárias, por exemplo), almoços e jantares solidários...Ainda assim é difícil dar resposta ás exigências destes animais.



A gestão do gatil torna-se ainda mais complicada com um dos maiores flagelos da sociedade portuguesa: o abandono animal. Só nesta semana foram 8 os gatinhos e gatinhas que foram abandonados ás portas do gatil: 4 numa caixa transportadora que penduraram nas grades da escola ao sol abrasador, sem água e sem comida alguma; 4 num saco de plástico preto. Estes últimos ainda mamavam e já estavam a ser comidos por larvas de mosca, quando foram encontrados. Todos acabaram por morrer.

Para estas pessoas cruéis e ignorantes é fácil atirar o problema para os outros. Acredito que dificilmente estes seres humanos possam ser salvos, ou reformatados a pensar de forma humanitária, mas talvez ainda se consiga fazer algo pela educação e pelo civismo dos filhos e netos deles. Porque enquanto a sociedade não compreender que a solução para o excesso de animais de rua e abandono, não é atirar o problema para as associações e para as outras pessoas, mas sim fazer parte da resolução desta calamidade pública, nada vai mudar. Quem se importa vai continuar a lutar até ficar sem forças e se sentir exausto, porque a bola de neve nunca vai ter fim. 

É por causa desta falta de educação, civismo e respeito pelos seres vivos, que projectos como o Gatil Simãozinho são muito importantes. A sensibilização das pessoas e, sobretudo das crianças, é aquilo que lentamente vai fazer com que a bola de neve que é a problemática do abandono animal, pare de crescer.

Deixo aqui o convite para que visitem a página de Facebook do Gatil Simãozinho, façam algum tipo de doação, ou simplesmente convidem os vossos amigos a fazer um "gosto" na página. É importante que estes projectos sobrevivam e se tornem a regra e não a excepção. 

Se souberem de mais projectos de escola semelhantes, por favor deixem a informação na secção de comentários, já que gostava imenso de conhecer!  




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dia Estranho - Parte III / Strange Day - Part III

Continuando a história da gatinha que apanhamos na rua, que depois baptizamos de Sininho, em Novembro do ano passado:

 Depois de entregarmos a Sininho à Plataforma Animal, tentamos voltar ao nosso dia-à-dia. Tínhamos aulas, trabalhos e testes. Muita coisa em que pensar, mas era impossível não nos perguntarmos como estaria a gatinha. 

Mal acabou a aula ligaram-nos: a gatinha estava mal. Tinha uma fractura muito complicada na anca e estava em estado de choque. Além disso não tinha sensibilidade na região posterior do corpo o que, traduzido, significava que além de não poder andar com as patas traseiras, também não tinha controlo sobre quando fazer as suas necessidades. Ainda assim, os veterinários optaram por tratar a Sininho, na esperança de que ela voltasse a ter esse controlo. Era essencial que tal acontecesse, para que o animal pudesse ter alguma qualidade de vida. Caso tal não sucedesse a eutanásia era a opção.

Esperamos pacientemente durante um fim de semana e na Segunda as noticias eram boas: a Sininho já comia, já se arrastava até ao caixote para fazer as necessidades e já brincava. Ia seguir para cirurgia. Estávamos super felizes! Ela ia sobreviver!

Contudo, no dia seguinte foi-nos dada uma triste notícia: a Sininho não tinha apenas a anca fracturada em vários locais. Ela tinha também uma hérnia, detectada aquando da cirurgia, em estado avançado, havendo já sinais de inflamação grave. A única opção, dado que seria extremamente complicado e dispendioso o seu tratamento, foi a eutanásia. 

E assim, a Sininho partiu para a Terra do Nunca, na segunda estrela à direita, sempre em frente até de manhã. Gostamos de pensar que não foi em vão; que esta gatinha sofreu, mas pode ter ajudado alguém, ou outro animal, quanto mais não seja, porque apareceu na TVI (aqui) e ajudou a divulgar a "Plataforma Animal". Gostamos de pensar que nos ajudou a nós também, dando-nos um momento de 2012 para recordar e aprender.

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Continuing the story of the cat that me and my friends rescued from the street, who then we baptized as Tinkerbell, in November of last year:
After Tinkerbell being delivered to the "Platform Animal", we tried to return to our day-to-day life. We had lessons, assignments and tests. A lot to think about, but it was impossible not to ask how would the kitten be.
After our class, we got a call from the "Platform Animal": the kitten was very ill. She had a very complicated hip fracture and was in shock. Besides that, she also had no sensitivity in the posterior region of the body which, translated, meant that besides not being able to walk on his hind legs, she also had no control over when/where to make her needs. Still, veterinarians chose to treat Tinkerbell, in the hope that she would return to have that control. It was essential that this happened so that the animal could have some quality of life. If this does not succeed euthanasia was the option.
We waited patiently during the weekend and on Monday the news were good: Tinkerbell already ate, did her  needs where she should and already played. She was going to surgery. We were super happy! She was going to survive!
However, the next day we were given the sad news: Tinkerbell had more than a hip fractured in several places. She also had an hernia, detected during the surgery, at an advanced stage, and there were already signs of severe inflammation. The only option, since it would be extremely complicated and expensive to treat the kitten was euthanasia.
And so, Tinkerbell went off to Neverland, the second star to the right, straight on till morning. We like to think that it was not in vain, that this kitten suffered. We hope that she may have helped someone or another animal, not least because she appeared on national television (here) and helped spread the word about the 'Animal Platform " project. We like to think that she also helped us by giving us a moment to remember the 2012 year and to learn that we should always give a chance to those who need one. 





sábado, 17 de novembro de 2012

Dia Estranho - Parte II/ Strange Day - Part II



Tínhamos de chegar aos Hospital o mais rápido possível e felizmente conseguimos boleia de um professor da universidade. A gata continuava a vocalizar. Era bom sinal. 

Chegadas ao hospital corremos para a recepção onde nos disseram que para consulta aquela hora (9h da manhã) seriam cinquenta euros. Se não podíamos pagar era melhor pensarmos bem antes de solicitarmos ajuda médica. “Não podemos deixar a gatinha a sofrer! Ao menos que tenha direito a uma morte rápida!”. Pensamos e fizemos as contas ao dinheiro que o nosso projecto do “Artes Mião” tinha. Não chegava. E não havia garantia de que se gastássemos todo o dinheiro a gata sobrevivesse. Iríamos gastar todo o dinheiro que se destinava a alimentar duzentos animais para salvar apenas um. 

Estávamos numa posição complicada até que nos lembramos de um amigo que estava ligado a uma associação de ajuda a animais, a PlataformaProAnimal. Em menos de quinze minutos a gatinha estava a ser transportada para o Hospital Veterinário de Trás-os-Montes.

Depois deste início de dia atribulado voltamos à nossa normalidade durante alguns momentos, sempre pensando se a gata estaria viva, se tínhamos conseguido ajudá-la. 

Finalmente o telemóvel tocou. Eram notícias da gata. Ela estava em estado de choque e estavam a tentar regularizar a situação. Podíamos ir visitá-la de tarde e, se não fosse grande incomodo, dar uma entrevista para a TVI a propósito deste caso, mais um na cidade que foi palco da desumanidade que foi feita ao "Sparky".

Aquele que começou como um dia completamente normal, estava a tornar-se em algo completamente inesperado e ainda nem eram 11h da manhã! Nesse momento pensei como pequenas coisas podem fazer uma grande diferença, não só para nós mesmos, mas também para os outros. Se não tivéssemos apanhado a gatinha ela não teria uma hipótese de lutar pela vida, nem se quer teríamos a hipótese de contar a sua história ao país (mais uma, entre milhões). Nesse dia tudo pareceu interligado, como se não tivesse acontecido por acaso!

Continua... 





We had to get to hospital as quickly as possible and fortunately we maneged to get a ride from a university professor. The cat continued to vocalize. It was a good sign.
We arrived at the hospital and rushed to the reception where we were told that to be assisted at that hour (9 am) we would have to pay fifty euros. If we couldn't pay it was better for us to think well before we ask for medical help. "We can't let the cat suffering! At least this animal is entitled to a quick and not painfull death. " We did the math and the money that our project "Artes Miao" had wasnt enought. Besides that, there was no guarantee that if we spent all the money the kitten would survive. We would spend all the money that was meant to feed two hundred animals to save only one.
We were in a difficult position until we remembered we had a friend who was linked to an association that helped animals, The PlataformaProAnimal. In less than fifteen minutes the kitten was being transported to the Veterinary Hospital of Tras-os-Montes.
After this early troubled day we returned to our normal life for a few moments, always wondering if the kitten was going to live or die.
 Finally the phone rang. News about the kitten! She was in shock and they were trying to stabilize the situation. We could go visit her in the afternoon, and if it wasn't a big deal, they asked us if we could give an interview to TVI (portuguese national television) concerning this case, another one in the city that was the stage of the inhumanity that was made to "Sparky", the dog.
What started as a completely normal day, was turning into something completely unexpected and the clock didn't even mark 11 am! At that moment I thought how little things can make a big difference, not only for ourselves but also for others. If we had not caught the kitten she wouln't have the chance to fight for her life, or we wouldn't have the chance to tell her story to the country (one more among millions).
That day everything seemed interconnected, as if it hadn't happened by chance!

To be continued...

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dia Estranho - Parte 1/ Strange Day - Part 1



Hoje foi um dia estranho. 

Acordei a pensar que seria mais um. Teria de ir a aulas, ao estágio de Anatomia Patológica e de limpar a cozinha. Depois talvez tivesse tempo para ler um pouco. Não podia estar mais enganada. 

Saímos (eu e as minhas amigas) de casa atrasadas. Enquanto eu reclamava que não queria correr, porque detesto começar o dia a mil á hora, olhei para um monte de pêlo acastanhado encostado a uma árvore e disse: “Oh não! Um gato morto!”

As minhas amigas abrandaram, aproximando-se do animal, aparentemente inanimado, e gritaram: “Lu! Está vivo!” Voltei atrás e debrucei-me sobre a triste cena. De facto estava viva. Era uma gatinha (porque tinha três cores no pêlo) e estava completamente imóvel, excepto pelos tremores nas patinhas e pelos movimentos da respiração. Toquei-lhe e a gatinha miou. Abriu os olhos e olhou. Voltou a fechá-los. Apertei-lhe a pata posterior. Nenhuma reacção. Sem sinal de hemorragia. O meu primeiro pensamento foi de que a gata ia morrer. Devia ter uma lesão a nível da coluna e por isso não sentia a região posterior do corpo. “Deve ter sido atropelada. E agora?”, pensei. “ Vamos levá-la para o Hospital Veterinário da Universidade”. Fui a correr buscar uma caixa de cartão e improvisamos uma maca para tentar levantar o animal sem fazer grandes alterações na sua posição. 

Conseguimos! 

Entretanto fomos abordadas por uma senhora de certa idade que nos perguntou se o gato era nosso. Alguém o tinha colocado no jardim dela e a senhora sem saber o que fazer com o animal, colocou-o ao lado da árvore. Não consegui impedir-me de ficar zangada com a falta de interesse da senhora, mas mais tarde, depois de pensar com mais calma, que podia a mulher fazer? Se calhar não tinha dinheiro, ou não sabia a quem recorrer; a verdade é que este nosso Portugal mal sabe cuidar das suas pessoas, quanto mais cuidar dos seus animais. A ajuda grátis que conseguimos, devemo-la a um conjunto de pequenas associações, que nunca conseguem responder a todos os pedidos.  É triste, mas é a realidade. Gostava que a realidade de Portugal em relação aos animais fosse a do Reino Unido, por exemplo, onde até polícia especial para a defesa dos animais existe. Aqui ainda estamos muito longe. Muito longe mesmo. 



Continua... 




Today was a strange day.

I woke up thinking it would be just one more regular day. I would have to go to school, to do the stage in Pathology and to clean the kitchen. Then maybe I would have a little time to read. I couldn’t be more wrong.

We left (me and my friends) home late. While I was complaining that I didn’t want to run, because I hate starting the day racing around, I looked at a brownish and hairy pile leaning against a tree and said, "Oh no! A dead cat! ".

My friends slowed down, approaching the animal, apparently lifeless, and shouted: "Lu! It's alive! ". I went back and I looked into that sad scene. Indeed it was alive. It was a kitten and was completely still, except for the paws that were shaking and the breathing movements. I touched her and she meowed. The kitten opened her eyes and looked at us. She closed them again. I made some pressure in her posterior paw. No reaction. No sign of bleeding. My first thought was that the kitten was going to die. Maybe she had a lesion within the column and that could be the reason why she could not fell anything. "It must have been an hit and run situation. What should we do now? ", I thought. "Let's take her to the Veterinary Hospital of the University." I run into getting a cardboard box and improvise a stretcher to try to raise the animal without making major changes in its position.

We did it!

However we were approached by a lady of a certain age, who asked us if it was our cat. Someone had placed her in her garden and the lady didn’t know what to do with the animal, so she chose to put it next to the tree. I could not prevent myself from getting angry at the lack of interest of the old lady, but later, after thinking more calmly, what could the woman do? Maybe she couldn’t afford the kitten’s treatment, or did not know who to turn to. The truth is that our dear Portugal barely knows how to take care of the people that live within its borders, let alone care for their animals. The help we can get for free, we owe it to a small set of associations that can never respond to all requests. It's sad but it's our reality. I wish the reality of Portugal towards animals were the same as the ones that exist in the UK, for example, where there even special police for the protection of animals exist. Here we are still far away. Very far from it.

To be continued...
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Por uma boa causa

Por uma boa causa decidi postar mais uma vez aqui no Baú dos Livros:
Está a decorrer no blog do Artes Mião um sorteio que não vão querer perder até 31 de Agosto!

Visitem e inscrevam-se!


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Baú Solidário!

Sim, eu adoro animais. Sim, principalmente gatos. Estes dois devem ter cerca de dois meses e precisam de um lar! A mãe gata não deixa nimguém aproximar-se e trabalha a tempo inteiro como caçadora de ratos. A principal preocupação são os dois gatinhos. Um deles é gata de certeza (o que tem três cores); o preto e branco, ainda não consegui ver... Partilhem o vídeo, partilhem a foto. Precisamos de arranjar um lar para estes pequeninos!