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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Hysteria (2011) - Tanya Wexler

Realizado por Tanya Wexler, Hysteria conta a história da invenção do primeiro vibrador, na Inglaterra vitoriana, para auxiliar os médicos no tratamento da mais comum doença entre as mulheres - a Histeria. 

A Histeria não era mais do que a frustração associada a uma forte depressão sexual da mulher naquela altura, mas que por não ser "bem" dizer tal coisa, era encarada como uma doença mental sem cura. Nos casos mais graves a única solução era o internamento em manicómio e a "esterilização" da mulher.

Adorei a personagem do médico interpretado por Hugh Darcy, porque me identifiquei com as frustrações da sua profissão. Actualmente são algumas das que afectam muitos médicos veterinários mais velhos e que são um pesadelo, para quem encara a medicina veterinária de forma diferente e proactiva! (foi um pequeno aparte)

Com um elenco composto por bons nomes como Hugh Darcy (conhecido pelo seu papel na série Hannibal), Maggie Gyllenhaal e Jonathan Pryce, este foi o meu primeiro filme de 2016. Foi uma excelente escolha. Ri-me bastante, mas também não pude ficar indiferente à forma repugnante como o meu género era reprimido e descriminado. Senti-me sortuda por viver nos dias de hoje e recordei a mim mesma, que houve muita gente que lutou pelos meus direitos, hoje tidos como garantidos por muitas mulheres.


Hysteria tem um título em português dos mais parvos de sempre - "Boas Vibrações". Não está totalmente desadequado, já que fala da invenção do primeiro vibrador, em nome da ciência! No entanto, acho que ridiculariza um filme, que apesar de ser comédia, acaba por ser mais do que isso.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Tomorrowland (2015) - Brad Bird

A última vez que fui ao cinema, foi há umas semanas atrás. Fui ver o filme "The Age of Adaline". Achei que a história tinha potencial, mas esse potencial acabou por não ser mais do que hipotético, uma vez que o filme era um conjunto de cenas previsíveis e sem sabor. (Confesso: fui ver o filme, porque era a semana de noites de cinema a 2,5€ e as alternativas eram poucas.)  

Digo muitas vezes, que a minha parte favorita da ida ao cinema são mesmo os trailers. Digo isto a brincar, mas tem a sua quota parte de verdade. Foi nesta última ida ao cinema que vi o trailer de "Tomorrowland", filme da Disney (e não festival) que fui ver ontem.

Estava curiosa, porque o trailer pareceu-me ser divertido e uma ida ao cinema uma boa opção para aliviar momentaneamente o calor, que por este Portugal se faz sentir. 

Tomorrowland, local onde tudo é possível! Terra de cientistas, criativos e das mentes mais brilhantes, que alguma vez surgiram no planeta Terra. Sitio livre de políticos, de burocracias, de ganância e de distracções mundanas, onde estes indivíduos distintos trabalharam e deram asas à imaginação, para criar um lugar mágico e único, repleto das mais incríveis invenções. Em resumo, um local perfeito para sonhadores.

A história começa com as duas personagens principais da história, Frank Walker (George Clooney) e Casey Newton (Britt Robertson), a tentar contar-nos algo de importante. Por entre várias interrupções, ficamos a saber quem são estas duas personagens, o que as aproximou e quais as suas motivações.

Casey, filha de um engenheiro da NASA, é uma optimista a cem por cento. Num mundo, onde as notícias apenas nos dão conta do que de mal acontece à nossa volta, rodeada de pessimistas e comodistas, esta adolescente faz-nos sorrir com a sua persistência e incansável busca por soluções. Casey nunca aceita uma resposta simples, questiona-se sempre, mesmo aquilo que parece inquestionável. 

Frank, um inventor forçadamente retirado do activo, é o oposto; pessimista e acomodado ao que o Futuro parece reservar.

Ambos serão peças fulcrais para resolver aquilo que colocou em causa a existência de Tomorrowland e do próprio planeta Terra.

Gosto muito da Diney. Não é segredo para ninguém. Considero-me uma pessoa sonhadora, alguém que apesar de ter momentos de puro pessimismo, não deixa nunca de sonhar e de achar, que algures no futuro as coisas acabam por correr como sempre sonhei/idealizei.  Não vejo o telejornal. Muitas coisas terríveis, que se passam neste Mundo, passam-me ao lado. Não porque não me importe, mas porque não vejo benefício em tocar constantemente numa ferida e continuar a fazê-lo durante dias, meses, ou mesmo anos; A visualização tem um efeito muito forte naquilo que nos acontece. 

Explicando resumidamente aquilo em que baseio grande parte do que faço e do que penso acerca da vida, no pequeno paragrafo atrás, digo apenas que este filme é especial. É o tipo de filme que me faz sair do cinema com um sorriso na cara e o coração cheio; o tipo de filme que recomendaria a qualquer pessoa, que ache que a vida não tem mais graça, que é tudo mau e azedo.

Não percebo porquê que Tomorrowland tem recebido críticas tão más. Não é um filme complexo, ou intrincado. Longe disso. Tem uma mensagem bastante clara e simples, mas essa característica não o torna menos capaz. 

Mas, todas as áreas de estudo, incluindo a do Cinema, estão repletas de snobismo e com falta de sonhadores e optimistas. Se calhar é por isso que Tomorrowland não lhes agrada. 

Deve tocar em alguma ferida mais sensível.





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Nightcrawler" - Dan Gilroy

Quando comecei a ver o filme achei logo que o tipo devia ter ali um cheirinho de Síndrome de Asperger, tal era a semelhança entre a forma de interacção com outras pessoas de Lou Bloom e Max Braverman, da série televisiva Parenthood.

Lou Bloom, interpretado por Jake Gyllenhaal, é uma espécie de pessoa comum nos dias de hoje: Desempregado, vive completamente isolado do resto dos mortais, interagindo com o Mundo através do que é virtual. Tira cursos online, aprende tudo pela internet e passa a vida a citar estas lições a quem, por qualquer circunstância estranha, se cruza com ele. Palavras vazias de significado, visto que Lou nunca teve a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendeu. É um teórico.

Até à noite em que assiste a um acidente e vê chegar uma equipa de repórteres freelancer, que ganham a vida a filmar estes desastres, onde a diferença entre ser o primeiro, ou o último a chegar é crucial. Maravilhado com a possibilidade daquele tipo de negócio, Lou trata de comprar uma camera de filmar e de começar o seu próprio negócio. 

Bloom, com a sua ambição desmedida, mesmo sobre-humana, segue o princípio de "If it bleeds, it leads" e rapidamente começa a ultrapassar os seus colegas freelancers. Mas quão longe irá esta personagem estranha, para conseguir alcançar os seus objectivos?

Fiquei presa ao enredo deste filme desde o início. Até ao momento em que o meu pai disse "Que seca de filme!". Isto tende a acontecer muito...não temos o mesmo gosto cinematográfico. Ainda assim, mais tarde acabei de o ver e a minha atenção voltou a ficar retida. 

Num misto de curiosidade e de repulsa pela personagem interpretada por Jake Gyllenhaal, naquele que muitos dizem ser o seu melhor papel, deixei-me levar para o submundo dos desastres filmados. Inicialmente, com vontade de que Lou fosse bem sucedido; Ele tinha a ambição necessária e aprendia rápido! Depois, com vontade de que ele parasse o que estava a fazer.

Os limites da moralidade são levados ao máximo neste filme, deixando o espectador com um misto de admiração e ódio por esta personagem, que não é mais do que um vilão, disfarçado de herói da era moderna, que ultrapassa as adversidades da depressão económica, por pura força da ambição (ou não).

sábado, 17 de janeiro de 2015

"Boyhood" - Richard Linklater





Boyhood, a história de como uma criança bonita e fofinha se materializou num jovem adulto com um ar hipster, depois de passar pela fase de adolescente seboso.


Seria uma boa descrição do filme, mas claro que estou a brincar.

Não tenho por hábito ver muitos filmes. Acho que já disse aqui, que sou mais do tipo que vê muitas séries ao mesmo tempo. Normalmente os filmes que acabo por ver são sobretudo aqueles que o meu pai me pede para ver, aka filmes de homem/acção, totalmente previsíveis e comerciais, salvo raras excepções.   

Quando vi que Boyhood tinha ganho o Globo de Ouro e que foi filmado, de forma repartida, ao longo de 12 anos, fiquei com a curiosidade espicaçada. Isso, aliado ao clima maravilhoso de chuva e frio, fez-me  achar que seria boa ideia passar o serão na companhia do meu mais que tudo, a tentar não adormecer/desesperar, enquanto assistia ao filme.

Não é que seja mau. Narra a história de um rapazinho, desde os 5 até aos 18 anos de idade. Em termos de história não tem nada de especial. É até bastante calma e normal, sem um grande enredo. O que torna este filme um potencial vencedor do Óscar, é o facto de se traduzir em tantos lugares comuns, por vezes mesmo clichés, que fazem com que seja fácil, principalmente, para os que cresceram na década de 2000, identificarem-se com a história. Afinal, estamos a assistir a um puto, que viveu coisas que marcaram a nossa infância, a crescer, tal como nós crescemos.

Desde o marco que foi o Dragonball, as diferentes evoluções dos jogos de vídeo, passando pela loucura do lançamento dos livros do Harry Potter (o puto até fez aquela questão, que todos nós, crianças desse tempo, fizemos a nós mesmas "será que Hogwarts não existe mesmo?"), até aos tempos mais recentes, da moda do Facebook, e a forma como ele condiciona a nossa vida. Vemos tudo isso a passar, tal e qual um "best moments of 2000-2012".

Mas até que ponto é que conseguirá tocar alguém que não tenha crescido/experimentado essa década? É certo, que vemos também as personagens secundárias a envelhecer, e a evoluírem, mas o rapaz não deixa de ser a personagem principal, e o espectador experimenta o mundo através dele e da sua visão.  

No geral gostei do filme. Não posso dizer que seja o melhor filme de sempre, porque para mim está longe disso, mas é diferente e exige um determinado estado de espírito para ser visto, de preferência um em que não estejam com sono, porque é capaz de ser um bocadito aborrecido...

Não pude também deixar de me questionar da legitimidade daquela irmã dele. Os pais loiros e de olhos claros...ela morena e de olhos escuros. Ok...nada contra a adopção, mas podiam contar-lhe a verdade um dia destes!

No final podemos todos concluir, que por mais ou menos idênticas que as nossas vidas possam ser, por mais ou menos artificios e giravoltas, a coisa acaba sempre da mesma forma -  ficamos velhos e morremos um dia. 

YUPI! Que alegria!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

My Blueberry Nights (2007) - Kar Wai Wong

Esta foi a terceira tentativa para ver e apreciar o "My Blueberry Nights" de Kar Wai Wong. Não porque o filme seja mau, mas porque para o apreciarmos, temos de estar num determinado estado de espírito entre a curiosidade e a vontade de reflectir; em poucas palavras - não é para todos os momentos. 

Esta é a história de Elizabeth, interpretada por Norah Roberts (a cantora) uma jovem mulher, que acaba de sair de um relacionamento e encontra-se obcecada pelo seu ex-companheiro e pelo facto de este a ter traído. Numa noite, conhece Jeremy, gerente de um pequeno e movimentado restaurante, em Nova York. O filme inicia-se com eles os dois a ter uma conversa, que para mim é a parte mais interessante de todo o filme, sobre sobremesas (mais ao menos...e não, não é nada pornográfico...talvez só um pouco)

As visitas de Elizabeth, à hora do fecho, tornam-se uma constante até que, subitamente como começaram, acabam; sem aviso. 

No resto do filme, acompanhamos a jornada solitária de Elizabeth, enquanto esta tenta ultrapassar o desfecho da sua última relação e começar de novo. Pelo caminho, conhece algumas personagens caricatas, que de alguma forma a ajudam e lhe oferecem uma lição sobre a vida.


Durante todo o ano que passa, Jeremy recebe continuamente postais da sua breve companheira nocturna e procura encontrá-la, enquanto também ele encerra alguns assuntos pessoais. Para saberem o que previsivelmente acontece no final, vejam o filme.

Para além de ter gostado do primeiro diálogo entre Elizabeth e Jeremy, adorei ser embalada pelo tema musical principal de todo o filme "The Greatest" de Cat Power (nem acredito que a vou ver ao vivo!). Achei que era perfeito para o filme; reflecte bem a inocência dos grandes amores que terminas. Acabam perdidos e com eles todas as grandes expectativas que temos acerca do amor. No fim é a destruição dessas expectativas tão grandes, que marcam as pessoas e tornam tão difícil seguir em frente. 

Houve apenas uma coisa que detestei neste filme: o constante afeito "câmera lenta". Porquê? Para quê?! Não! Tive que sacar duas vezes o filme até perceber, que o ficheiro não estava estragado, mas que o realizador simplesmente estava parvo!

sábado, 21 de junho de 2014

The Grand Budapest Hotel (2014) - Wes Anderson

Não tenho por hábito ver filmes. A verdade é que um filme exige a visualização do início ao fim. Exige concentração e tempo. Com dez disciplinas por semestre, acabo por ter apenas o tempo suficiente para uma pausa e um episódio de uma qualquer série que esteja a acompanhar. Só isso.

Mas talvez ver filmes seja como ler; se gostamos mesmo, então arranjamos um tempinho por dia para o fazer. No entanto, é um hábito que ainda não criei.

Assim, no meu primeiro dia de férias, optei por me dedicar aos filmes - Escolhi o último do realizador Wes Anderson, "The Grand Budapest Hotel". Mesmo não fazendo de propósito, acabei por, nos últimos dois anos, ver alguns dos filmes deste realizador: desde "O Fantástico Senhor Raposo" (2009), passando pelo "The Darjeeling Limited" (2007), até ao "Moonrise Kingdom" (2012). 

O realizador, ou o argumentista, não é algo que me faça escolher ver um filme; acho que acontece com todos aqueles que não são "geeks" do cinema. Existe uma ou outra excepção, mas são raros os casos. Mas há algo especial nos filmes com um "toque" de Wes Anderson. Depois dos dois primeiros, é facilmente reconhecível a sua assinatura em cada momento da película; o humor subtil e peculiar de cada história; as cores vivas e alegres de cada cenário, que lhe conferem um toque de "cartoonismo", quase como se estivéssemos num mundo onde os factos reais se misturam com o humanamente impossível; as personagens caricaturadas e simultaneamente únicas. 

"The Grand Budapest Hotel" segue a mesma lógica que os restantes filmes de Wes. Temos uma história dentro de uma história, que está dentro de outra história, que por sua vez está dentro de uma quarta história - simples, não acham? - passo a explicar: o filme começa com uma rapariga que tem um livro intitulado "The Grand Budapest Hotel". Ela aproxima-se da estátua do autor da obra e somos transportados até a um homem de certa idade, que começa a narrativa da história. O escritor, recorda o momento em que conheceu Zero Moustafa, dono do Grand Hotel, na altura, já em decadência. A voz muda e torna-se mais jovem, estamos a observar o escritor, quando era mais novo, enquanto este jantava com Zero. Por sua vez Zero começa a contar a história de como se tornou chefe do Hotel, e o espectador é transportado para uma quarta e última história. 

Achei esta introdução genial e cómica. No entanto, no final, fiquei curiosa acerca da rapariga que tinha o livro (um aspecto secundário e de certeza que propositado). Sem dúvida um excelente filme para inaugurar as Férias de Verão!





 


quarta-feira, 2 de abril de 2014

E "Foi Assim que Aconteceu"... (SPOILER ALERT)

Comecei a ver "How I Met Your Mother", há seis anos atrás. Não sei precisar exactamente, quando foi, mas foi por volta dessa altura. Quem me mostrou a série foi o meu ex-namorado e na altura achávamos que éramos a Lilly e o Marshall; o facto de termos crescido juntos, fazia com que fosse fácil saber o que cada um estava a pensar, tínhamos as nossas próprias piadas e manias e ás vezes acabávamos as frases um do outro. Adorávamos aquela série, porque era a nossa série - enquanto todas as pessoas mudavam de par, ficavam tristes e iam procurando "a tal", nós não precisávamos; éramos a Lilly e o Marshall.

Foram bons tempos, mas como casais como a Lilly e o Marshall não existem (pelo menos, que eu conheça), a vida aconteceu e cada um de nós seguiu o seu caminho. Deixei de ver a série durante algum tempo, porque era doloroso para mim ver a minha ex-personagem e saber que afinal não passava tudo de uma ilusão.

Quando recomecei a ver "How I Met Your Mother", estava com outro espírito. Foi numa época de crescimento pessoal e de evolução; uma época de dúvidas, algumas das quais ainda não esclarecidas, mas que me abriram os olhos para as restantes personagens da série; todas elas conseguiam ser mais reais e fascinantes que o casal maravilha



E foi assim que aconteceu. Voltei a seguir os episódios e a evolução destas personagens. Ficava espantada como o Barney, inicialmente uma personagem completamente oca, podia tornar-se tão interessante e "crescido"; acompanhei o Ted na sua busca pelo amor verdadeiro, pela sua alma gémea, que acabou por encontrar; vi a Robin abdicar um pouco da sua carreira e perceber que o que interessava eram as pessoas...até ao último episódio, no qual tudo foi por água abaixo.

Não me chateou terem morto a "mãe". Eu podia viver com esse final - trágico, mas romântico. O que me chateou foi que em quinze minutos conseguiram destruir toda a evolução de nove anos de temporadas! Porque no final tudo voltou à forma como começou; afinal, as pessoas nunca mudam; as pessoas nunca evoluem e ultrapassam obstáculos; as pessoas são o que são e tudo aquilo pelo que passam nunca as muda ou amadurece - guess what?! Estão errados argumentistas idiotas!

Se quiserem podem vir com histórias e argumentos, que defendem que o verdadeiro amor sempre existiu, porque o Ted ficou com a Robin, de quem gostava desde o inicio. Então fiquem sabendo que: o verdadeiro amor é feio! Este Ted é um grande egoísta; todos na série são uns grandes egoístas! Se fosse verdadeiro amor, ele não tinha esperado que a mãe morresse, ele não teria desistido e nenhuma destas duas mulheres teria sido uma "segunda escolha", porque só teria havido UMA escolha.

Não gostei deste final. Não gostei de como nos fizeram adorar a "mãe" durante toda a última temporada, para depois a relegarem para um plano tão feio; Não gostei de como este Ted afinal era um grande idiota; Não gostei de como deram um toque tão realista à última temporada e depois em alguns minutos a tornaram numa grande fantochada. 

Vou fingir que a temporada terminou, quando a Robin e o Barney casaram e viver em negação para o resto da vida.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Último Filme do Ano - "Mandela"

Na última semana de 2013, lá se cumpriu o ritual de, no meio da loucura dos saldos, ir ao cinema uma última vez no ano. Há já bastante tempo que queria ver uma série de filmes que estavam nas salas: The Hunger Games: Catching Fire (que acabei por ver ontem...), Frozen, The Hobbit (o segundo capítulo) e o Mandela.  Como a carteira não dá para todos, como não gosto de versões 3D e, como estava mesmo curiosa acerca deste "Mandela", escolhemos rapidamente. 

Apesar de não ser uma figura com um grande impacto na história do nosso país em particular, é impossível ficar indiferente à história de vida deste homem. Um homem normal, que queria algo que hoje é tido como garantido na nossa sociedade: liberdade.

A minha ideia de quem tinha sido Nelson Mandela foi criada em torno de uma imagem querida; uma espécie de avozinho, que nunca conhecemos pessoalmente, mas que tem um ar extremamente simpático. Era uma daquelas impressões instantâneas, que muitas vezes não correspondem à realidade. O que eu conhecia deste homem era o sacrifício que teve de fazer: passar metade da sua vida aprisionado, perdendo todos os momentos que poderia ter tido com aqueles que amava. Saber só isto, bastava para me trazer lágrimas aos olhos. 

Por isso, é fácil saber qual foi a minha reacção ao filme: lágrimas e mais lágrimas. Não porque era um filme péssimo, mas porque realmente tudo aquilo que eu imaginava, no ecrã parecia mil vezes pior: a perda da mãe e a perda do filho primogénito, sem oportunidade de uma última palavra, ou um último adeus; a perda de todos os momentos da infância das filhas e, no final, a perda do amor da mulher. 

Extremamente triste, mas ao mesmo tempo, extremamente inspirador. Porque nem todos poderiam abdicar de tudo por uma ideia, um direito. 
Como ele, muitos outros perderam algo nesta luta, mas ele será para sempre o símbolo de uma missão bem sucedida. 

(Um filme que recomendo para aqueles que tiveram a disparatada ideia de dizer que "o Eusébio era o Mandela português".)


quarta-feira, 13 de março de 2013

"Argo" (2012)



Não vou fingir que sou uma expert em filmes, porque não sou mesmo. No entanto existem coisas nestas indústria que até uma pessoa que não entende nada consegue ver: "Argo" ganhou o Óscar para Melhor Filme, apenas porque os americanos adoram achar-se os maiores; este é um filme americano, que retrata uma história, supostamente verídica (cuja veracidade os canadianos negam), protagonizada por heróis americanos, para o público americano. Sendo este prémio cinematográfico atribuído por americanos, não é surpresa o porquê de Argo ter ganho. 

A verdade é que o filme entretém, tem bons actores e um argumento minimamente interessante (embora previsível), mas é só. Falta-lhe conteúdo. E não estou, de longe, a defender o povo iraniano, mas podiam ter sido menos anti-islâmicos. Estou certa de que nem todos os iranianos são assim tão agressivos. 

Enfim...um filme muito "uniview" e não merecedor de Óscar.

"Argo, fuck yourself."

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os Miseráveis

Os Miseráveis, musical do realizador Tom Hooper, é um filme extraordinário. Tem o dom de nos conseguir fazer adormecer em menos de 15 minutos. 

Sim. Deveria sentir-me obrigada a dizer bem deste filme, baseado no clássico literário homónimo de Victor Hugo, mas se o fizesse estaria a mentir. À excepção de algumas músicas mais tocantes, não achei nada de espectacular, para além de que não gosto quando não existem pausas  entre os momentos musicais (quase que podiam fazer uma cena em que Jean Valjean vai ao WC e canta o que está a fazer de forma dramática e emotiva)

Não consegui terminar de ver o filme, por estar quase a adormecer. Valeu a pena o que vi apenas pela prestação da Anne Hathaway, que foi realmente soberba (e pensar que esta actriz começou a sua carreira com o filme da Disney "O Diário da Princesa").

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

The Impossible (O Sporting ganhou)

Porquê que escolhi ver este filme? Podia dizer, para dar uma de "geek" de cinema, que foi pela nomeação dos óscares para melhor actriz, de Naomi Watts. Mas não. Foi mesmo porque queria ver um filme com a família, e o meu pai tem uma predilecção por desastres naturais ou ficção científica.

"The Impossible", realizado por Juan Antonio Bayon, não é impossível de ver, mas não trás nada de imperdível. Narra a história de uma família que sobrevive ao terrível tsunami ocorrido na Tailândia, na época natalícia de 2004. Uma história que só por si já avisa "PERIGO, PERIGO! SOU UMA HISTÓRIA PREVISÍVEL" (porque sabemos que a família sobrevive para contar a história!), mas à qual o realizador tenta dar um ar de "hmmm, se calhar não sobrevivem...", o que, a meu ver, não funciona de forma muito convincente. 

Na realidade o que achei melhor não foi a actuação normal de Naomi Watts, ou o magnífico charme paternal de Ewan MacGregor, foi o saber que era uma história verídica. Imaginar a sorte daquela família, no meio de tanto azar, fez-me sentir verdadeiramente feliz. 

Tom Hollande, o actor que interpreta "Lucas", o filho mais velho do casal, também não esteve mal. Pelo contrário, se alguém merecia uma nomeação neste filme seria ele e não a Watts. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada

Tenho andado com uma preguiça terrível para escrever aqui no Baú. Não é por falta de tópico, ou de tempo. É pura vontade de procrastinar!

Dou por mim a jogar joguinhos inúteis no Facebook, ou a procurar música nova no Youtube, quando devia estar a escrever sobre os mil filmes que tenho andado a ver (foram só dois) e os mil livros que acabei de ler (foi só um), ou até a escrever relatórios fastidiosos sobre "Análises Clínicas" e estudar mil parasitas, com nomes tão interessante como "Diphyllobothrium" ou "Macranthorhynchus". Mas não... 

Por isso hoje faço uma tentativa de vos actualizar em relação às minhas incursões ao cinema mais próximo. A última foi para ver o "Anna Karenina", mas antes dessa sessão resolvi fazer a vontade ao irmão e ir ver a tão esperada aventura, inspirada no livro de Tolkien, "O Hobbit". Apesar de não ser a semana de estreia, a sala estava cheia. Estava pronta para algo aborrecido, como foi para mim a trilogia do mesmo realizador, "O Senhor dos Anéis". Não me interpretem mal. Eu adorei os livros, mas os filmes...são outra história. 

Foi por isso sem grandes expectativas, que me sentei naquela sala. E sem grandes surpresas de lá saí. É impossível não compararmos o livro ao filme e, para começar, não gosto quando introduzem histórias que não acontecem no livro. Ok, tudo bem, entendo que seja para captar a atenção daqueles que não leram a obra de Tolkien, mas não gosto. Achei ridículo dividirem uma história tão simples em três filmes. "O Hobbit" é um livro minúsculo, o livro de Tolkien que mais gostei (dos que li), para quê complicar? Resposta: pelo dinheiro. Assim, apresentaram-nos um filme demasiado longo (3 horas!?), que não corresponde à história completa.

Outro ponto fraco foram as piadas um bocado forçadas, quase próprias de um filme de animação, que colocam "O Hobbit" abaixo daquilo que se esperaria, tendo em conta a trilogia de "O Senhor dos Anéis".  

O que mais gostei de todo o filme foi sem dúvida das paisagens espectaculares, filmadas algures na Nova Zelândia. Sem dúvida que corresponderam ao meu imaginário.

Um filme que serviu apenas para para entreter e quase adormecer.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Musicais

"Também não gosto de musicais." - disse eu. A verdade é que quando penso em filmes musicais não há nenhum clique na minha cabeça. Raramente pagaria para os ver no cinema. Prefiro filmes cuja história é contada através de uma narrativa sem muitos floreados, à semelhança dos livros que leio; onde não surgem do nada cantorias e cenas melodramáticas. No entanto, pensando melhor no assunto, existem alguns filmes que são musicais de que gostei bastante. Se formos a ver, os próprios filmes da Disney tem muita música, que até acabou por se tornar hino de muitos deles; sem essas músicas simplesmente não seriam a mesma coisa!

Assim, ficam aqui os filmes musicais de que gostei (apesar de serem musicais):

 

domingo, 16 de dezembro de 2012

The Perks of Being a Wallflower

Continuo sem grande tempo para ler mais do que os apontamentos de Farmacologia. Aproveito as pausas para ver séries ou filmes. Desta vez escolhi o filme do escritor e realizador Stephen Chbosky, “The Perks of being a Wallflower”. 

Baseado no livro homónimo, escrito pelo próprio realizador, conta-nos as aventuras de Charlie, um rapaz tímido que tenta recomeçar do zero, no seu primeiro ano de liceu.
Atirei-me de cabeça para o filme, não fazia ideia sobre o que tratava. Não li o livro (apesar de agora querer mesmo lê-lo) e por isso foi uma agradável surpresa para mim. Achei que seria apenas mais um filme sobre adolescentes e o liceu americano. Cedo descobri que estava enganada. 

Foi um filme do qual gostei bastante, não apenas por causa da história e da mensagem escrita nas entrelinhas do enredo, mas também porque foi interessante ver a Emma Watson como uma personagem que não fosse a Hermione do Harry Potter. Fiquei muito feliz por saber que esta é uma rapariga que tem asas para voar sem a sombra do papel que desempenhou durante toda a sua infância-adolescência. 

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I haven't had time to read more than the notes of Pharmacology. I only take breaks to watch movies or series. This time I chose the film from the writer and director Stephen Chbosky's, "The Perks of being a Wallflower."

Based on the book of the same name, written by the director himself, tells the adventures of Charlie, a shy boy who tries to start from scratch in his first year of high school.

I threw myself into to the movie, I had no idea what was about. I didn't read the book (though now I want to) and so it was a pleasant surprise for me. I thought it was going to be just another american movie about teenagers and high school. I soon found out that I was wrong.

It was a movie that I liked a lot, not only because of the story and the message written between the lines of the plot, but also because it was interesting to see Emma Watson as a character that was no her usual Hermione from Harry Potter. I was very happy to know that this is a girl who has wings to fly without the shadow of the role she played throughout her childhood-adolescence.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Top 10 filmes de animação que traumatizaram a minha infância (PARTE III)

 7º - Bambi (Bambi, 1942)

Não se deixem enganar por estes animaizinhos fofinhos! O momento em que a mãe do Bambi é caçada, seguida do pobre veadinho a gritar por ela, foi dos mais traumáticos da minha infância. Ainda para mais a versão que eu tinha era a espanhola. O Bambi gritava "Mamita! Mamita!(...)", atribuindo à cena uma conotação ainda mais triste e desesperante do que na versão nacional.


8º - A Polegarzinha (Thumbelina, 1994) 

Um dos meus filmes de animação favoritos. "Não, nada impossível será! Siga o seu coração! Ah ah! Seus sonhos se concretizarão, siga o seu coração!" Apesar de tudo sempre achei o Gafanhoto e o Sr.Toupeira muito macabros! Então aquela gruta onde o senhor toupeira vivia era de arrepiar os cabelos! 




9º - A Princesa Cisne (The Swan Princess, 1994)

Quando penso neste filmes lembro-me da minha parte preferida; o desfile das princesas! Adorava passar a tarde a comer bolachas de chocolate chamadas de "Joaninhas" e a tentar desenhar vestidos iguais aos das princesas do desfile. Depois havia o monstro mau do final que metia medo. Mais à minha prima do que a mim, mas sim, era assustador! (random fact: a minha gata tem o mesmo nome que a princesa cisne, Odete)

10º -O Rei Leão (The Lion King, 1994)

Rei Leão. Quem ainda não viu? A cena que choca toda a gente sabe qual é; a morte do Mufasa! Quem não fica com uma lágrimazinha do canto do olho?








E assim termina o Top dos 10 filmes de animação que traumatizaram a minha infância. Mostrem-nos aos vossos filhos/irmãos/primos/sobrinhos e garanto-vos que vão ser crianças super felizes!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Top 10 filmes de animação que traumatizaram a minha infância (PARTE II)

4º - O Fantasma da Ópera 

Este filme de animação, de terceira categoria, fez o terror à minha infância e à do meu irmão mais novo. Os bonecos pouco atractivos, o ambiente escuro e o assustador e "taradinho" Fantasma formam um conjunto bastante horripilante. Se alguém souber a data de lançamento deste filme, por favor deixe um comentário. Deliciem-se com a cara deste charmoso Fantasma e tremam!

5º - A Jóia Encantada (The Secret of NIMH, 1982)

Este filme não era meu. A minha prima tinha-o e gostava de o ver várias vezes, quando eu ia lá a casa. Assim, felizmente, não o vi muitas vezes e o trauma foi menor. No entanto, nunca me vou esquecer do passaroco assustador que aparecia e dos ratinhos todos possuídos e presos nos laboratórios. SPOOKIE!

6º - O Anãozinho Mágico (A Troll in Central Park, 1994)

Este anão tinha a habilidade de fazer crescer flores com o polegar (um bocadinho rabeta...). Depois haviam os anões maus e a sua rainha.  Aparentemente inofensivo, este filme dava-me pesadelos!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Top 10 filmes de animação que traumatizaram a minha infância (PARTE I)

O normal é encontrarmos o Top 10 do filmes de animação mais fofinhos e queridos. Mas hoje vou fazer algo diferente. Aqui fica o Top de filmes de animação que por alguma razão traumatizaram a minha infância, acabando por destruir toda a minha inocência (parte dela...não exageremos):

1º - Pinóquio (Pinocchio, 1940)

Lembro-me quando recebi o filme do Pinóquio. Ofereceram-mo no Natal ou no meu dia de aniversário (dada a proximidade da data, é difícil especificar). Na manhã seguinte vi o filme e fiquei traumatizada. Para além da parte traumática de o pai do Pinóquio, o Gepeto, ser comido por uma baleia, a possibilidade de nos crescerem orelhas de burro quando fumamos charutos é horripilante. Se calhar é por isso que não fumo (ou então é porque sabe mal e é caro). Assim fica aqui o conselho: se querem evitar que o vosso filho se torne num adolescente fumador, traumatizem-no com este maravilhoso e assustador clássico da Disney.

2º - Papuça e Dentuça (The Fox and the Hound, 1981)

Talvez o primeiro filme da Disney que conseguiu fazer-me chorar. Quem é que não fica comovido com a cena em que a dona do Papuça é obrigada a libertá-lo para a natureza? Lógico que depois de tanta tristeza fiquei com vontade de nunca mais ver tal filme. E fiquei também com mais uma ilusão desfeita: os animais selvagens não são animais de estimação!

3º - Dumbo (Dumbo, 1941)


Dumbo, o mal amado. A única parte que realmente gostava deste filme era quando todos os animais bebés eram transportados pelas suas respectivas cegonhas e entregues ás suas novas mamãs. Depois começa a tristeza! Para começar temos um animal fofo que é gozado por todos, que depois é separado da sua querida mãe e por fim fica sob o efeito do álcool e vê cenas deturpadas e assustadoras. Cocktail perfeito para criar um filme de animação traumatizante para uma linda e inocente criança como eu.


Continua... 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mostra internacional de escolas de Cinema + "The SLR"


No passado dia 12 de Maio, no café Fnac da S.Catarina, decorreu a apresentação do publicitário para a Mostra Internacional de Escolas de Cinema. Esta mostra irá decorrer de 22 a 26 de Maio. A entrada para a visualização dos diferentes trabalhos, de diferentes partes do globo, é gratuita e há também workshops gratuitos (exigem inscrição prévia).

Para mais informações, visitem o site de eventos da ESAP (aqui).

Simultâneamente à apresentação do publicitário, ocorreu a primeira actuação ao vivo dos "The SLR" Esta banda é a responsável pela banda sonora do publicitário. Podem descarregar gratuitamente o primeiro single da banda, "Shining" de um dos seguintes links:


http://theslr.bandcamp.com/track/shining (coloquem 0€, para download gratuito) 

 




domingo, 25 de março de 2012

Cavalo de Guerra (2011) - Steven Spielberg

Recentemente fui ao cinema ver este filme. Adoro animais, apesar de não achar muita piada a cavalos, talvez por não estar habituada a lidar com eles e ter ainda um pouco de receio. Não fazia a mínima ideia que o filme tinha sido realizado pelo Spielberg! 

Um filme para quem gosta de se emocionar. Posso dizer que quando olhei para trás no final do filme, todas as pessoas, ou quase todas, estavam a fungar e a tentar conter as lágrimas. Eu como "durona" que sou ri-me! Apesar de lá no fundo também me ter conseguido emocionar...


sábado, 24 de março de 2012

De Ressaca

Mil desculpas a todos! Eu bem tento, mas simplesmente agora não é um bom momento para me debruçar sobre livros...nunca me aconteceu isto na vida. Sempre vi nos livros um refúgio, mas ultimamente até as livrarias me fazem querer fugir :(

Estou a dar tempo ao tempo. Estou a curar esta aversão aos livros e espero em breve (nas férias da Páscoa, talvez...) regressar em força ao Blog. Entretanto, vou vendo séries e filmes, fazendo exercício e ouvindo música nova.

Espero que continuem a passar por aqui, apesar desta pequena greve dos livros.

Deixo-vos como sugestão este espectacular filme (não li o livro), "We Bought a Zoo". Além de uma história linda sobre recomeçar, tem uma banda sonora igualmente maravilhosa: